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Entre Arte e História : Um Encontro com a História e a Arquitetura Colonial em Bonito-PE

Ao visitar Bonito, uma encantadora cidade de Pernambuco, fui imediatamente cativado pela harmonia entre arte e história que permeia suas ruas. A preservação da arquitetura colonial é um verdadeiro tesouro, onde prédios históricos e igrejas se erguem como testemunhas de um passado rico e vibrante. Cada esquina parece contar uma história, e cada detalhe arquitetônico remete a um tempo em que a cultura e a religiosidade moldavam a vida local.

Durante minha estadia, não pude deixar de registrar a beleza dessas construções, que, embora modernizadas, mantêm a essência de sua origem. As fachadas coloridas e os detalhes em azulejos revelam a habilidade dos artesãos que, ao longo dos anos, trabalharam para preservar essa herança. É fascinante perceber como Bonito se moderniza, mas nunca se esquece de suas raízes, criando uma sinergia perfeita entre o antigo e o novo.

Bonito é um verdadeiro tesouro cultural, onde o passado se entrelaça com o presente. Cada edifício conta uma história, e a preservação arquitetônica é um testemunho do respeito que a cidade tem por suas raízes. As fachadas coloridas, os azulejos e os detalhes ornamentais revelam a habilidade dos artesãos que construíram essas obras-primas. É como se cada esquina fosse uma janela para um tempo em que a arte e a cultura floresciam.


Para enriquecer ainda mais minha experiência, tive a oportunidade de ouvir as palavras de Maxuel Rodrigues, um reconhecido produtor cultural, artista plástico e grão-mestre da Nova Ordem de Cristo. Ele compartilhou seu profundo conhecimento sobre a história da região, ressaltando a importância da preservação do patrimônio arquitetônico e cultural de Bonito. Maxuel compartilhou comigo algumas palavras que ressoam profundamente: “A arquitetura é a memória material de um povo. Ao preservá-la, garantimos que as futuras gerações conheçam e valorizem suas origens.” Ele que também e gestor do Museu do Homem do Campo e do Museu Joacques Borgonha Demolay, tem em seu acervo livros que contam histórias sobre o lugar e o porque de sua existência. 



Solicitei a Maxuel um texto baseado em seus estudos sobre bonito e escreve  assim:

A história para ser entendida de fato se faz necessário ver todas as nuasces , e entender que ela se interage.

Se você estudar de forma isolada a compreensão fica fragmentada, falha. .

Estuda a história é o exercício da arqueologia do passado , é ir cada vez mais a traz na história para entender o futuro.

 Começando o nosso estudo sobre a história de Bonito vamos tentar entender o poder político de Duarte Coelho e sua esposa Brites de Albuquerque.

 D. Afonso Teles de Menezes  , 2° senhor de Menezes e Medelim foi o primeiro povoador de Albuquerque ,  vila de quem também teve o senhorio. Casou duas vezes , a primeira com D. Elvira Girão , tendo a sua descendência usado o apelido de Girão.

Casou a segunda vez com D.Teresa Sanches de Borgonha , filha ilegítima de D. Sancho I  Rei de Portugal descendente da  família Borgonha da França , neto de D. Henrique de Borgonha.Nascida no ano de 1191 Falecidas depois do ano de 1230  D. Teresa Sanches Borgonha herdará grande fortuna e Terras nas Terras Templárias do Novo Mundo.

O seu pai, o Rei Sancho I  nasceu no ano de 1154. E faleceu  no ano de 1212 com 58 anos. Do casamento dos primos Afonso Teles de Menezes e D. Teresa Sanches Borgonha filha ilegítima do Rei de Portugal da Linhagem Sagrada dos Borgonhas  nasceu  D.. João Afonso de Menezes , que sucedeu nos senhorios de seu pai e ficou super Rico - Homem e Alferes -Mor  de Afonso III Rei de Portugal , descendente da linhagem Borgonha , de quem aliás era primo co-irmão.  Dom João Afonso foi filho que dentre outros continuaram o apelido de Menezes.  D. Rodrigo Anes Telo de Menezes que foi o 3°  senhor de Albuquerque.

As famílias Coelho e Albuquerque são primas e descendentes de Tereza Sanches Borgonha e tinham direito de hereditariedade ao Nordeste Brasileiro.

 No ano de 1534  os descendentes de D. Henrique de Borgonha tomaram posse de suas Capitanias hereditárias nas terras do Novo Mundo.

A doação de uma capitania era feita através de dois documentos: a Carta de Doação e a Carta Foral. A Carta Foral atribuía os deveres do donatário em relação à Coroa.

A expansão financeira européia na América foi efetivamente iniciada em 1534, quando o rei Dom João III autorizou os Donatários Hereditários a tomar posse dos seus territórios em quatorze capitanias hereditárias (administração do território colonial português) que foram doadas a doze capitães-donatários (Descendentes de Dom Henrique de Borgonha), que podiam explorar os recursos da terra, mas em contra-partida deveriam povoar e proteger as regiões, onde os direitos e deveres dos donatários eram regulamentados pelas Cartas de Foral.

 O sistema de capitanias já era empregado pelo Império Português nas ilhas da Madeira e de Cabo Verde desde o século XIV. Em carta dirigida a Martim Afonso de Sousa em 1532, Dom João III comunicou a decisão de dividir o território português, assim em 1534 efetivou as primeiras doações.

O Brasil foi dividido em 14 Capitanias Hereditárias , 15 lotes ( São Vicente, estava dividida em 02 lotes) e 12 donatários (Pero Lopes de Souza era donatário de 03 Capitanias: Itamaracá , Santo Amaro e Santana). Esses 12 herdeiros investidores formaram o primeiro grupo de Colonizadores do Brasil foram: João de Barros , Jorge de Figueiredo Correia , Fernando Álvares de Andrade , Martins Afonso de Souza , Pero Lopes de Souza , Duarte Coelho , Francisco Pereira Coutinho , Antônio Cardoso de Barros , Vasco Fernandes Coutinho , Aires da Cunha , Pero de Góis e Pero de Campos Tourinho.

FORAL DE OLINDA DE 1537 FEITO POR DUARTE COELHO O DONATÁRIO HEREDITÁRIO SE PERNAMBUCO (O DONO HEREDITÁRIO DE PERNAMBUCO.

 

Para entendermos a história de Bonito se faz necessário voltar no tempo e entendermos o Foral de Olinda de 1537 sem a poesia história.

Duarte Coelho era descendente de Sancho I  ou seja eram exaneto  do Rei de Portugal Sancho Borgonha da dinastia Afonsina.

 

Sem este entendimento não vamos jamais poder entender a política administrativa e econômica da Capitania Hereditária de Pernambuco e a gestão econômica  , política do Nordeste Brasileiro , que incomoda até os dias atuais o restante do Brasil.

E assim será possível entender porque a Capitania de Pernambuco daria mais lucros e seria  tão lucrativa e ainda continua sendo tão lucrativa, e vamos poder entender como mais a frente um descendente de Duarte Coelho como foi o caso do Capitão-Mor Antônio dos Santos Coelho Cavaleiro Templário da Ordem de Cristo conforme documentos de Julho de 1795 do Conselho Ultramarino ordena a Rainha D.Maria I de se digne a prender Antônio José Pereira Barroso  conforme manuscrito abaixo.

ARQUIVO HISTÓRICO ULTRAMARINO JULHO DE 1995/ CONSELHO ULTRAMARINO - PERNAMBUCO.

ARQUIVO DO MUSEU DO HOMEM DO CAMPO.

 

No ano de 1537 Duarte Coelho em seu Foral que além de ser uma planta baixa da vila em construção , é também um um plano de negócios e um relatório empresarial.

E assim começa Duarte Coelho.

Duarte Coelho , fidalgo da Casa de El Rei Nosso Senhor , etc.

Faço saber a todos a quantos está minha doação virem que no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1550 anos , aos 17 dias do mês de março do dito ano , a requerimento dos vereadores e Procurador do Conselho desta Vila de Olinda , foi mandado tirar do livro de Tombo e matrícula a Carta de Doação das cousas que dito Senhor Governador tinha dado a esta Vila e moradores e provadores dela , os quais foram dados pelo Senhor Governador na era de 1537 , as quais coisas são as seguintes.

Vamos analisar três termos desta carta de Duarte Coelho do ano de 1550.

CONSELHO: Na linguagem atual ao que hoje se designa como Câmara tornou-se sinônimo de município , englobando-se na designação o próprio território que lhe pertencia.

MORADORES:  O mesmo que vizinho, em alguns florais corresponde ao homem bom , cidadão , sem qualquer espécie de dependência familiar ou profissional, que tinha o direito o direito de participar da vida pública do município.

POVOADORES: Aqueles que para cá vieram com o Donatário , que investiram um grande recurso financeiro naquele grande empreendimento , ou consórcio financeiro que era Pernambuco e o Nordeste Brasileiro. Muitos destes povoadores nunca vieram para o Brasil , séculos depois seus descendentes vieram para o Brasil , para tomar posse de suas Sesmarias.

LIVRO DOCUMENTO HISTÓRICOS MUNICIPAIS , O FORAL DE OLINDA DE 1537 E O LIVRO DE TOMBO DOS BENS E AFORAMENTOS DA CÂMARA MUNICIPAL DE OLINDA 1782 A 1906. ESTUDO DE VERA MARIA AGRA OLIVEIRA SOBRE OS MANUSCRITOS DE DUARTE COELHO E DA ÉPOCA IMPERIAL.

BONITO E A IMENSA SESMARIA DO AROROBÁ DE ANTÔNIO VIEIRA DA MELO.

Vamos analisar um exemplo povoadores.

 

Os primeiros sesmeiros da Capitania de Pernambuco receberam do Donatário da Capitania Pernambuco, Duarte Coelho Pereira, suas datas de terras a partir de 1535.

As famílias beneficiadas eram quase todas ligadas à parentela do Donatário ou articuladas com capitais estrangeiros que aplicaram nos engenhos. Entre eles se encontrava João Gomes de Mello, que fundou em suas terras o engenho Nossa Senhora da Conceição, depois Trapiche/Cabo de Santo Agostinho.

O engenho tinha um lindo açude, mas muito difícil de manter, uma casa grande, uma Igreja dedicada a São Francisco, uma casa de purgar e uma para as caldeiras feitas de taipa e demais edificações comuns em um engenho de cana de açúcar. O canavial era plantado ao seu redor e o restante da terra consistia em matas, pois não servia para plantação. Podia moer 4.000 a 5.000 arrobas de açúcar.

NOTA: Pereira da Costa (1951, Vol. 1, Ano 1532, pg. 148), correlaciona João Gomes de Mello ao engenho Trapiche: João Gomes de Mello, homem muito nobre, e natural da província da Beira. Casou em Pernambuco com D. Ana de Holanda, de cujo consórcio vem a família da família Mello, da casa de Trapiche/Cabo de Santo Agostinho".

 

 

(1535) João Gomes de Mello ‘o Velho’ – Natural da província da Beira/PT. Falecido em torno de 1593. Chegou a Pernambuco no princípio de sua colonização, século XVI. Coronel de Ordenança.

Casamento 01: Anna de Hollanda, nascida em 1546/Pernambuco e falecida em 1645, com 99 anos de idade, no eng. Trapiche. Filha de Arnau de Holanda (engs: Santo André/Jaboatão dos Guararapes – Muribeca; Jacipitanga ou Novo, Ipitanga, Santo Antônio, Novo de Santo Antônio/Goiana) e de Brites Mendes de Vasconcelos, acusada de judaizante pela inquisição, (quinto avós do Marquês do Pombal).

Neta paterna de Henrique de Holanda (Barão de Rheneoburg) e de Margarida Florença, irmã do Papa Adriano VI. Neta materna de Bernardo Rodrigues (Camareiro-mor do Infante D. Luiz). D. Anna de Hollanda viveu no seu eng. Trapiche, em companhia de seu filho Manoel Gomes de Mello, no tempo da guerra da Restauração (1645).

Ao se casar D. Anna e João Gomes de Mello viveram algum tempo em Portugal aonde nasceu seu filho primogênito.

 

Um dos membros de família descendente povoadores foi Antônio Vieira de Melo.

 

Antônio Vieira de Melo (Muribeca, 1669 — Recife, 1764) foi um sertanista, nobre e latifundiário do Brasil colonial. Destacou-se como um dos primeiros desbravadores dos sertões de Pernambuco e Alagoas.

 

Antônio Vieira de Melo

Nascimento

1669

Morte

1764

Profissão

Sertanista e pecuarista

Título

Familiar do Santo Ofício

Cavaleiro Fidalgo da Casa Real

Capitão de Ordenanças

Cavaleiro da Ordem de Cristo

Biografia

 

Nascido na freguesia de Muribeca no ano de 1669, Antônio Vieira de Melo era filho de Bernardo Vieira de Melo, capitão de ordenanças, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, e de sua esposa, Maria Camelo Bezerra. Neto paterno de outro Antônio Vieira de Melo, natural de Cantanhede, capitão na Guerra Holandesa, depois sargento-mor do Cabo de Santo Agostinho, Cavaleiro Fidalgo da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de São Bento de Avis,  Cavaleiro da Ordem de Cristo, e de sua esposa, Margarida Muniz de Bittencourt, filha de pais madeirenses. Neto materno de Belchior Álvares Camelo, natural do termo de Baião, Capitão-Mor e Alcaide-Mor do Rio de São Francisco, homem riquíssimo, instituidor e primeiro senhor do Morgado das Alagoas, e de sua esposa, Joana Bezerra, sobrinha de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda.

 

Herdeiro da grande sesmaria de Ararobá, Antônio Vieira de Melo foi um dos homens mais ricos da Capitania de Pernambuco, senhor de mais de 100 mil hectares de terras dividadas em 27 propriedades rurais, predominantemente de criação de milhares de cabeças de gado, no início da que seria chamada civilização do couro. Conhecido por autoritário e cruel, muitos foram os processos movidos contra ele pelos habitantes das regiões próximas.

 

MAPA DA ANTIGA SESMARIA DO AROROBA

Quando jovem, Antônio Vieira de Melo se juntou ao irmão, o conhecido sertanista Bernardo Vieira de Melo, e ao bandeirante paulista Domingos Jorge Velho, na luta contra o Quilombo de Palmares, sendo responsável pela captura de um sobrinho de Zumbi. Além disso, também participou junto à esse irmão da Guerra dos Mascates, refugiando-se, após a derrota, nos sertões de Ararobá. Foi capitão de ordenanças e familiar do Santo Ofício, função que o concedia o poder de realizar prisões extrajudiciais em nome da Inquisição. Valendo-se dos cargos e do poder econômico, dominou incontestavelmente o Agreste pernambucano e alagoano durante quase todo o século XVIII. Iniciou a exploração da sesmaria de Ararobá logo após a vitória contra Palamares (o quilombo dominava as terras de sua sesmaria, impossibilitando que ocupasse a região), possivelmente por volta do ano de 1700. Seguiu-se na fundação de inúmeros sítios que, posteriormente, originaram municípios Bonito , Caruaru, Jupi, Cachoeirinha, Tacaimbó, Altinho, dentre muitos outros. Aliava-se ao índios pacíficos e combatia aos por ele considerados "índios bravos", motivo que gerou conflitos com os jesuítas e missionários, tendo em vista que oferecia aos indígenas aldeados o emprego de vaqueiro em suas fazendas, com inúmeros benefícios, o que fazia com que fugissem das missões. Além disso, tais nativos eram também empregados às centenas no exército pessoal do qual Vieira de Melo se valia para garantir o seu poderio na região.

 

Antônio Vieira de Melo faleceu de causas naturais no ano de 1764, no Recife, enquanto tinha a sua prisão ordenada pelo Governador Luís Diogo Lobo da Silva devido às atrocidades que cometia em Ararobá, invadindo fazendas e torturando os adversários e insubmissos na verdadeira masmorra que mantinha ao lado de uma sua senzala.

 

Genealogia.

Solteiro, teve quatro filhos conhecidos, sendo dois legitimados. A sua descendência se espalhou pela região e originou algumas das principais famílias de Pernambuco.

 

De uma índia desconhecida, possivelmente de etnia cariri ou xucuru:

 

Josefa Maria do Ó, casada com o Coronel Cristóvão Pinto de Almeida, abastado proprietário rural e senhor de grandes sesmarias, com sucessão.

Francisco José Bezerra de Melo, capitão de ordenanças, casado com sua prima Claudina Xavier de Sá, com sucessão.

De Leonarda Correia de Melo, mulher de origem incerta, dois filhos legitimados por Carta Régia de 1763 , herdeiros da imensa sesmaria de Ararobá:

 

Antônio Vieira de Melo, casado com Brázida Maria de São José, natural da Vila das Alagoas e filha de José de Oliveira e de Maria Manuela dos Reis, com sucessão.

Alexandre Muniz de Melo, casado com Rosa Benta Joaquina, com sucessão.

Devido aos extenso número de processos Antônio Vieira de Melo perdeu parte de suas terras e assim no ano de 1795 as terras que lhe pertenciam onde hoje é a cidade de Bonito pertencia a Domingos de Souza Leão 3° , e ao Capitão-mor Antônio dos Santos Coelho também Cavaleiro da Ordem de Cristo.

Na Cronologia Pernambucana de Nelson Barbalho volume 09 , na página 127 item 1532 se lê.

No ano de 1783 nessa época do surgimento da Fazenda das Panelas ( Atual cidade de Panelas ) , em território da antiga fazenda do Ararobá, aparece entre o Sítio Olho D'água das Panelas e o curato de São José dos Bezerros o LUGAR DO RIO BONITO , segundo Pereira da Costa (Anais ,IX, 512-513), que , a respeito de sua origem divulga a seguinte versão;

“ Originalmente , uma parte do Município do Bonito estava encravada nas Matas dos Palmares, onde se manteve o famoso quilombo dos Palmares dos negros fugidos , de que fala a história pátria.

A razão de chamar-se - BONITO- tem o seguinte fundamento: Alguns alguns moradores da ribeira do Ipojuca e com especialidade os do povoado de São José dos Bezerros ( Atual cidade de Bezerros) , que por esse tempo já existia , vinham caçar em uma serra denominada de - SERRA DOS MACACOS - , nome este que lhe deram os caçadores , em consequência de haver na dita serra abundância destes animais. Em um dia os caçadores descendo a serra pelo lado ocidental , descobriram na Chã da mesma um ribeiro de águas mui cristalinas , assombradas por frondosas árvores seculares , de um modo assas pitoresco ; então um dos caçadores , contemplado o belo panorama que diante de seus olhos, exclamou: - Que bonito! E aí descansarem algum tempo, enquanto moqueavam a caça que consigo traziam , e , depois , retiraram-se.

Passado alguns dias , os mesmos caçadores  tendo concentrado para uma nova caça ,  perguntou um deles ; Para onde vamos caçar?- Para o Rio Bonito! , respondeu o companheiro que presente estavam , até que por abreviatura usavam somente o adjetivo - Bonito. Alguns dos ditos caçadores , atraídos pela fertilidade do solo e abundância da caça e peixe , estabeleceram residência nas margens do dito rio - Bonito - com a devida autorização dos Sesmeiros daqueles terras , e foram assim se tornando meeiros dos donos de Sesmarias e morando as margens do rio Bonito com seus parentes e amigos.

Progredindo o nascente burgos do Bonito , graças aos seus recursos naturais , as terras férteis , bom clima e salubridade , em 1816 quando já tinha 30 anos de povoação , apresentava já um aspecto de progressivo desenvolvimento com uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição e uma outra em construção de maiores dimensões. “

Tendo como pároco O PADRE FRANCISCO DE SALES COELHO DA SILVA , o padre Maçon sobrinho do Capitão-mor Antônio dos Santos Coelho.

 

Francisco de Sales Coelho  da Silva era natural do Recife, morou por longo anos na Vila do Limoeiro, na Comarca de Olinda, foi vigário condecorado com o hábito da Ordem de Cristo. Durante a Revolução Pernambucana, exortou o movimento, chegando a entoar o Te Deum, na igreja matriz de Olinda, em louvor ao movimento. Continuou lutando pela causa revolucionária, mesmo após o capitão–mor da mesma vila e arredores voltar-se para a causa dos realistas. Preso como um dos líderes, teria sido julgado pela Alçada, não fosse sua libertação em virtude da revolução do Porto, em 1821.

A igreja que ficou construída no ano de 1816 até os dias atuais tem o Olho que tudo ver Maçônico, esculpido em baixo relevo na cúpula da igreja.

FOTO DA IGREJA DE BONITO COM O OLHO QUE TUDO VER. 

IMAGEN JOHN WESLEY.

Esta igreja e a fazenda do Capitão-Mor Antônio dos Santos Coelho em Bonito foram usadas como local de encontro entre Joaquim da Silva Rabelo, depois Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo, popularmente conhecido como Frei Caneca que nasceu no Recife, em 20 de agosto de 1779 — e faleceu no Recife, 13 de janeiro de 1825, foi um escritor, clérico católico e político brasileiro. Esteve implicado na Revolução Pernambucana (1817) . ele , Frei Caneca , Bárbara Alencar , Capitão-mor Antônio Coelho , e os demais líderes do movimento da República Pernambucana reuniram-se por duas vezes nesta igreja para preparar os detalhes da República Pernambucana de 1817.

Sebastião Galvão (Dicionário, I A-O , 111) ,  confirma e repete a versão de Pereira da Costa , diz que data de 1796 a 1798 a fundação do povoado do Bonito.

A Revolução Pernambucana de 1817 também conhecida como a revolução dos padres por conter mais de 70 padre Maçons. Sendo a igreja de Bonito uma das lojas maçônicas daquela época.

 Revolução Pernambucana e a Família Souza Leão.

A Revolução Pernambucana foi um grito de protesto que conseguiu transformar Pernambuco em país por 75 dias.

 A Revolução pernambucana : O Que Foi

A Revolução Pernambucana, também conhecida como Revolução dos Padres, devido a importância que os mesmos tiveram em sua organização e divulgação, foi um movimento separatista contra a Coroa Portuguesa.

 Ocorreu enfim em 1817 na capitania de Pernambuco, que já a algum tempo tentava ser auto-suficiente. Caminhar com as próprias pernas e recursos próprios, desde a expulsão dos holandeses do nordeste brasileiro em 1654.

 Foram então  14 anos de submissão. Dos quais nove anos de guerra intermitente, com pouco apoio dos portugueses. Tanto que, depois da mesma invasão, houve uma comoção geral e total destruição de tudo erigido pelos holandeses (com a exceção de algumas construções, assim como a torre da atual Igreja do Carmo, antes o palácio das quatro torres de Nassau).

Quando finalmente Pernambuco se viu livre do jugo Holandês, uma espécie de frisson ufanista permeou toda a população.

 O contato assim com a administração holandesa, que permitia certa autonomia comercial e cultural, somada à vitoriosa luta contra estes, tornou o povo pernambucano particularmente orgulhoso. Era então capaz de contra-argumentar, julgando-se com direito de contestar, em diversas ocasiões, a autoridade do governo português. Isto ocorreu na Guerra dos Mascates, em 1710.

 No início do século XIX, a cidade de Olinda e a então vila do Recife somavam mais de 40 mil habitantes, relativamente uma população vultosa. Pernambuco então  possuía um porto muito movimentado em Recife. Alguns povoados e vilas com um comércio ativo, muitas plantações de cana e algodão, além de centenas de engenhos que fabricavam açúcar.

 

Mais e Mais Revoltas

Portugal administrava tanto a produção açucareira, quanto prazos de entrega, o que ia certamente pouco a pouco aumentando a insatisfação geral. Recifenses e Olindenses sabiam que, sem o açúcar nordestino, Portugal iria literalmente amargar, na Europa. E isto apenas tendia a aumentar, cada vez mais.

Curiosamente, as ideias liberais e republicanas tomaram forma no seio do SEMINÁRIO DE OLINDA. Por este motivo, a revolta teve o título de Revolução dos Padres.

DESENHO DA REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817.

 

Pelo menos então 70 padres da Ordem de Cristo recentemente iniciados na Maçônica participaram dos ideais da Revolução Pernambucana , e os levaram para suas pregações. Participavam de tropas e eram desde capitães de guerrilha, até mesmo soldados.

 Alguns conventos, inclusive serviam de campo de treino militar ou mesmo de depósito de armas e munição como foi o caso da igreja de Bonito que recebeu muito armamento comparados por Capitão-mor Antônio dos Santos Coelho , Bárbara Alencar , Tenente Coronel Domingo de Souza Leão.

 

 Insatisfações Em Disputas Territoriais e Financeiras na Revolução Pernambucana .

 

A crescente pressão dos abolicionistas na Europa criou crescentes restrições ao tráfico de escravos. O que de fato tornava esta mão-de-obra cada vez mais cara. Assim  sendo a escravidão o motor de toda a economia agrária pernambucana.

 Os holandeses , por sua vez, passaram assim a produzir e comercializar açúcar a partir de suas colônias na América Central (Antilhas). Diminuiu o número de compradores do açúcar pernambucano. Houve então prejuízo nos lucros dos senhores de engenho Domingos de Souza Leão 3° e do Capitão- Mor Antônio Dos Santos Coelho e nos demais comerciantes pernambucanos. Enfim se tornou mais difícil o pagamento de dívidas, a importação de mercadorias e dos cada vez mais caros escravos africanos.

 A família imperial Bragança não estava dividindo com os descendentes Borgonhas de Pernambuco  , os impostos de forma correta , e ainda pretendia diminuir o poder dos Senhorios destes seus primos nas Cortes Portuguesas.

 

Era todo um círculo de insatisfação enfim que aumentava o ardor revolucionário. E que germinaria a Revolução Pernambucana.

  Com a vinda da família real para o Brasil, em 1808, ocorre a abertura dos portos brasileiros às nações amigas.

 Isto certamente então  favoreceu os comerciantes brasileiros, que não precisavam mais dividir seus lucros com os intermediários portugueses. Mas a instalação do governo no Rio de Janeiro e beneficiamento local não contemplou o Nordeste.

Os problema do Capitão-mor Antônio Coelho , Bárbara Alencar e Domingos de Souza Leão só aumentavam , mesmo eles juntando forças para exportar para Inglaterra e França.

 

De fato a família Bragança apenas aumentou mais ainda impostos Para os Nobres  os nordestinos.

 

O deslocamento da importância financeira do Norte para o sul do país também contribuiu para inflamar os ânimos Pernambucanos. Neste clima a Revolução Pernambucana toma haustos.

Em 1816 uma grande seca atingiu Pernambuco e região.  Causou então uma queda na produção do açúcar e do algodão, que sustentavam a economia.  Aumentou a miséria e fome para parte da população, com falta de farinha e feijão.

 Os pernambucanos estavam certamente inspirados pelos recém bem sucedidos movimentos revolucionários nos Estados Unidos (contra a Inglaterra) e da França (na figura de Napoleão Bonaparte). A presença de britânicos no Brasil também contribuiu para uma esperança de ajuda transcontinental , como Francisco Ricardo Nobre Cavalcanti  , nobre descendente da Família Sant Clay que chegou ao em Pernambuco em 1815.

 

A Revolução dos Padres

Os comerciantes portugueses,  de fato ligados à exportação de açúcar e algodão, estavam cada vez mais amedrontados e irritados no ambiente hostil em que viviam. Preocupados por um lado com a violência de uma possível revolta de negros e mulatos na  fazenda do Capitão-Mor Antônio Coelho na Vila de Bonito e irritado com a intenção do Governador Luís do Rego Barreto que além de lhe dever fabulosa fortuna , o governador para se vingar das cobranças de Antônio Coelho tenta diminuir o  Senhorio político do Capitão-mor Santos Coelho na vila de Bonito ,e por outro lado, com a rivalidade dos grandes proprietários brasileiros. Que de fato erram os verdadeiros donos da terra e da nobreza local por direito de hereditariedade.

Também fez parte da Revolução Pernambucana o Capitão-mor João Luiz da Rocha comandante das Ordenança da Vila de Santo Antão (Garanhuns) , e seu amigo Manuel Correia de Araújo.

Ainda sofriam os Pernambucanos “bullying”. Os Pernambucanos assim apelidaram os portugueses e estrangeiros de ”mascates”.

 Pelo fato destes virem  da Europa em navios, para aqui negociar. E assim, gritos de ‘Volta para tua casa!” eram comumente atirados aos estrangeiros .

 Em 1 de março de 1817, setenta e dois  anos antes da república brasileira, Pernambuco se declarou independente da coroa Portuguesa e independente do Reino Unido do Brasil e de Portugal. A ousadia foi fruto de uma revolução. Durante 75 dias, quatro estados nordestinos e parte da Bahia viraram uma nação: A República de Pernambuco.

  

Houve assim inúmeras revoltas e assassinatos neste período. Quando esta república germinal foi abafada e suprimida, ocorreu pela primeira vez na história brasileira a condenação e execução de padres.

 Alguns fatores são apontados como motivos do fracasso. Entre eles então  podemos citar a não libertação dos escravos em prol da criação de um exército maior.  Também a retirada de Alagoas, em rendição ao governo de Portugal.

 

Para combater o invasor, de fato muitas mudanças aconteceram, tanto no linguajar comum, quanto na substituição de ingredientes europeus na alimentação em geral.

O tratamento “vosmicê”, corruptela de vossa mercê, foi substituído pelo “vós”, mais informal. Todos eram “patriotas”. Também o vinho do porto, antes usado nas celebrações de missas, foi trocado pela cachaça feita na terra.

 

Mesmo as santas hóstias eram confeccionadas de massa de tapioca. A farinha de trigo branca, vinda do reino deixou de ser utilizada nos pratos, assim originou curiosos novos quitutes, entre eles o famoso BOLO DE SOUZA LEÃO.

Em épocas de ufanismo pernambucano, a família tradicional da terra era por demais apegada às origens. Algumas linhagens se destacaram na revolução, tal como os Suassuna, e os Souza Leão, Coelho e Alencar.

 Na época, a família Souza Leão era possuidora do Engenho São bartolomeu, na Muribeca e de vários outros no nordeste. Abraçando os ideias pernambucanos, Dona Rita de Cássia souza leão Bezerra cavalcanti. Resolveu trazer para a mesa da casa-grande os ideais.

Estava acontecendo uma guerra comercial , os descendentes Borgonhas não comprariam mercadorias de Portugal , para deste modo também diminui a receita ou o PIB de Portugal e da Coroa Bragança.

 Revolução Pernambucana e Bolo

Dona Rita de cássia já havia criado  então um bolo denominado são Bartolomeu, em homenagem ao engenho, no qual havia massa de mandioca . mas o mesmo levava as especiarias européias, que foram suprimidas na versão do Souza Leão. Substituindo a manteiga francesa por manteiga feita no engenho,a farinha de trigo pela massa de mandioca. Açúcar, quase um quilo.

 

Foi o conflito interno mais grave

ocorrido durante o período de D. João VI  no Brasil foi a chamada Revolução

Pernambucana de 1817. Movimento

autonomista de inspiração republicana e maçônica, foi fruto do forte sentimento poder político e econômica e separatista que grassava em

Pernambuco desde a expulsão dos holandeses

em 1654. Em 6 de março de 1817, um grupo de

revolucionários que tinham direito de hereditariedade assumiu o poder na Província, declarando-a república separada do resto do Brasil. O novo regime só durou até maio,

quando tropas portuguesas invadiram Recife e

debelaram o movimento.  Três dos

líderes, todos maçons, (entre eles o padre Miguelinho) foram fuzilados.

O desejo de República era arraigado e isso acontecia principalmente no meio maçônico.

Com a instalação do regime republicano, dos países do centro e sul-americanos, onde a participação

maçônica foi fundamental e decisiva, tanto antes como depois da independência, surgiram diversos

movimentos autonomistas regionais, no Brasil, e todos eles com a finalidade de implantar a

República.

A revolução pernambucana de 6 de março de 1817, está na linha das reações nativistas, que se vinham fazendo sentir no Brasil desde o século XVII. Agora, com maior extensão e profundidade, estavam presentes as idéias de liberdade, autodeterminação dos povos, de

república, inerentes ao século.

O revolucionário Capitão-Mor de Olinda Domingos José Martins Maçon (.’.), o popular

“Suassuna”, natural da capitania do Espírito Santo, após excursão pela Bahia, Pernambuco e Ceará em conversa com Bárbara Alencar,

partiu para a Europa. O companheiro de ideais, Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque também Maçon (.’.), tomou o rumo da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Ambos eram maçons. A Maçonaria,

sociedade de grande influência na vida política brasileira até os dias atuais, fomentava discussões políticas, e pregava

abertamente idéias novas: liberdade, república.

Um incidente na festa da Estância, celebrada, anualmente, para comemorar a derrota

holandesa, tumultuava o ambiente de paz. Um alferes do Regimento dos Henriques, miliciano preto,

surrara um português que injuriava brasileiros. Duvidou-se da fidelidade dos oficiais brasileiros, à

Coroa. Caberia ao marechal José Roberto a prisão dos civis e, aos chefes dos regimentos, a prisão

dos militares. Os civis e o ajudante Teixeira, presos facilmente. O brigadeiro Manoel Joaquim.

Barbosa, português, atravessado a espada pelo capitão Domingos e tenente Cavalcanti. O

governador recebeu aviso dos oficiais portugueses do regimento de artilharia. O ajudante de ordens,

enviado para abafar o motim, também morreu quando tentou penetrar no quartel de Paraíso.

Domingos Martins, o capitão Domingos e outros oficiais, uma vez soltos, começaram a

agir para a implantação da nova ordem política. O governador, com grande contingente de soldados,

alguns elementos da oficialidade e abundante munição, refugiou-se no Forte do Brum. Em um

conselho de cidadãos brasileiros, proclamou-se ao povo a legitimidade da insurreição. Organizou-se

o ataque a essa fortificação, e destacou-se um contingente de trinta soldados, comandados pelo

capitão Amaro Francisco de Moura, para Olinda. O capitão Domingos, à frente de 800 homens,

assediou o forte. Este capitulou. O Governador, sem qualquer resistência, embarcou para o Rio de

Janeiro.

Sete de março, a revolução vencera!

Elegeu-se então um governo provisório, de caráter republicano, nos moldes do que

ocorrera na França: padre João Ribeiro Pessoa – classe eclesiástica; capitão Domingos – militar;

Manoel Correa de Araújo – agricultura; José Luís de Mendonça – magistratura; e Domingos José

Martins – comércio. Uma proclamação ao povo, em linguagem veemente e precisa, procurou unir

brasileiros e portugueses, apelando para a pátria nova que nascia... Pátria, nossa mãe comum...

“sois portugueses, sois americanos, sois brasileiros, sois pernambucanos”.

Resplandecia o espírito nativista.

O espírito liberal, tipo Revolução Francesa, dominava. Tratou-se, por fim, de estender o

domínio republicano a toda a capitania, e às vizinhas. Alastra-se o ideal republicano.

Enquanto D.João VI preparava a repressão, propagava-se a revolução pelo interior da

capitania: Itamaracá e comarca de Alagoas. Na Paraíba, o capitão André Dias de Figueiredo e

Manuel Clemente Cavalcante, partindo de Itabaiana, via Vila do Pilar, marcharam sobre a capital,

onde o governo ficou em mãos do coronel Amaro Gomes e do tenente-coronel Estevão Carneiro, os

quais, 14 de março, proclamaram a república e hastearam a bandeira da liberdade. Dia seguinte,

dois mil homens, comando do sargento-mor Antônio Galdino Alves da Silva, receberam aclamação

na capital. No Rio Grande do Norte, André de Albuquerque Maranhão, à frente de cinqüenta

soldados paraibanos, proclamou, a 29, a república, sem o interesse do povo.

Desejosos de angariar recursos e novas adesões, e apressar o reconhecimento do Brasil

novo pelas nações amigas, os chefes pernambucanos enviaram emissários: ao Ceará, subdiácono

José Mariano de Alencar membro da Ordem de Cristo e Maçon, à Bahia, Padre Roma; no dia 29 de março de 1817, o Conde dos Arcos,

representando os Braganças, mandou fuzilar o maçom Padre Roma – José Ignácio de Abreu e Lima,

no Campo da Pólvora, em Salvador, onde foi preso, quando levava aos baianos a notícia da

Revolução de 6 de março que oferecia uma pátria aos brasileiros, sob o regime republicano.

Nenhuma derrota abateu o ânimo dos revolucionários.

O chefe de cada regimento jurava, naquele dia, defendê-la até a morte.

O governo provisório não se mostrou á altura da gravidade do momento. Tentou, pelo

uso da guerrilha conter o movimento da contra-revolução. Inútil. Do ponto de vista militar, nada

pôde conseguir. Os insucessos eram constantes.

A tropa reuniu-se no Engenho Velho do Cabo, onde se deu a assunção do comando.

Acompanhava-a, como secretário, revolucionário Frei Joaquim do Amor Divino Caneca Maçon (.’.)

Pertencia à Ordem carmelita. Integrava o quadro da Acadêmica de Suassuna, a qual, segundo

historiadores era uma Loja Maçônica e na qual o frei havia sido iniciado.

Organizaram-se duas expedições republicanas: uma pelo interior, comando do capitão

José Francisco de Paula Cavalcanti (.’.) e outra, de Domingos José Martins (.’.), pelo litoral.

Fácil, batê-los por partes. Contra Martins (.’.), duas companhias de infantaria, duas de

pardos de Penedo e a de caboclos de Atalaia. Em Engenho Pindoba, próximo ao rio Merepe,

ocorreu chacina. Domingos José Martins (.’.), preso.

A 13 de maio. Engenho Trapiche, Paula  Cavalcanti Maçon (.’.) enfrentou os realistas. Possuíam

vantagem: quatro por um. Pânico: abandonou-se toda a artilharia, munições, bagagens, caixa

militar, 300 prisioneiros, além de mortos e feridos.

Acabou-se a liberdade. Com a chegada de Cavalcanti à Recife, o governo, sem mais

capacidade de manter-se buscou salvar-se na rendição. Espalhou-se que todos os europeus seriam

degolados e Recife arrasada, se a capitulação não fosse concedida. Rodrigo Lobo exigiu a prisão

dos autores da revolta, governadores e comandantes, entre eles Frei Caneca, permaneceu preso por

4 anos nos calabouços.

Esmorecera o governo, que, por fim, dissolveu-se, assumindo Domingos Teotônio Jorge

plenos poderes. Tarde demais. A reação já não se podia executar com êxito. Recife, abandonada. A

força naval ocupara a cidade. Iniciou-se a punição dos revolucionários. Falhara a experiência republicana pernambucana.

Os anos de 1816 e 1817 foram bastante movimentados na história de Pernambuco.

 

Na livro cronologia Pernambucana volume 12 , Nelson Barbalho na página 43 Item 2069 da cronologia.

Logo no começo de Janeiro de 1818 a Câmara Municipal de Santo Antão (Garanhuns) assina provisão em favor de  JOÃO FERREIRA , “ para Juiz da vintena do lugar Caruru , teste termo “, de FÉLIX JOSÉ DE CARVALHO , para juiz escrivão da vintena  do BONITO ; e de Cosme de Barros Leitão para escrivão da vintena também do Bonito.

Destre os povoados integrantes do Município Santo Antão ganhavam destaque , em 1818 , como uma as mais importante, na parte agrícola , e mais movimentados na parte Comercial , o BONITO , no Agreste Meridional ; o Caruaru na ribeira do médico Ipojuca , em plena Estrada Real de Pernambuco ( Antigo caminho das Boiadas que viabilizou o crescimento de Caruaru como hoje conhecemos); e o de SÃO JOSÉ DOS BEZERROS , Também as margens da cortando a Entrada Real. A qual com algumas modificações , corresponde , atualmente , a BR-232 ,a pavimentada estrada tronco-central do Estado. Dos três povoado citados o único a servir de sede de freguesia já era o de SÃO JOSÉ DOS BEZERROS , em cuja jurisdição dominava as famílias BESERRA DA SILVA VIEIRA DE MELO e SOUZA GALINDO.

O  território do BONITO começava a ter o Senhorio Cada vez mais forte e jurisdição das famílias Souza Leão , e Coelho.

Cujo o governador aumentará sua antipática com a Revolução de 1817.

E que mesmo derrotados tinham muitos poderes políticos e financeiro os descendentes Borgonhas fizeram de Pernambuco a sua Suíça nas terras do Novo Mundo. E isso adquiriram o pseudônimo de Nobreza da Terra que incomodava a família Imperial Bragança e sua vassalagem. Tendo o Araripe , a Vila de Jenipapo , e o Solar Souza Leão , naquela época Jaboatão dos Guararapes hoje Moreno como , e agora BONITO como Reinos Paralelos a Família Imperial Bragança.

A tentativa de diminuir a força política  e financeiras destas famílias com a separação dos Província de Pernambuco em várias Províncias fracassou , pois só aumentou o poder financeiro dos Nobres da Terra, eles ao serem iniciados na Maçonaria , começaram a vender para a Inglaterra , a atual pátria mãe da Maçonaria moderna. E ficaram ainda mais forte a ponto de proclamarem a República Federativa do Brasil em 1889.

E assim escantear a Família Bragança e se manter no poder na República agora com Deputados Estaduais , Deputados Federais , Senadores , com poder político e financeiro de eleger e de caçar mandatos de Presidentes da República no Brasil.

BONITO SE TORNA A BRASÍLIA DO NORDESTE ONDE ERA DISCUTIDO EM JANTARES NA SESMARIA E SENHORIOS DO CAPITÃO-MOR ANTÔNIO DOS SANTOS COELHO NA SERRA DO RODEADOR, E EM REUNIÕES POLÍTICAS DENTRO  DAS IGREJAS QUE VOLTAVAM A SER TEMPLOS TEMPLÁRIOS E MAÇÔNICOS COMO NA FRANÇA BORGONHA DE 1099 A 1314. DISCUTINDO O FUTURO DO BRASIL E PLANEJANDO O FIM DO IMPÉRIO BRAGANÇA.

 A Nobreza da Terra e os SENHOR DO BONITO  é uma classe de nobreza informal porém titulada que se desenvolveu no Brasil ainda durante o período colonial e sobreviveu até o tempo do Império e permanece nos dias atuais.

 O Solar Souza Leão, casa-grande do Engenho Moreno, na área metropolitana do Recife. Os senhores de engenho eram membros destacados da nobreza da terra.

A nobreza da terra evoluiu paralelamente à nobreza institucionalizada pela Coroa Portuguesa (e depois da Independência, pelo Império Brasileiro) e nunca foi formalizada juridicamente, embora gozasse de relevantes privilégios derivados de um reconhecimento social da condição de nobre, tais como acesso preferencial (em certos períodos quase exclusivo) às magistraturas, às altas patentes militares, à governança, à posse da terra e às mercês honoríficas. Foi a classe de nobreza predominante no período colonial e o núcleo da elite colonial brasileira.

 

Formação e consolidação

 Sua distinção não era fruto do acaso, sendo uma evolução de princípios portugueses de distinção e qualificação social coloridos e modificados pelo contexto local. Já em Portugal o conceito de nobre era muito mais amplo e difuso do que o de fidalgo ou de nobre titulado, admitindo uma multiplicidade de integrantes de variadas extrações e funções. Neste sentido a nobreza da terra brasileira foi uma continuidade ou uma adaptação de conceitos e práticas antigos cultivados na Metrópole durante o Antigo Regime a respeito da existência de uma "nobreza civil" ou "nobreza política", formando, segundo Joaquim Romero Magalhães, "uma classe social dentro da ordem ou estado popular e que, pela sua conduta, modo de vida e exercício de governo, conseguiu ficar nas bordas da ordem da nobreza", uma classe distinta dos fidalgos e titulados, que lhes ficavam por cima, e distinta dos cidadãos, que ficavam abaixo.

 Grande parte da nobreza da terra era constituída por famílias antigas e tradicionais, geralmente possuidoras de sesmarias ou grandes extensões de terra, engenhos de açúcar e significativa riqueza. Outras famílias haviam adquirido nobreza através da ocupação de magistraturas e postos militares, como a vereança nos municípios principais e o alto oficialato na Guarda Nacional. Em particular no caso dos oficiais, muitas vezes seus postos foram transmitidos hereditariamente, formando-se diversas linhagens de nobreza militar. A posse de muitos escravos também era fator de qualificação. De acordo com Bruna Milheiro Silva, "ter escravos era símbolo de poder e se encaixava nos preceitos de 'viver ao modo da nobreza'. Isso porque, em primeiro lugar, significava ter quem o servisse, não precisando estes portanto, fazer atividades mais árduas, além disso, quanto mais escravos um senhor possuísse, mais prestígio era atribuído a ele diante dos outros".

Até a Independência todos os nativos do Brasil eram súditos portugueses, mas estes eram discriminados em relação aos residentes que haviam nascido na Metrópole, que se consideravam superiores. Assim, a nobreza da terra formou-se como uma tentativa de equiparação — pelo menos social, se não jurídica — da dignidade e qualidade da elite nativa em relação à elite reinol, e foi um reflexo do processo de formação e estratificação da sociedade colonial. A formação da classe foi gradual, sendo articulada através de um processo consciente de auto-afirmação, amparado em um discurso político nativista, numa ética própria de "viver ao modo da nobreza" e em práticas de construção genealógica, sendo muito prestigiada uma descendência dos primeiros colonizadores e dos primeiros administradores coloniais. Casamentos de filhos da nobreza da terra com filhas de lideranças indígenas fortaleciam o prestígio das famílias e apoiavam a retórica nativista.

 Embora a maioria das primeiras famílias da nobreza da terra não tivesse nenhuma ligação de sangue com a nobreza formal portuguesa, nos primeiros tempos muitas vezes tentou com sucesso se aproximar, através de casamentos, de seus estratos inferiores (até o século XIX a alta nobreza portuguesa não participou da formação da nobreza da terra), ou se não com nobres, pelo menos com boas famílias reinóis, mas no século XVIII a nobreza da terra já estava solidamente consolidada e segura de si, praticamente monopolizando os meios de produção, os principais cargos públicos e sistemas de influência da colônia, e exercendo importante impacto cultural, passando a considerar desnecessário afirmar-se por casamentos com nobres ou reinóis e optando preferencialmente pela endogamia.Nesta época, para os brasileiros, pertencer a esta classe emprestava mais prestígio social do que receber um foro oficial de fidalgo ou uma ordem honorífica. Estudando o caso da aristocracia pernambucana, disse Evaldo Mello:

Engenho de açúcar pernambucano no século XVII em pintura de Frans Post. No alto da colina vê-se a capela e a casa-grande, e em primeiro plano a usina de açúcar.

 

Interior da Fazenda Engenho d'Água, Bahia.

"O sentimento nativista tendeu previsivelmente a reforçar o critério de antiguidade em detrimento do da nobreza reinol, de modo que, ao longo do século XVIII, valorizar-se-á mais o fato de se descender de um colono Duartino, de um herói das guerras holandesas, de um vereador de Olinda ou de um provedor da Santa Casa de Misericórdia, do que de um morgado minhoto ou de um fidalgo da Casa Real, desde que, por trás deles, opere, ao menos inicialmente, a fortuna familiar, a posse de 'grossos cabedais', mesmo quando encarnados na modéstia relativa que já era então, e provavelmente foi sempre, a da grande maioria dos senhores de engenho. Numa sociedade monocultora, escravocrata e latifundiária como a da Mata do Nordeste, à propriedade açucareira é que correspondia, em última análise, a função de filtrar e de decantar, ao longo do tempo, as pretensões nobiliárquicas e as posições sociais.  Em cidades como Olinda, Salvador ou Rio de Janeiro as pessoas que se arrogavam o título de 'principais' ou de 'nobreza da terra', justificavam-no não enquanto uma categoria natural ou jurídica, de acordo com o Direito do Antigo Regime, mas por meio de um discurso baseado numa cultura política".

A Coroa Portuguesa era forçada a apoiar a nobreza da terra e em diversos documentos reconheceu sua existência (embora nunca a regulamentasse), pois dependia dela em termos financeiros e políticos para manter seus projetos na colônia. Durante do ciclo do açúcar os senhores de engenho foram o principal pilar de sustentação econômica da colônia e sua atividade gerava grandes divisas para o Reino, além de promoverem o povoamento e defesa do território. Depois, no século XVIII, passou-se a reconhecer como nobres os membros das governanças locais, comerciantes de grosso trato e outros agentes que de uma forma ou outra eram importantes para a manutenção da estrutura colonial e controlavam extensas clientelas.

De fato, a Coroa muitas vezes premiou membros destacados da nobreza da terra com títulos nobiliárquicos e ordens honoríficas, geralmente em reconhecimento de boa vassalagem e serviços prestados, reforçando juridicamente e exteriorizando uma qualidade de nobre já possuída informalmente pela tradição ou pelo merecimento.


Outro exemplo clássico é a construção da nobreza das famílias paulistas que mais tarde se tornaram conhecidas como as quatrocentonas, em sua maciça maioria descendentes de plebeus aventureiros e sem fortuna, mas que no século XVII já haviam enriquecido e se empoderado, reivindicando uma qualidade de nobres. A ideologia legitimadora dessa reivindicação começou a ser articulada no século XVIII — em parte para responder às múltiplas críticas que os paulistas recebiam dos oficiais da Coroa, missionários e viajantes, acusando-os de serem bárbaros, rebeldes, viciosos e só se preocuparem consigo mesmos e seu proveito, ignorando as leis e suas obrigações como súditos — e estava baseada em vários argumentos. Um dos principais era a alegação de que os pioneiros paulistas descendiam da nobreza portuguesa, mas as provas usadas quase sempre foram falsas ou se baseavam em suposições fantasiosas, desacreditadas pelas pesquisas mais recentes. Outro argumento importante era a glorificação acrítica dos seus ancestrais , até hoje retratados como heróis desbravadores do sertão, sem cujo concurso a conquista do território brasileiro não poderia ter sido completada. Por fim, argumentava-se que o casamento de pioneiros portugueses com mulheres indígenas, fato verdadeiro e relativamente comum na história dessas famílias, justificava as reivindicações de merecimento social por terem sido os forjadores de uma pujante nova sociedade, da qual o bandeirante virava o símbolo, a despeito de os bandeirantes terem sido notórios inimigos dos indígenas, escravizando-os e dizimando-os aos milhares. Ao mesmo tempo, descender dos bandeirantes também serviu para distinguir a alegada melhor qualidade dos quatrocentões em relação às muitas outras famílias de imigrantes e comerciantes que chegaram mais tarde.


Brasão outorgado em 1754 em favor de Antônio de Magalhães Corrêa, de Cachoeira da Bahia, bacharel em Direito e juiz.

Como não havia uma regulamentação oficial para esta classe nem uma dependência estrita da linhagem, a questão da hereditariedade se tornava mais fluida. A "qualidade de nascimento" sempre foi um fator de grande peso, famílias antigas, ricas e tradicionais podiam manter o estatuto através das gerações, e quando seus membros requeriam concessão de brasão de armas, de costume era aceito como prova de nobreza a descendência de algum antepassado tornado ilustre por serviços prestados, geralmente de caráter militar ou administrativo. Mas a classe incorporou muitos homens novos, sem um passado familiar distinguido, que haviam se notabilizado como comandantes militares, comerciantes de grosso trato, beneméritos de Santas Casas, ou como membros respeitados de Ordens Terceiras.

Segundo Ronald Raminelli,

 

"Não eram os títulos, mas a riqueza e o comando militar os elementos essenciais de distinção. O cabedal era mais importante do que a linhagem, e os hábitos e foros de fidalgo eram apenas o ápice do sucesso e não o seu promotor. Em síntese, os títulos raramente impulsionavam a trajetória de ascensão dos súditos.  No ultramar, valia mais ter terras e escravos do que títulos. Aliás, percebe-se aí a relevância de se diferenciar a nobreza provida pela monarquia, da nobreza da terra".

Mas não havendo um parâmetro jurídico oficial e centralizado para o reconhecimento como havia para a nobreza titulada e a fidalguia, que dependiam diretamente de concessão da Coroa portuguesa, a nobreza da terra colonial foi uma criação autóctone brasileira, promovida pela própria classe interessada, e que dependeu do reconhecimento da população para existir como uma estrutura social, política e simbólica efetiva. Por isso os requisitos de inclusão nesta classe variaram muito nas diferentes regiões do Brasil, cada qual com seus costumes e tradições próprios. Foram registrados diversos casos de indivíduos que recebiam tratamento de nobre mas não eram nem muito ricos nem detinham postos públicos ou honras oficiais, mas apenas dispunham de cavalos, alguns escravos ou criados e a autorização de portar armas em público. Noutras ocasiões, famílias nobres empobrecidas absorviam por casamento novos-ricos, em geral procedentes do comércio, da mineração e da atividade bancária, um arranjo que beneficiava a ambos: aos nobres antigos o afluxo de capital possibilitava manter seu brilho, sua posição e seu modo de vida, e os recém-chegados elevavam seu status pela inserção em uma família antiga e distinguida, ao mesmo tempo passando a usufruir das vantagens de uma rede de relacionamentos influentes e clientes já constituída, abrindo-se novas possibilidades de obterem para si postos na vereança, patentes militares honorárias, ingresso em irmandades de prestígio e outros cargos nobilitantes que reforçavam sua posição social.

Em vista das condições para o reconhecimento, deriva que a nobreza da terra tenha sido uma classe heterogênea e instável. A riqueza familiar nem sempre sobrevivia por muitas gerações, e as patentes militares muitas vezes não eram herdáveis. Da mesma forma não tinham grande valia para a perpetuação geracional da condição de nobre as ordens honoríficas recebidas por alguns membros, e nem as titulações concedidas durante o Império, pois não eram distinções hereditárias.

 

Período imperial

 Salão da casa-grande da Fazenda Santa Clara em Santa Rita de Jacutinga, ilustrativo do modo de vida da aristocracia rural no século XIX.

No século XIX, com a chegada da família real portuguesa, iniciou uma transformação na elite nativa e a formação de uma cultura nobre cortesã antes inexistente, que se refletiu também na opulência da decoração dos casarões rurais, contrastando com a rusticidade e austeridade das habitações anteriores. Tornava-se importante, para a nobreza do século XIX, a ostentação da riqueza, a demonstração da posse de um gosto mais moderno e mais sofisticado e a adoção de um novo código de etiqueta e comportamento, conformando-se a um projeto de Nação progressista e civilizada e a uma cultura que cada vez mais se urbanizava e se tornava cosmopolita. Muitos senhores rurais também passaram a investir em suntuosas residências citadinas que atendiam a novos critérios de conforto e habitabilidade.

 

Em 1820 Dom João VI concedeu muitos títulos a membros da nobreza da terra, e com o advento do Império independente a aristocracia ruralizada começou a perder espaço político para os políticos e comerciantes urbanos, alterando a composição e os interesses principais da nobreza brasileira. Ao mesmo tempo, os imperadores passaram a formar uma nova nobreza titulada principalmente baseada no mérito pessoal e não na tradição familiar ou na linhagem. No entanto, foi incluída entre os novos contemplados com títulos uma quantidade de membros já considerados nobres, especialmente os fazendeiros, banqueiros e grandes comerciantes, cooptados porque vistos como agentes influentes no meio social e importantes para a sustentação política e ideológica da monarquia. Cerca de metade dos novos nobres titulados foi nomeado para o Senado do Império.

Historiografia e legado

 

Fazenda Ponte Alta, Minas Gerais.

As famílias da nobreza da terra vêm sendo estudadas desde o fim do século XVIII, mas até meados do século XX os trabalhos geralmente se caracterizaram pela pouca exatidão histórica e por um caráter apologético quase incondicional, exaltando exageradamente suas virtudes e criando uma série de mitos, ao mesmo tempo em que inventavam genealogias fantásticas ligando a origem dessas famílias à alta nobreza portuguesa, o que trabalhos mais recentes mostraram carecer de fundamento.

 

De toda forma, a nobreza da terra, especialmente aquela descendente dos primeiros colonizadores e administradores coloniais, exerceu efetivamente um profundo impacto no folclore, nas tradições, na arquitetura rural e na imaginação cultural brasileira, foi um elemento-chave na construção e sustentação do Estado Brasileiro moderno, e sua influência persistiu mesmo depois de proclamada a República, sendo parte importante da base formativa e da autoidentificação das elites da República Velha. Nas palavras de Regina Abreu, "a aristocracia imprimiu não apenas o estilo de vida, mas, fundamentalmente, um estilo de direção administrativa e política que não se dissolveu com a proclamação da República, sendo incorporado com as mudanças implementadas a partir de então. Havia um ethos de grupo, origem aristocrática, educação refinada, acesso regular à Europa, introjeção das modernas ideias do Ocidente, notadamente civilização e progresso".

São exemplos típicos da continuidade republicana o prestígio atribuído a essas famílias nas comemorações do 4º Centenário das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro no século XX, e um prestígio comparável permaneceu associado aos descendentes das famílias nobres das regiões Nordeste e Sul. Para Ricardo Costa de Oliveira, "a consciência de grupo etno-histórico e etno-nacional, a formação de uma comunidade política imaginada, que representa os fundamentos do nativismo e nacionalismo brasileiro, tudo isto necessariamente passa, nas origens, pela gênese e pela história da pequena nobreza histórica brasileira colonial". Segundo Luiz Fernando Saraiva, "os estudos sobre o Brasil colônia são unânimes em admitir a grande importância do grupo de proprietários de terra naquilo que se convencionou chamar a nobreza da terra".

O tema já gerou grande bibliografia, mas devido à heterogeneidade de sua composição e à ausência de uma base jurídica, a conceituação e limites da nobreza da terra são polêmicos.


Entre alguns membros da família:

 

Domingos Francisco de Souza Leão, visconde de Tabatinga – deputado;

Luís Filipe de Souza Leão – desembargador e político brasileiro, senador do Império e ministro da Marinha;

João Leão - atual vice-governador da Bahia.

Domingos de Souza Leão, 2.° barão de Vila Bela – político brasileiro, presidente da província de Pernambuco;

Augusto de Souza Leão, barão de Caiará – político brasileiro, presidente da província de Pernambuco;

Inácio Joaquim de Souza Leão, barão de Souza Leão – político brasileiro, presidente da província de Pernambuco;

José de Souza Leão, barão de Gurjaú - coronel da Guarda Nacional e juiz de paz.

Joaquim de Souza Leão, barão e visconde de Campo Alegre;

Umbelino de Paula de Souza Leão, barão de Jaboatão - major da Guarda Nacional.

Antônio de Souza Leão, barão de Morenos;

Luís de Souza Leão - explorador pernambucano, foi o fundador de alguns povoamentos na região da Alta Paulista.

Eurico de Souza Leão - político, advogado e chefe de polícia pernambucano.

Manuel do Rego Barros Souza Leão - neto do visconde de Tabatinga, foi presidente da província do Piauí.

Maria Luiza de Souza Leão Gonçalves - neta de Luís Felipe de Souza Leão, casou-se com João Pessoa, sobrinho de Epitácio Pessoa.

Francisco Magariños de Souza Leão - filho do segundo barão de Vila Bela, casou-se com Erotides de Oliveira Castro, filha do barão de Benfica.

Carlota de Souza Leão - baronesa de Paraim, por seu casamento com o barão de Paraim, José da Cunha Lustosa, que vinha a ser irmão do barão de Santa Filomena e do 2.° marquês de Paranaguá.

Teresa Portela de Souza Leão - baronesa de Soledade, por seu casamento com o segundo barão de Soledade, José Pereira Viana. Era filha do barão de Souza Leão.

Inês Escolástica de Souza Leão - baronesa de Caxangá, por seu casamento com o barão de Caxangá, Lourenço Bezerra Alves da Silva. Era filha de José Felipe de Souza Leão, sobrinha do visconde de Campo Alegre e do barão de Morenos.

Célia de Souza Leão - primeira esposa de Miguel Arraes, mãe de Ana Arraes e Guel Arraes, e avó de Eduardo Campos. Era descendente do 2.° barão de Vila Bela.

João Cabral de Melo Neto - poeta e diplomata, era neto de Maria Rita de Souza Leão e bisneto de Felipe de Souza Leão.

Samuel de Souza Leão Gracie - diplomata, foi embaixador do Brasil no Chile (1940-1946), em Portugal (1947-1952) e no Reino Unido (1952-1956).

Armínio Fraga, economista, sócio-fundador da Gávea Investimentos e presidente do Banco Central do Brasil (1999-2003), é descendente do barão de Morenos.

Paulo Leão, ator e diretor de teatro, tv e cinema, premiado internacionalmente. É o criador do Teatro dos Sentidos e fundador da produtora OlharFilmes/Samsara Film


Após o ano 1820 Dom João VI perdoou estas família do BONITO  , e consedeu Cargos de Ministro os Descendente de Barbara Alencar   , Capitão-Mor Antônio dos Santos Coelho e os Descendentes de Domingos de Souza Leão.


Entre alguns membros destas famílias:

Francisco Xavier Pais Barreto ,( Conselheiro Paes Barreto.

Domingos Francisco de Souza Leão, visconde de Tabatinga – deputado;

Luís Filipe de Souza Leão – desembargador e político brasileiro, senador do Império e ministro da Marinha;

João Leão - atual vice-governador da Bahia.

Domingos de Souza Leão, 2.° barão de Vila Bela – político brasileiro, presidente da província de Pernambuco;

Augusto de Souza Leão, barão de Caiará – político brasileiro, presidente da província de Pernambuco;

Inácio Joaquim de Souza Leão, barão de Souza Leão – político brasileiro, presidente da província de Pernambuco;

José de Souza Leão, barão de Gurjaú - coronel da Guarda Nacional e juiz de paz.

Joaquim de Souza Leão, barão e visconde de Campo Alegre;

Umbelino de Paula de Souza Leão, barão de Jaboatão - major da Guarda Nacional.

Antônio de Souza Leão, barão de Morenos;

Luís de Souza Leão - explorador pernambucano, foi o fundador de alguns povoamentos na região da Alta Paulista.

Eurico de Souza Leão - político, advogado e chefe de polícia pernambucano.

Manuel do Rego Barros Souza Leão - neto do visconde de Tabatinga, foi presidente da província do Piauí.

Maria Luiza de Souza Leão Gonçalves - neta de Luís Felipe de Souza Leão, casou-se com João Pessoa, sobrinho de Epitácio Pessoa.

Francisco Magariños de Souza Leão - filho do segundo barão de Vila Bela, casou-se com Erotides de Oliveira Castro, filha do barão de Benfica.

Carlota de Souza Leão - baronesa de Paraim, por seu casamento com o barão de Paraim, José da Cunha Lustosa, que vinha a ser irmão do barão de Santa Filomena e do 2.° marquês de Paranaguá.

Teresa Portela de Souza Leão - baronesa de Soledade, por seu casamento com o segundo barão de Soledade, José Pereira Viana. Era filha do barão de Souza Leão.

Inês Escolástica de Souza Leão - baronesa de Caxangá, por seu casamento com o barão de Caxangá, Lourenço Bezerra Alves da Silva. Era filha de José Felipe de Souza Leão, sobrinha do visconde de Campo Alegre e do barão de Morenos.

Célia de Souza Leão - primeira esposa de Miguel Arraes, mãe de Ana Arraes e Guel Arraes, e avó de Eduardo Campos. Era descendente do 2.° barão de Vila Bela.

João Cabral de Melo Neto - poeta e diplomata, era neto de Maria Rita de Souza Leão e bisneto de Felipe de Souza Leão.

Samuel de Souza Leão Gracie - diplomata, foi embaixador do Brasil no Chile (1940-1946), em Portugal (1947-1952) e no Reino Unido (1952-1956).

Armínio Fraga, economista, sócio-fundador da Gávea Investimentos e presidente do Banco Central do Brasil (1999-2003), é descendente do barão de Morenos.

Paulo Leão, ator e diretor de teatro, tv e cinema, premiado internacionalmente. É o criador do Teatro dos Sentidos e fundador da produtora OlharFilmes/Samsara Film

Esse foi o texto que conta antes da formação dessa cidade que apesar de está no interior tem uma importância gigante na história de Pernambuco.

Ao final da minha visita, voltei para casa não apenas com fotografias, mas com uma nova apreciação pela arquitetura colonial e pela rica história dessa cidade; Bonito-PE é, sem dúvida, um lugar onde a arte e a história se entrelaçam, criando um ambiente mágico que encanta a todos que têm o privilégio de visitá-la. Que possamos sempre valorizar e preservar essa riqueza cultural, garantindo que as futuras gerações possam também se maravilhar com a beleza do passado.

 
                     






Essa série de textos com o título Entre a Arte e História trás um conhecimento histórico que muitas vezes está em diversas partes da cidade como em sua arquitetura, construções, monumentos espalhados pelo nosso estado que é rico em história, cultura e arte.

Até a próxima...






Comentários

  1. John mais um vez parabéns excelente trabalho , excelente imagens excelente texto , aos que tem olhos para ver e ouvidos para ouvir , verão e escutaram a história , arquitetura , escultura , literatura , contaminados a história que alguns não querem que vejamos. Aos pesquisadores cabe utilizar a história como uma ferramenta arqueológica, e desvendar a história por trás da história .
    Aos que aceitam tudo sem pesquisar , fica apenas o legado de repetir o que não conhecem , falar o que os outros lhe repassam , e acreditar em estória e fechar os olhos para a história.
    Parabéns John Wesley.

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  2. John mais um vez parabéns excelente trabalho , excelente imagens excelente texto , aos que tem olhos para ver e ouvidos para ouvir , verão e escutaram a história , arquitetura , escultura , literatura , contam a história que alguns não querem que vejamos. Aos pesquisadores cabe utilizar a história como uma ferramenta arqueológica, e desvendar a história por trás da história .
    Aos que aceitam tudo sem pesquisar , fica apenas o legado de repetir o que não conhecem , falar o que os outros lhe repassam , e acreditar em estória e fechar os olhos para a história.
    Parabéns John Wesley.

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  3. Excelente recuperação da historia John, é muito importante manter na memória viva, fatos, imagens, literatura, historias propias do nossa identidade, de nosso povo, nossa comunidade, que nestos momentos perdem-se devido a que nossos jovens,(alguns) não tem interes de conhecer e a história perde-se no tempo geração tras geração.
    Pelos trabalhos da muita gente como John Wesley, neste caso, temos a esperança de que gerações futuras possa olhar ao passado lembrar e viver os bons momentos da nossa historia.
    Deus abençoe, obrigado.

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    1. Preceptoria Templária Nacional da Venezuela da Nova Ordem de Cristo , eo uma honra ter o irmão colocando o seu comentário , e fazendo sua interpretação do texto estudo da Matéria. Entrarei em contato com o irmão no whatsapp. Esta publicação é um estado da importância desta vila tanto na arquitetura como , importância política , histórica , econômica ,Cultural, e a influência da Ordem Templária Ordem de Cristo e da recém chegada ao Brasil Maçonaria Inglesa , Maxuel Rodrigues.

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  4. A cidade de Bonito é um município brasileiro localizado no agreste pernambucano e está próxima a outras importantes cidades turísticas do interior de Pernambuco, como Gravatá (55 km), Caruaru (55 km) e Garanhuns (140 km).
    O antigo território do Bonito, cobria uma área irrigada pelos rios Ipojuca, Sirinhaém e Una. Limitava-se com Santo Antão, Limoeiro, Garanhuns e a província das Alagoas.
    Bonito até se parece com um oásis no meio da secura nordestina, possui paisagens selvagens e verdejantes, e ainda tem dezenas de cachoeiras e quedas d’águas cristalinas.
    Importante lembrar que a cidade de Bonito é considerada uma das sete maravilhas do estado de Pernambuco e muitos ainda a conhecem como a Hollywood do Agreste Pernambucano ...
    Bonito é ainda conhecido popularmente como "Cidade das Águas",
    Agradecido por poder ler e meditar em tão belo texto explicativo sobre as origens históricas que permeiam essa cidade.

    José Ailton dos Santos.
    Mestre Templário da Nova Ordem de Cristo.
    Maçom regular da Grande Loja maçônica do estado do Ceará.
    Membro da Antiga e Mística Ordem Rosacruz.
    Membro da Sociedade das Ciências Antigas.
    Membro da Fraternidade Rosacruz.
    Membro da Ordem Crucífera Evangélica.
    Membro estudante da Irmandade dos filósofos desconhecidos.

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    1. Parabéns irmão José Ailton , Mestre Templário da Nova Ordem de Cristo. Parabéns por seu estudo , parabéns por fazer uma pesquisa particular da nossa pesquisa. Estou honrando com seu comentário e sua pesquisa. Até os 16:00 estarei entrando em contato com o irmão no Whatsapp. Maxuel Rodrigues Nautonnier Grão Mestre da Nova Ordem de Cristo.

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  5. Agradeço aos irmãos Mestre Templário José Ailton dos Santos e o irmão Grão Mestre da Preceptoria Templário Nacional da Nova Ordem de Cristo no Equador e Grão Mestre da Preceptoria Templária Nacional da Nova Ordem de Cristo na Venezuela @⁨Dom SamuelAlexaDeGouveiaR⁩ por seus comentários
    No Blog ARTE E CULTURAL POR JOHN WESLEY.
    Enviarei os certificados da Publicação 02

    https://arteeculturaporjohnwesley.blogspot.com/2025/02/desvendando-nova-ordem-de-cristo.html

    E Publicação 03 , publicação estudos da Nova Ordem de Cristo.
    https://arteeculturaporjohnwesley.blogspot.com/2025/02/entre-arte-e-historia-um-encontro-com.html

    Muito obrigado estarei enviando os 29 certificados a todos os irmãos tanto da Nova Ordem de Cristo , Maçons e demais Ordens Templárias pois a Nova Ordem de Cristo buscará intensivar as parcerias com Ordem Templária e Lojas Maçônicas com quem tratado de amizade , para executar o I Fórum de Artes Templárias Sul-americano no segundo semestre de 2025 , e primeiro semestre do ano de 2026.
    Estamos enviando pois temos tratados de Amizades e vamos intensivar os laços de amizades com estas Ordens.
    Maxuel Rodrigues de Moraes.
    Nautonnier Grão Mestre da Nova Ordem de Cristo.

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  6. Um breve comentário sobre este imensurável trabalho histórico em minha visão como buscador de conhecimentos e um peregrino no galgar do templarismo.

    "Descubri o encanto de Bonito, uma cidade localizada no agreste pernambucano, onde a natureza exuberante e a rica história se encontram. Próxima a outras importantes cidades turísticas do interior de Pernambuco, Bonito é um destino que oferece uma experiência única e inesquecível.

    Com uma área irrigada pelos rios Ipojuca, Sirinhaém e Una, Bonito abriga uma paisagem selvagem e verdejante, com dezenas de cachoeiras e quedas d'água cristalinas. É um verdadeiro paraíso natural, considerado uma das sete maravilhas do estado de Pernambuco.

    Conhecida popularmente como "Cidade das Águas" e também como a "Hollywood do Agreste Pernambucano", Bonito é um destino que encanta e inspira. Aos que têm olhos para ver e ouvidos para ouvir, Bonito oferece uma rica história, arquitetura, escultura e literatura.

    É um convite para desvendar a história por trás da história, utilizando a história como uma ferramenta arqueológica. Aos pesquisadores e curiosos, Bonito é um destino que aguarda ser descoberto e explorado.

    Luiz Gustavo de Carvalho, Grão-Mestre Templário do Acampamento Resiliência MG, Nova Ordem de Cristo Nautonnier, Grão Mestre Maxuel Rodrigues."

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