Ao visitar Bonito, uma encantadora cidade de Pernambuco, fui imediatamente cativado pela harmonia entre arte e história que permeia suas ruas. A preservação da arquitetura colonial é um verdadeiro tesouro, onde prédios históricos e igrejas se erguem como testemunhas de um passado rico e vibrante. Cada esquina parece contar uma história, e cada detalhe arquitetônico remete a um tempo em que a cultura e a religiosidade moldavam a vida local.
Durante minha estadia, não pude deixar de registrar a beleza dessas construções, que, embora modernizadas, mantêm a essência de sua origem. As fachadas coloridas e os detalhes em azulejos revelam a habilidade dos artesãos que, ao longo dos anos, trabalharam para preservar essa herança. É fascinante perceber como Bonito se moderniza, mas nunca se esquece de suas raízes, criando uma sinergia perfeita entre o antigo e o novo.
Bonito é um verdadeiro tesouro cultural, onde o passado se entrelaça com o presente. Cada edifício conta uma história, e a preservação arquitetônica é um testemunho do respeito que a cidade tem por suas raízes. As fachadas coloridas, os azulejos e os detalhes ornamentais revelam a habilidade dos artesãos que construíram essas obras-primas. É como se cada esquina fosse uma janela para um tempo em que a arte e a cultura floresciam.
Para enriquecer ainda mais minha experiência, tive a oportunidade de ouvir as palavras de Maxuel Rodrigues, um reconhecido produtor cultural, artista plástico e grão-mestre da Nova Ordem de Cristo. Ele compartilhou seu profundo conhecimento sobre a história da região, ressaltando a importância da preservação do patrimônio arquitetônico e cultural de Bonito. Maxuel compartilhou comigo algumas palavras que ressoam profundamente: “A arquitetura é a memória material de um povo. Ao preservá-la, garantimos que as futuras gerações conheçam e valorizem suas origens.” Ele que também e gestor do Museu do Homem do Campo e do Museu Joacques Borgonha Demolay, tem em seu acervo livros que contam histórias sobre o lugar e o porque de sua existência.
Solicitei a Maxuel um texto baseado em seus estudos sobre bonito e escreve assim:
A história para ser entendida de fato se faz necessário ver
todas as nuasces , e entender que ela se interage.
Se você estudar de forma isolada a compreensão fica
fragmentada, falha. .
Estuda a história é o exercício da arqueologia do passado ,
é ir cada vez mais a traz na história para entender o futuro.
Casou a segunda vez com D.Teresa Sanches de Borgonha , filha
ilegítima de D. Sancho I Rei de Portugal
descendente da família Borgonha da
França , neto de D. Henrique de Borgonha.Nascida no ano de 1191 Falecidas
depois do ano de 1230 D. Teresa Sanches
Borgonha herdará grande fortuna e Terras nas Terras Templárias do Novo Mundo.
O seu pai, o Rei Sancho I
nasceu no ano de 1154. E faleceu
no ano de 1212 com 58 anos. Do casamento dos primos Afonso Teles de
Menezes e D. Teresa Sanches Borgonha filha ilegítima do Rei de Portugal da
Linhagem Sagrada dos Borgonhas
nasceu D.. João Afonso de Menezes
, que sucedeu nos senhorios de seu pai e ficou super Rico - Homem e Alferes
-Mor de Afonso III Rei de Portugal ,
descendente da linhagem Borgonha , de quem aliás era primo co-irmão. Dom João Afonso foi filho que dentre outros
continuaram o apelido de Menezes. D.
Rodrigo Anes Telo de Menezes que foi o 3°
senhor de Albuquerque.
As famílias Coelho e Albuquerque são primas e descendentes
de Tereza Sanches Borgonha e tinham direito de hereditariedade ao Nordeste
Brasileiro.
A doação de uma capitania era feita através de dois
documentos: a Carta de Doação e a Carta Foral. A Carta Foral atribuía os
deveres do donatário em relação à Coroa.
A expansão financeira européia na América foi efetivamente
iniciada em 1534, quando o rei Dom João III autorizou os Donatários
Hereditários a tomar posse dos seus territórios em quatorze capitanias
hereditárias (administração do território colonial português) que foram doadas
a doze capitães-donatários (Descendentes de Dom Henrique de Borgonha), que
podiam explorar os recursos da terra, mas em contra-partida deveriam povoar e
proteger as regiões, onde os direitos e deveres dos donatários eram regulamentados
pelas Cartas de Foral.
O Brasil foi dividido em 14 Capitanias Hereditárias , 15
lotes ( São Vicente, estava dividida em 02 lotes) e 12 donatários (Pero Lopes
de Souza era donatário de 03 Capitanias: Itamaracá , Santo Amaro e Santana).
Esses 12 herdeiros investidores formaram o primeiro grupo de Colonizadores do
Brasil foram: João de Barros , Jorge de Figueiredo Correia , Fernando Álvares
de Andrade , Martins Afonso de Souza , Pero Lopes de Souza , Duarte Coelho ,
Francisco Pereira Coutinho , Antônio Cardoso de Barros , Vasco Fernandes
Coutinho , Aires da Cunha , Pero de Góis e Pero de Campos Tourinho.
FORAL DE OLINDA DE
1537 FEITO POR DUARTE COELHO O DONATÁRIO HEREDITÁRIO SE PERNAMBUCO (O DONO
HEREDITÁRIO DE PERNAMBUCO.
Para entendermos a história de Bonito se faz necessário
voltar no tempo e entendermos o Foral de Olinda de 1537 sem a poesia história.
Duarte Coelho era descendente de Sancho I ou seja eram exaneto do Rei de Portugal Sancho Borgonha da
dinastia Afonsina.
Sem este entendimento não vamos jamais poder entender a
política administrativa e econômica da Capitania Hereditária de Pernambuco e a
gestão econômica , política do Nordeste
Brasileiro , que incomoda até os dias atuais o restante do Brasil.
E assim será possível entender porque a Capitania de
Pernambuco daria mais lucros e seria tão
lucrativa e ainda continua sendo tão lucrativa, e vamos poder entender como
mais a frente um descendente de Duarte Coelho como foi o caso do Capitão-Mor
Antônio dos Santos Coelho Cavaleiro Templário da Ordem de Cristo conforme
documentos de Julho de 1795 do Conselho Ultramarino ordena a Rainha D.Maria I
de se digne a prender Antônio José Pereira Barroso conforme manuscrito abaixo.
ARQUIVO HISTÓRICO
ULTRAMARINO JULHO DE 1995/ CONSELHO ULTRAMARINO - PERNAMBUCO.
ARQUIVO DO MUSEU DO
HOMEM DO CAMPO.
No ano de 1537 Duarte Coelho em seu Foral que além de ser
uma planta baixa da vila em construção , é também um um plano de negócios e um
relatório empresarial.
E assim começa Duarte Coelho.
Duarte Coelho , fidalgo da Casa de El Rei Nosso Senhor ,
etc.
Faço saber a todos a quantos está minha doação virem que no
ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1550 anos , aos 17 dias do
mês de março do dito ano , a requerimento dos vereadores e Procurador do
Conselho desta Vila de Olinda , foi mandado tirar do livro de Tombo e matrícula
a Carta de Doação das cousas que dito Senhor Governador tinha dado a esta Vila
e moradores e provadores dela , os quais foram dados pelo Senhor Governador na
era de 1537 , as quais coisas são as seguintes.
Vamos analisar três termos desta carta de Duarte Coelho do ano de 1550.
CONSELHO: Na
linguagem atual ao que hoje se designa como Câmara tornou-se sinônimo de
município , englobando-se na designação o próprio território que lhe pertencia.
MORADORES: O mesmo que vizinho, em alguns florais corresponde ao homem bom , cidadão , sem qualquer espécie de dependência familiar ou profissional, que tinha o direito o direito de participar da vida pública do município.
POVOADORES: Aqueles que para cá vieram com o Donatário , que investiram um grande recurso financeiro naquele grande empreendimento , ou consórcio financeiro que era Pernambuco e o Nordeste Brasileiro. Muitos destes povoadores nunca vieram para o Brasil , séculos depois seus descendentes vieram para o Brasil , para tomar posse de suas Sesmarias.
LIVRO DOCUMENTO
HISTÓRICOS MUNICIPAIS , O FORAL DE OLINDA DE 1537 E O LIVRO DE TOMBO DOS BENS E
AFORAMENTOS DA CÂMARA MUNICIPAL DE OLINDA 1782 A 1906. ESTUDO DE VERA MARIA
AGRA OLIVEIRA SOBRE OS MANUSCRITOS DE DUARTE COELHO E DA ÉPOCA IMPERIAL.
BONITO E A IMENSA SESMARIA DO AROROBÁ DE ANTÔNIO VIEIRA DA MELO.
Vamos analisar um exemplo povoadores.
Os primeiros sesmeiros da Capitania de Pernambuco receberam
do Donatário da Capitania Pernambuco, Duarte Coelho Pereira, suas datas de
terras a partir de 1535.
As famílias beneficiadas eram quase todas ligadas à
parentela do Donatário ou articuladas com capitais estrangeiros que aplicaram
nos engenhos. Entre eles se encontrava João Gomes de Mello, que fundou em suas
terras o engenho Nossa Senhora da Conceição, depois Trapiche/Cabo de Santo
Agostinho.
O engenho tinha um lindo açude, mas muito difícil de manter,
uma casa grande, uma Igreja dedicada a São Francisco, uma casa de purgar e uma
para as caldeiras feitas de taipa e demais edificações comuns em um engenho de
cana de açúcar. O canavial era plantado ao seu redor e o restante da terra
consistia em matas, pois não servia para plantação. Podia moer 4.000 a 5.000
arrobas de açúcar.
NOTA: Pereira da Costa (1951, Vol. 1, Ano 1532, pg. 148),
correlaciona João Gomes de Mello ao engenho Trapiche: João Gomes de Mello,
homem muito nobre, e natural da província da Beira. Casou em Pernambuco com D.
Ana de Holanda, de cujo consórcio vem a família da família Mello, da casa de
Trapiche/Cabo de Santo Agostinho".
(1535) João Gomes de Mello ‘o Velho’ – Natural da província
da Beira/PT. Falecido em torno de 1593. Chegou a Pernambuco no princípio de sua
colonização, século XVI. Coronel de Ordenança.
Casamento 01: Anna de Hollanda, nascida em 1546/Pernambuco e
falecida em 1645, com 99 anos de idade, no eng. Trapiche. Filha de Arnau de
Holanda (engs: Santo André/Jaboatão dos Guararapes – Muribeca; Jacipitanga ou
Novo, Ipitanga, Santo Antônio, Novo de Santo Antônio/Goiana) e de Brites Mendes
de Vasconcelos, acusada de judaizante pela inquisição, (quinto avós do Marquês
do Pombal).
Neta paterna de Henrique de Holanda (Barão de Rheneoburg) e
de Margarida Florença, irmã do Papa Adriano VI. Neta materna de Bernardo
Rodrigues (Camareiro-mor do Infante D. Luiz). D. Anna de Hollanda viveu no seu
eng. Trapiche, em companhia de seu filho Manoel Gomes de Mello, no tempo da
guerra da Restauração (1645).
Ao se casar D. Anna e João Gomes de Mello viveram algum
tempo em Portugal aonde nasceu seu filho primogênito.
Um dos membros de família descendente povoadores foi Antônio
Vieira de Melo.
Antônio Vieira de Melo (Muribeca, 1669 — Recife, 1764) foi
um sertanista, nobre e latifundiário do Brasil colonial. Destacou-se como um
dos primeiros desbravadores dos sertões de Pernambuco e Alagoas.
Antônio Vieira de Melo
Nascimento
1669
Morte
1764
Profissão
Sertanista e pecuarista
Título
Familiar do Santo Ofício
Cavaleiro Fidalgo da Casa Real
Capitão de Ordenanças
Cavaleiro da Ordem de Cristo
Biografia
Nascido na freguesia de Muribeca no ano de 1669, Antônio
Vieira de Melo era filho de Bernardo Vieira de Melo, capitão de ordenanças,
Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, e de sua esposa, Maria Camelo Bezerra. Neto
paterno de outro Antônio Vieira de Melo, natural de Cantanhede, capitão na
Guerra Holandesa, depois sargento-mor do Cabo de Santo Agostinho, Cavaleiro
Fidalgo da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de São Bento de Avis, Cavaleiro da Ordem de Cristo, e de sua esposa,
Margarida Muniz de Bittencourt, filha de pais madeirenses. Neto materno de
Belchior Álvares Camelo, natural do termo de Baião, Capitão-Mor e Alcaide-Mor
do Rio de São Francisco, homem riquíssimo, instituidor e primeiro senhor do
Morgado das Alagoas, e de sua esposa, Joana Bezerra, sobrinha de Domingos
Bezerra Felpa de Barbuda.
Herdeiro da grande sesmaria de Ararobá, Antônio Vieira de
Melo foi um dos homens mais ricos da Capitania de Pernambuco, senhor de mais de
100 mil hectares de terras dividadas em 27 propriedades rurais,
predominantemente de criação de milhares de cabeças de gado, no início da que
seria chamada civilização do couro. Conhecido por autoritário e cruel, muitos
foram os processos movidos contra ele pelos habitantes das regiões próximas.
MAPA DA ANTIGA
SESMARIA DO AROROBA
Quando jovem, Antônio Vieira de Melo se juntou ao irmão, o
conhecido sertanista Bernardo Vieira de Melo, e ao bandeirante paulista
Domingos Jorge Velho, na luta contra o Quilombo de Palmares, sendo responsável
pela captura de um sobrinho de Zumbi. Além disso, também participou junto à
esse irmão da Guerra dos Mascates, refugiando-se, após a derrota, nos sertões
de Ararobá. Foi capitão de ordenanças e familiar do Santo Ofício, função que o
concedia o poder de realizar prisões extrajudiciais em nome da Inquisição.
Valendo-se dos cargos e do poder econômico, dominou incontestavelmente o
Agreste pernambucano e alagoano durante quase todo o século XVIII. Iniciou a
exploração da sesmaria de Ararobá logo após a vitória contra Palamares (o
quilombo dominava as terras de sua sesmaria, impossibilitando que ocupasse a
região), possivelmente por volta do ano de 1700. Seguiu-se na fundação de
inúmeros sítios que, posteriormente, originaram municípios Bonito , Caruaru,
Jupi, Cachoeirinha, Tacaimbó, Altinho, dentre muitos outros. Aliava-se ao
índios pacíficos e combatia aos por ele considerados "índios bravos",
motivo que gerou conflitos com os jesuítas e missionários, tendo em vista que
oferecia aos indígenas aldeados o emprego de vaqueiro em suas fazendas, com inúmeros
benefícios, o que fazia com que fugissem das missões. Além disso, tais nativos
eram também empregados às centenas no exército pessoal do qual Vieira de Melo
se valia para garantir o seu poderio na região.
Antônio Vieira de Melo faleceu de causas naturais no ano de
1764, no Recife, enquanto tinha a sua prisão ordenada pelo Governador Luís
Diogo Lobo da Silva devido às atrocidades que cometia em Ararobá, invadindo
fazendas e torturando os adversários e insubmissos na verdadeira masmorra que
mantinha ao lado de uma sua senzala.
Genealogia.
Solteiro, teve quatro filhos conhecidos, sendo dois
legitimados. A sua descendência se espalhou pela região e originou algumas das
principais famílias de Pernambuco.
De uma índia desconhecida, possivelmente de etnia cariri ou
xucuru:
Josefa Maria do Ó, casada com o Coronel Cristóvão Pinto de
Almeida, abastado proprietário rural e senhor de grandes sesmarias, com
sucessão.
Francisco José Bezerra de Melo, capitão de ordenanças,
casado com sua prima Claudina Xavier de Sá, com sucessão.
De Leonarda Correia de Melo, mulher de origem incerta, dois
filhos legitimados por Carta Régia de 1763 , herdeiros da imensa sesmaria de
Ararobá:
Antônio Vieira de Melo, casado com Brázida Maria de São
José, natural da Vila das Alagoas e filha de José de Oliveira e de Maria
Manuela dos Reis, com sucessão.
Alexandre Muniz de Melo, casado com Rosa Benta Joaquina, com
sucessão.
Devido aos extenso número de processos Antônio Vieira de
Melo perdeu parte de suas terras e assim no ano de 1795 as terras que lhe
pertenciam onde hoje é a cidade de Bonito pertencia a Domingos de Souza Leão 3°
, e ao Capitão-mor Antônio dos Santos Coelho também Cavaleiro da Ordem de
Cristo.
Na Cronologia Pernambucana de Nelson Barbalho volume 09 , na
página 127 item 1532 se lê.
No ano de 1783 nessa época do surgimento da Fazenda das
Panelas ( Atual cidade de Panelas ) , em território da antiga fazenda do
Ararobá, aparece entre o Sítio Olho D'água das Panelas e o curato de São José
dos Bezerros o LUGAR DO RIO BONITO ,
segundo Pereira da Costa (Anais ,IX,
512-513), que , a respeito de sua origem divulga a seguinte versão;
“ Originalmente , uma parte do Município do Bonito estava
encravada nas Matas dos Palmares, onde se manteve o famoso quilombo dos
Palmares dos negros fugidos , de que fala a história pátria.
A razão de chamar-se - BONITO-
tem o seguinte fundamento: Alguns alguns moradores da ribeira do Ipojuca e com
especialidade os do povoado de São José dos Bezerros ( Atual cidade de
Bezerros) , que por esse tempo já existia , vinham caçar em uma serra
denominada de - SERRA DOS MACACOS -
, nome este que lhe deram os caçadores , em consequência de haver na dita serra
abundância destes animais. Em um dia os caçadores descendo a serra pelo lado
ocidental , descobriram na Chã da mesma um ribeiro de águas mui cristalinas ,
assombradas por frondosas árvores seculares , de um modo assas pitoresco ;
então um dos caçadores , contemplado o belo panorama que diante de seus olhos,
exclamou: - Que bonito! E aí
descansarem algum tempo, enquanto moqueavam a caça que consigo traziam , e ,
depois , retiraram-se.
Passado alguns dias , os mesmos caçadores tendo concentrado para uma nova caça , perguntou um deles ; Para onde vamos caçar?- Para
o Rio Bonito! , respondeu o companheiro que presente estavam , até que por
abreviatura usavam somente o adjetivo -
Bonito. Alguns dos ditos caçadores , atraídos pela fertilidade do solo e
abundância da caça e peixe , estabeleceram residência nas margens do dito rio -
Bonito - com a devida autorização
dos Sesmeiros daqueles terras , e foram assim se tornando meeiros dos donos de
Sesmarias e morando as margens do rio Bonito
com seus parentes e amigos.
Progredindo o nascente burgos do Bonito , graças aos seus
recursos naturais , as terras férteis , bom clima e salubridade , em 1816
quando já tinha 30 anos de povoação , apresentava já um aspecto de progressivo
desenvolvimento com uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição e
uma outra em construção de maiores dimensões. “
Tendo como pároco O PADRE FRANCISCO DE SALES COELHO DA SILVA
, o padre Maçon sobrinho do Capitão-mor Antônio dos Santos Coelho.
Francisco de Sales Coelho
da Silva era natural do Recife, morou por longo anos na Vila do
Limoeiro, na Comarca de Olinda, foi vigário condecorado com o hábito da Ordem
de Cristo. Durante a Revolução Pernambucana, exortou o movimento, chegando a
entoar o Te Deum, na igreja matriz de Olinda, em louvor ao movimento. Continuou
lutando pela causa revolucionária, mesmo após o capitão–mor da mesma vila e
arredores voltar-se para a causa dos realistas. Preso como um dos líderes,
teria sido julgado pela Alçada, não fosse sua libertação em virtude da
revolução do Porto, em 1821.
A igreja que ficou construída no ano de 1816 até os dias
atuais tem o Olho que tudo ver Maçônico,
esculpido em baixo relevo na cúpula da igreja.
FOTO DA IGREJA DE BONITO COM O OLHO QUE TUDO VER.
IMAGEN JOHN WESLEY.
Esta igreja e a fazenda do Capitão-Mor Antônio dos Santos
Coelho em Bonito foram usadas como local de encontro entre Joaquim da Silva
Rabelo, depois Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo, popularmente conhecido como
Frei Caneca que nasceu no Recife, em 20 de agosto de 1779 — e faleceu no
Recife, 13 de janeiro de 1825, foi um escritor, clérico católico e político
brasileiro. Esteve implicado na Revolução Pernambucana (1817) . ele , Frei
Caneca , Bárbara Alencar , Capitão-mor Antônio Coelho , e os demais líderes do
movimento da República Pernambucana reuniram-se por duas vezes nesta igreja
para preparar os detalhes da República Pernambucana de 1817.
Sebastião Galvão (Dicionário, I A-O , 111) , confirma e repete a versão de Pereira da
Costa , diz que data de 1796 a 1798 a fundação do povoado do Bonito.
A Revolução Pernambucana de 1817 também conhecida como a
revolução dos padres por conter mais de 70 padre Maçons. Sendo a igreja de
Bonito uma das lojas maçônicas daquela época.
A Revolução Pernambucana foi um grito de protesto que
conseguiu transformar Pernambuco em país por 75 dias.
A Revolução Pernambucana, também conhecida como Revolução
dos Padres, devido a importância que os mesmos tiveram em sua organização e
divulgação, foi um movimento separatista contra a Coroa Portuguesa.
Quando finalmente Pernambuco se viu livre do jugo Holandês,
uma espécie de frisson ufanista permeou toda a população.
Mais e Mais Revoltas
Portugal administrava tanto a produção açucareira, quanto
prazos de entrega, o que ia certamente pouco a pouco aumentando a insatisfação
geral. Recifenses e Olindenses sabiam que, sem o açúcar nordestino, Portugal
iria literalmente amargar, na Europa. E isto apenas tendia a aumentar, cada vez
mais.
Curiosamente, as ideias liberais e republicanas tomaram forma no seio do SEMINÁRIO DE OLINDA. Por este motivo, a revolta teve o título de Revolução dos Padres.
DESENHO DA REVOLUÇÃO
PERNAMBUCANA DE 1817.
Pelo menos então 70 padres da Ordem de Cristo recentemente
iniciados na Maçônica participaram dos ideais da Revolução Pernambucana , e os
levaram para suas pregações. Participavam de tropas e eram desde capitães de
guerrilha, até mesmo soldados.
A crescente pressão dos abolicionistas na Europa criou
crescentes restrições ao tráfico de escravos. O que de fato tornava esta
mão-de-obra cada vez mais cara. Assim
sendo a escravidão o motor de toda a economia agrária pernambucana.
Era todo um círculo de insatisfação enfim que aumentava o
ardor revolucionário. E que germinaria a Revolução Pernambucana.
Os problema do Capitão-mor Antônio Coelho , Bárbara Alencar
e Domingos de Souza Leão só aumentavam , mesmo eles juntando forças para
exportar para Inglaterra e França.
De fato a família Bragança apenas aumentou mais ainda
impostos Para os Nobres os nordestinos.
O deslocamento da importância financeira do Norte para o sul
do país também contribuiu para inflamar os ânimos Pernambucanos. Neste clima a
Revolução Pernambucana toma haustos.
Em 1816 uma grande seca atingiu Pernambuco e região. Causou então uma queda na produção do açúcar e do algodão, que sustentavam a economia. Aumentou a miséria e fome para parte da população, com falta de farinha e feijão.
A Revolução dos Padres
Os comerciantes portugueses,
de fato ligados à exportação de açúcar e algodão, estavam cada vez mais
amedrontados e irritados no ambiente hostil em que viviam. Preocupados por um
lado com a violência de uma possível revolta de negros e mulatos na fazenda do Capitão-Mor Antônio Coelho na Vila
de Bonito e irritado com a intenção do Governador Luís do Rego Barreto que além
de lhe dever fabulosa fortuna , o governador para se vingar das cobranças de
Antônio Coelho tenta diminuir o Senhorio
político do Capitão-mor Santos Coelho na vila de Bonito ,e por outro lado, com
a rivalidade dos grandes proprietários brasileiros. Que de fato erram os
verdadeiros donos da terra e da nobreza local por direito de hereditariedade.
Também fez parte da Revolução Pernambucana o Capitão-mor
João Luiz da Rocha comandante das Ordenança da Vila de Santo Antão (Garanhuns)
, e seu amigo Manuel Correia de Araújo.
Ainda sofriam os Pernambucanos “bullying”. Os Pernambucanos assim apelidaram os portugueses e estrangeiros de ”mascates”.
Houve assim inúmeras revoltas e assassinatos neste período.
Quando esta república germinal foi abafada e suprimida, ocorreu pela primeira
vez na história brasileira a condenação e execução de padres.
Para combater o invasor, de fato muitas mudanças aconteceram, tanto no linguajar comum, quanto na substituição de ingredientes europeus na alimentação em geral.
O tratamento “vosmicê”, corruptela de vossa mercê, foi
substituído pelo “vós”, mais informal. Todos eram “patriotas”. Também o vinho
do porto, antes usado nas celebrações de missas, foi trocado pela cachaça feita
na terra.
Mesmo as santas hóstias eram confeccionadas de massa de
tapioca. A farinha de trigo branca, vinda do reino deixou de ser utilizada nos
pratos, assim originou curiosos novos quitutes, entre eles o famoso BOLO DE
SOUZA LEÃO.
Em épocas de ufanismo pernambucano, a família tradicional da
terra era por demais apegada às origens. Algumas linhagens se destacaram na
revolução, tal como os Suassuna, e os Souza Leão, Coelho e Alencar.
Estava acontecendo uma guerra comercial , os descendentes
Borgonhas não comprariam mercadorias de Portugal , para deste modo também
diminui a receita ou o PIB de Portugal e da Coroa Bragança.
Dona Rita de cássia já havia criado então um bolo denominado são Bartolomeu, em
homenagem ao engenho, no qual havia massa de mandioca . mas o mesmo levava as
especiarias européias, que foram suprimidas na versão do Souza Leão.
Substituindo a manteiga francesa por manteiga feita no engenho,a farinha de
trigo pela massa de mandioca. Açúcar, quase um quilo.
Foi o conflito interno mais grave
ocorrido durante o período de D. João VI no Brasil foi a chamada Revolução
Pernambucana de 1817. Movimento
autonomista de inspiração republicana e maçônica, foi fruto
do forte sentimento poder político e econômica e separatista que grassava em
Pernambuco desde a expulsão dos holandeses
em 1654. Em 6 de março de 1817, um grupo de
revolucionários que tinham direito de hereditariedade
assumiu o poder na Província, declarando-a república separada do resto do
Brasil. O novo regime só durou até maio,
quando tropas portuguesas invadiram Recife e
debelaram o movimento.
Três dos
líderes, todos maçons, (entre eles o padre Miguelinho) foram
fuzilados.
O desejo de República era arraigado e isso acontecia
principalmente no meio maçônico.
Com a instalação do regime republicano, dos países do centro
e sul-americanos, onde a participação
maçônica foi fundamental e decisiva, tanto antes como depois
da independência, surgiram diversos
movimentos autonomistas regionais, no Brasil, e todos eles
com a finalidade de implantar a
República.
A revolução pernambucana de 6 de março de 1817, está na
linha das reações nativistas, que se vinham fazendo sentir no Brasil desde o
século XVII. Agora, com maior extensão e profundidade, estavam presentes as
idéias de liberdade, autodeterminação dos povos, de
república, inerentes ao século.
O revolucionário Capitão-Mor de Olinda Domingos José Martins
Maçon (.’.), o popular
“Suassuna”, natural da capitania do Espírito Santo, após
excursão pela Bahia, Pernambuco e Ceará em conversa com Bárbara Alencar,
partiu para a Europa. O companheiro de ideais, Francisco de
Paula Cavalcanti de Albuquerque também Maçon (.’.), tomou o rumo da Paraíba,
Rio Grande do Norte e Ceará. Ambos eram maçons. A Maçonaria,
sociedade de grande influência na vida política brasileira
até os dias atuais, fomentava discussões políticas, e pregava
abertamente idéias novas: liberdade, república.
Um incidente na festa da Estância, celebrada, anualmente,
para comemorar a derrota
holandesa, tumultuava o ambiente de paz. Um alferes do
Regimento dos Henriques, miliciano preto,
surrara um português que injuriava brasileiros. Duvidou-se
da fidelidade dos oficiais brasileiros, à
Coroa. Caberia ao marechal José Roberto a prisão dos civis
e, aos chefes dos regimentos, a prisão
dos militares. Os civis e o ajudante Teixeira, presos
facilmente. O brigadeiro Manoel Joaquim.
Barbosa, português, atravessado a espada pelo capitão
Domingos e tenente Cavalcanti. O
governador recebeu aviso dos oficiais portugueses do
regimento de artilharia. O ajudante de ordens,
enviado para abafar o motim, também morreu quando tentou
penetrar no quartel de Paraíso.
Domingos Martins, o capitão Domingos e outros oficiais, uma
vez soltos, começaram a
agir para a implantação da nova ordem política. O
governador, com grande contingente de soldados,
alguns elementos da oficialidade e abundante munição,
refugiou-se no Forte do Brum. Em um
conselho de cidadãos brasileiros, proclamou-se ao povo a
legitimidade da insurreição. Organizou-se
o ataque a essa fortificação, e destacou-se um contingente
de trinta soldados, comandados pelo
capitão Amaro Francisco de Moura, para Olinda. O capitão
Domingos, à frente de 800 homens,
assediou o forte. Este capitulou. O Governador, sem qualquer
resistência, embarcou para o Rio de
Janeiro.
Sete de março, a revolução vencera!
Elegeu-se então um governo provisório, de caráter
republicano, nos moldes do que
ocorrera na França: padre João Ribeiro Pessoa – classe
eclesiástica; capitão Domingos – militar;
Manoel Correa de Araújo – agricultura; José Luís de Mendonça
– magistratura; e Domingos José
Martins – comércio. Uma proclamação ao povo, em linguagem
veemente e precisa, procurou unir
brasileiros e portugueses, apelando para a pátria nova que
nascia... Pátria, nossa mãe comum...
“sois portugueses, sois americanos, sois brasileiros, sois
pernambucanos”.
Resplandecia o espírito nativista.
O espírito liberal, tipo Revolução Francesa, dominava.
Tratou-se, por fim, de estender o
domínio republicano a toda a capitania, e às vizinhas.
Alastra-se o ideal republicano.
Enquanto D.João VI preparava a repressão, propagava-se a
revolução pelo interior da
capitania: Itamaracá e comarca de Alagoas. Na Paraíba, o
capitão André Dias de Figueiredo e
Manuel Clemente Cavalcante, partindo de Itabaiana, via Vila
do Pilar, marcharam sobre a capital,
onde o governo ficou em mãos do coronel Amaro Gomes e do
tenente-coronel Estevão Carneiro, os
quais, 14 de março, proclamaram a república e hastearam a
bandeira da liberdade. Dia seguinte,
dois mil homens, comando do sargento-mor Antônio Galdino
Alves da Silva, receberam aclamação
na capital. No Rio Grande do Norte, André de Albuquerque
Maranhão, à frente de cinqüenta
soldados paraibanos, proclamou, a 29, a república, sem o
interesse do povo.
Desejosos de angariar recursos e novas adesões, e apressar o
reconhecimento do Brasil
novo pelas nações amigas, os chefes pernambucanos enviaram
emissários: ao Ceará, subdiácono
José Mariano de Alencar membro da Ordem de Cristo e Maçon, à
Bahia, Padre Roma; no dia 29 de março de 1817, o Conde dos Arcos,
representando os Braganças, mandou fuzilar o maçom Padre
Roma – José Ignácio de Abreu e Lima,
no Campo da Pólvora, em Salvador, onde foi preso, quando
levava aos baianos a notícia da
Revolução de 6 de março que oferecia uma pátria aos
brasileiros, sob o regime republicano.
Nenhuma derrota abateu o ânimo dos revolucionários.
O chefe de cada regimento jurava, naquele dia, defendê-la
até a morte.
O governo provisório não se mostrou á altura da gravidade do
momento. Tentou, pelo
uso da guerrilha conter o movimento da contra-revolução.
Inútil. Do ponto de vista militar, nada
pôde conseguir. Os insucessos eram constantes.
A tropa reuniu-se no Engenho Velho do Cabo, onde se deu a
assunção do comando.
Acompanhava-a, como secretário, revolucionário Frei Joaquim
do Amor Divino Caneca Maçon (.’.)
Pertencia à Ordem carmelita. Integrava o quadro da Acadêmica
de Suassuna, a qual, segundo
historiadores era uma Loja Maçônica e na qual o frei havia
sido iniciado.
Organizaram-se duas expedições republicanas: uma pelo
interior, comando do capitão
José Francisco de Paula Cavalcanti (.’.) e outra, de
Domingos José Martins (.’.), pelo litoral.
Fácil, batê-los por partes. Contra Martins (.’.), duas
companhias de infantaria, duas de
pardos de Penedo e a de caboclos de Atalaia. Em Engenho
Pindoba, próximo ao rio Merepe,
ocorreu chacina. Domingos José Martins (.’.), preso.
A 13 de maio. Engenho Trapiche, Paula Cavalcanti Maçon (.’.) enfrentou os
realistas. Possuíam
vantagem: quatro por um. Pânico: abandonou-se toda a
artilharia, munições, bagagens, caixa
militar, 300 prisioneiros, além de mortos e feridos.
Acabou-se a liberdade. Com a chegada de Cavalcanti à Recife,
o governo, sem mais
capacidade de manter-se buscou salvar-se na rendição.
Espalhou-se que todos os europeus seriam
degolados e Recife arrasada, se a capitulação não fosse
concedida. Rodrigo Lobo exigiu a prisão
dos autores da revolta, governadores e comandantes, entre
eles Frei Caneca, permaneceu preso por
4 anos nos calabouços.
Esmorecera o governo, que, por fim, dissolveu-se, assumindo
Domingos Teotônio Jorge
plenos poderes. Tarde demais. A reação já não se podia
executar com êxito. Recife, abandonada. A
força naval ocupara a cidade. Iniciou-se a punição dos
revolucionários. Falhara a experiência republicana pernambucana.
Os anos de 1816 e 1817 foram bastante movimentados na
história de Pernambuco.
Na livro cronologia Pernambucana volume 12 , Nelson Barbalho
na página 43 Item 2069 da cronologia.
Logo no começo de Janeiro de 1818 a Câmara Municipal de
Santo Antão (Garanhuns) assina provisão em favor de JOÃO FERREIRA , “ para Juiz da vintena do
lugar Caruru , teste termo “, de FÉLIX JOSÉ DE CARVALHO , para juiz escrivão da
vintena do BONITO ; e de Cosme de Barros
Leitão para escrivão da vintena também do Bonito.
Destre os povoados integrantes do Município Santo Antão
ganhavam destaque , em 1818 , como uma as mais importante, na parte agrícola ,
e mais movimentados na parte Comercial , o BONITO , no Agreste Meridional ; o
Caruaru na ribeira do médico Ipojuca , em plena Estrada Real de Pernambuco (
Antigo caminho das Boiadas que viabilizou o crescimento de Caruaru como hoje
conhecemos); e o de SÃO JOSÉ DOS BEZERROS , Também as margens da cortando a
Entrada Real. A qual com algumas modificações , corresponde , atualmente , a
BR-232 ,a pavimentada estrada tronco-central do Estado. Dos três povoado
citados o único a servir de sede de freguesia já era o de SÃO JOSÉ DOS BEZERROS
, em cuja jurisdição dominava as famílias BESERRA DA SILVA VIEIRA DE MELO e
SOUZA GALINDO.
O território do
BONITO começava a ter o Senhorio Cada vez mais forte e jurisdição das famílias
Souza Leão , e Coelho.
Cujo o governador aumentará sua antipática com a Revolução
de 1817.
E que mesmo derrotados tinham muitos poderes políticos e
financeiro os descendentes Borgonhas fizeram de Pernambuco a sua Suíça nas
terras do Novo Mundo. E isso adquiriram o pseudônimo de Nobreza da Terra que
incomodava a família Imperial Bragança e sua vassalagem. Tendo o Araripe , a
Vila de Jenipapo , e o Solar Souza Leão , naquela época Jaboatão dos Guararapes
hoje Moreno como , e agora BONITO como Reinos Paralelos a Família Imperial
Bragança.
A tentativa de diminuir a força política e financeiras destas famílias com a separação
dos Província de Pernambuco em várias Províncias fracassou , pois só aumentou o
poder financeiro dos Nobres da Terra, eles ao serem iniciados na Maçonaria ,
começaram a vender para a Inglaterra , a atual pátria mãe da Maçonaria moderna.
E ficaram ainda mais forte a ponto de proclamarem a República Federativa do
Brasil em 1889.
E assim escantear a Família Bragança e se manter no poder na
República agora com Deputados Estaduais , Deputados Federais , Senadores , com
poder político e financeiro de eleger e de caçar mandatos de Presidentes da
República no Brasil.
BONITO SE TORNA A
BRASÍLIA DO NORDESTE ONDE ERA DISCUTIDO EM JANTARES NA SESMARIA E SENHORIOS DO
CAPITÃO-MOR ANTÔNIO DOS SANTOS COELHO NA SERRA DO RODEADOR, E EM REUNIÕES
POLÍTICAS DENTRO DAS IGREJAS QUE
VOLTAVAM A SER TEMPLOS TEMPLÁRIOS E MAÇÔNICOS COMO NA FRANÇA BORGONHA DE 1099 A
1314. DISCUTINDO O FUTURO DO BRASIL E PLANEJANDO O FIM DO IMPÉRIO BRAGANÇA.
A nobreza da terra evoluiu paralelamente à nobreza
institucionalizada pela Coroa Portuguesa (e depois da Independência, pelo
Império Brasileiro) e nunca foi formalizada juridicamente, embora gozasse de
relevantes privilégios derivados de um reconhecimento social da condição de
nobre, tais como acesso preferencial (em certos períodos quase exclusivo) às
magistraturas, às altas patentes militares, à governança, à posse da terra e às
mercês honoríficas. Foi a classe de nobreza predominante no período colonial e
o núcleo da elite colonial brasileira.
Formação e consolidação
Até a Independência todos os nativos do Brasil eram súditos portugueses, mas estes eram discriminados em relação aos residentes que haviam nascido na Metrópole, que se consideravam superiores. Assim, a nobreza da terra formou-se como uma tentativa de equiparação — pelo menos social, se não jurídica — da dignidade e qualidade da elite nativa em relação à elite reinol, e foi um reflexo do processo de formação e estratificação da sociedade colonial. A formação da classe foi gradual, sendo articulada através de um processo consciente de auto-afirmação, amparado em um discurso político nativista, numa ética própria de "viver ao modo da nobreza" e em práticas de construção genealógica, sendo muito prestigiada uma descendência dos primeiros colonizadores e dos primeiros administradores coloniais. Casamentos de filhos da nobreza da terra com filhas de lideranças indígenas fortaleciam o prestígio das famílias e apoiavam a retórica nativista.
Engenho de açúcar pernambucano no século XVII em pintura de Frans Post. No alto da colina vê-se a capela e a casa-grande, e em primeiro plano a usina de açúcar.
Interior da Fazenda Engenho d'Água, Bahia.
"O sentimento nativista tendeu previsivelmente a
reforçar o critério de antiguidade em detrimento do da nobreza reinol, de modo
que, ao longo do século XVIII, valorizar-se-á mais o fato de se descender de um
colono Duartino, de um herói das guerras holandesas, de um vereador de Olinda
ou de um provedor da Santa Casa de Misericórdia, do que de um morgado minhoto
ou de um fidalgo da Casa Real, desde que, por trás deles, opere, ao menos
inicialmente, a fortuna familiar, a posse de 'grossos cabedais', mesmo quando
encarnados na modéstia relativa que já era então, e provavelmente foi sempre, a
da grande maioria dos senhores de engenho. Numa sociedade monocultora,
escravocrata e latifundiária como a da Mata do Nordeste, à propriedade
açucareira é que correspondia, em última análise, a função de filtrar e de
decantar, ao longo do tempo, as pretensões nobiliárquicas e as posições
sociais. Em cidades como Olinda,
Salvador ou Rio de Janeiro as pessoas que se arrogavam o título de 'principais'
ou de 'nobreza da terra', justificavam-no não enquanto uma categoria natural ou
jurídica, de acordo com o Direito do Antigo Regime, mas por meio de um discurso
baseado numa cultura política".
A Coroa Portuguesa era forçada a apoiar a nobreza da terra e
em diversos documentos reconheceu sua existência (embora nunca a
regulamentasse), pois dependia dela em termos financeiros e políticos para
manter seus projetos na colônia. Durante do ciclo do açúcar os senhores de
engenho foram o principal pilar de sustentação econômica da colônia e sua
atividade gerava grandes divisas para o Reino, além de promoverem o povoamento
e defesa do território. Depois, no século XVIII, passou-se a reconhecer como nobres
os membros das governanças locais, comerciantes de grosso trato e outros
agentes que de uma forma ou outra eram importantes para a manutenção da
estrutura colonial e controlavam extensas clientelas.
De fato, a Coroa muitas vezes premiou membros destacados da
nobreza da terra com títulos nobiliárquicos e ordens honoríficas, geralmente em
reconhecimento de boa vassalagem e serviços prestados, reforçando juridicamente
e exteriorizando uma qualidade de nobre já possuída informalmente pela tradição
ou pelo merecimento.
Outro exemplo clássico é a construção da nobreza das
famílias paulistas que mais tarde se tornaram conhecidas como as
quatrocentonas, em sua maciça maioria descendentes de plebeus aventureiros e
sem fortuna, mas que no século XVII já haviam enriquecido e se empoderado,
reivindicando uma qualidade de nobres. A ideologia legitimadora dessa
reivindicação começou a ser articulada no século XVIII — em parte para
responder às múltiplas críticas que os paulistas recebiam dos oficiais da
Coroa, missionários e viajantes, acusando-os de serem bárbaros, rebeldes,
viciosos e só se preocuparem consigo mesmos e seu proveito, ignorando as leis e
suas obrigações como súditos — e estava baseada em vários argumentos. Um dos
principais era a alegação de que os pioneiros paulistas descendiam da nobreza
portuguesa, mas as provas usadas quase sempre foram falsas ou se baseavam em
suposições fantasiosas, desacreditadas pelas pesquisas mais recentes. Outro
argumento importante era a glorificação acrítica dos seus ancestrais , até hoje
retratados como heróis desbravadores do sertão, sem cujo concurso a conquista
do território brasileiro não poderia ter sido completada. Por fim,
argumentava-se que o casamento de pioneiros portugueses com mulheres indígenas,
fato verdadeiro e relativamente comum na história dessas famílias, justificava
as reivindicações de merecimento social por terem sido os forjadores de uma
pujante nova sociedade, da qual o bandeirante virava o símbolo, a despeito de
os bandeirantes terem sido notórios inimigos dos indígenas, escravizando-os e
dizimando-os aos milhares. Ao mesmo tempo, descender dos bandeirantes também
serviu para distinguir a alegada melhor qualidade dos quatrocentões em relação
às muitas outras famílias de imigrantes e comerciantes que chegaram mais tarde.
Brasão outorgado em 1754 em favor de Antônio de Magalhães
Corrêa, de Cachoeira da Bahia, bacharel em Direito e juiz.
Como não havia uma regulamentação oficial para esta classe
nem uma dependência estrita da linhagem, a questão da hereditariedade se
tornava mais fluida. A "qualidade de nascimento" sempre foi um fator
de grande peso, famílias antigas, ricas e tradicionais podiam manter o estatuto
através das gerações, e quando seus membros requeriam concessão de brasão de
armas, de costume era aceito como prova de nobreza a descendência de algum
antepassado tornado ilustre por serviços prestados, geralmente de caráter militar
ou administrativo. Mas a classe incorporou muitos homens novos, sem um passado
familiar distinguido, que haviam se notabilizado como comandantes militares,
comerciantes de grosso trato, beneméritos de Santas Casas, ou como membros
respeitados de Ordens Terceiras.
Segundo Ronald Raminelli,
"Não eram os títulos, mas a riqueza e o comando militar
os elementos essenciais de distinção. O cabedal era mais importante do que a
linhagem, e os hábitos e foros de fidalgo eram apenas o ápice do sucesso e não
o seu promotor. Em síntese, os títulos raramente impulsionavam a trajetória de
ascensão dos súditos. No ultramar, valia
mais ter terras e escravos do que títulos. Aliás, percebe-se aí a relevância de
se diferenciar a nobreza provida pela monarquia, da nobreza da terra".
Mas não havendo um parâmetro jurídico oficial e centralizado
para o reconhecimento como havia para a nobreza titulada e a fidalguia, que
dependiam diretamente de concessão da Coroa portuguesa, a nobreza da terra
colonial foi uma criação autóctone brasileira, promovida pela própria classe
interessada, e que dependeu do reconhecimento da população para existir como
uma estrutura social, política e simbólica efetiva. Por isso os requisitos de
inclusão nesta classe variaram muito nas diferentes regiões do Brasil, cada
qual com seus costumes e tradições próprios. Foram registrados diversos casos
de indivíduos que recebiam tratamento de nobre mas não eram nem muito ricos nem
detinham postos públicos ou honras oficiais, mas apenas dispunham de cavalos,
alguns escravos ou criados e a autorização de portar armas em público. Noutras
ocasiões, famílias nobres empobrecidas absorviam por casamento novos-ricos, em
geral procedentes do comércio, da mineração e da atividade bancária, um arranjo
que beneficiava a ambos: aos nobres antigos o afluxo de capital possibilitava
manter seu brilho, sua posição e seu modo de vida, e os recém-chegados elevavam
seu status pela inserção em uma família antiga e distinguida, ao mesmo tempo
passando a usufruir das vantagens de uma rede de relacionamentos influentes e
clientes já constituída, abrindo-se novas possibilidades de obterem para si
postos na vereança, patentes militares honorárias, ingresso em irmandades de
prestígio e outros cargos nobilitantes que reforçavam sua posição social.
Em vista das condições para o reconhecimento, deriva que a nobreza da terra tenha sido uma classe heterogênea e instável. A riqueza familiar nem sempre sobrevivia por muitas gerações, e as patentes militares muitas vezes não eram herdáveis. Da mesma forma não tinham grande valia para a perpetuação geracional da condição de nobre as ordens honoríficas recebidas por alguns membros, e nem as titulações concedidas durante o Império, pois não eram distinções hereditárias.
Período imperial
No século XIX, com a chegada da família real portuguesa,
iniciou uma transformação na elite nativa e a formação de uma cultura nobre
cortesã antes inexistente, que se refletiu também na opulência da decoração dos
casarões rurais, contrastando com a rusticidade e austeridade das habitações
anteriores. Tornava-se importante, para a nobreza do século XIX, a ostentação
da riqueza, a demonstração da posse de um gosto mais moderno e mais sofisticado
e a adoção de um novo código de etiqueta e comportamento, conformando-se a um
projeto de Nação progressista e civilizada e a uma cultura que cada vez mais se
urbanizava e se tornava cosmopolita. Muitos senhores rurais também passaram a
investir em suntuosas residências citadinas que atendiam a novos critérios de
conforto e habitabilidade.
Em 1820 Dom João VI concedeu muitos títulos a membros da
nobreza da terra, e com o advento do Império independente a aristocracia
ruralizada começou a perder espaço político para os políticos e comerciantes
urbanos, alterando a composição e os interesses principais da nobreza
brasileira. Ao mesmo tempo, os imperadores passaram a formar uma nova nobreza
titulada principalmente baseada no mérito pessoal e não na tradição familiar ou
na linhagem. No entanto, foi incluída entre os novos contemplados com títulos
uma quantidade de membros já considerados nobres, especialmente os fazendeiros,
banqueiros e grandes comerciantes, cooptados porque vistos como agentes
influentes no meio social e importantes para a sustentação política e
ideológica da monarquia. Cerca de metade dos novos nobres titulados foi nomeado
para o Senado do Império.
Historiografia e legado
Fazenda Ponte Alta, Minas Gerais.
As famílias da nobreza da terra vêm sendo estudadas desde o
fim do século XVIII, mas até meados do século XX os trabalhos geralmente se
caracterizaram pela pouca exatidão histórica e por um caráter apologético quase
incondicional, exaltando exageradamente suas virtudes e criando uma série de
mitos, ao mesmo tempo em que inventavam genealogias fantásticas ligando a
origem dessas famílias à alta nobreza portuguesa, o que trabalhos mais recentes
mostraram carecer de fundamento.
De toda forma, a nobreza da terra, especialmente aquela
descendente dos primeiros colonizadores e administradores coloniais, exerceu
efetivamente um profundo impacto no folclore, nas tradições, na arquitetura
rural e na imaginação cultural brasileira, foi um elemento-chave na construção
e sustentação do Estado Brasileiro moderno, e sua influência persistiu mesmo
depois de proclamada a República, sendo parte importante da base formativa e da
autoidentificação das elites da República Velha. Nas palavras de Regina Abreu,
"a aristocracia imprimiu não apenas o estilo de vida, mas,
fundamentalmente, um estilo de direção administrativa e política que não se
dissolveu com a proclamação da República, sendo incorporado com as mudanças
implementadas a partir de então. Havia um ethos de grupo, origem aristocrática,
educação refinada, acesso regular à Europa, introjeção das modernas ideias do
Ocidente, notadamente civilização e progresso".
São exemplos típicos da continuidade republicana o prestígio atribuído a essas famílias nas comemorações do 4º Centenário das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro no século XX, e um prestígio comparável permaneceu associado aos descendentes das famílias nobres das regiões Nordeste e Sul. Para Ricardo Costa de Oliveira, "a consciência de grupo etno-histórico e etno-nacional, a formação de uma comunidade política imaginada, que representa os fundamentos do nativismo e nacionalismo brasileiro, tudo isto necessariamente passa, nas origens, pela gênese e pela história da pequena nobreza histórica brasileira colonial". Segundo Luiz Fernando Saraiva, "os estudos sobre o Brasil colônia são unânimes em admitir a grande importância do grupo de proprietários de terra naquilo que se convencionou chamar a nobreza da terra".
O tema já gerou grande bibliografia, mas devido à heterogeneidade de sua composição e à ausência de uma base jurídica, a conceituação e limites da nobreza da terra são polêmicos.
Entre alguns membros da família:
Domingos Francisco de Souza Leão, visconde de Tabatinga –
deputado;
Luís Filipe de Souza Leão – desembargador e político
brasileiro, senador do Império e ministro da Marinha;
João Leão - atual vice-governador da Bahia.
Domingos de Souza Leão, 2.° barão de Vila Bela – político
brasileiro, presidente da província de Pernambuco;
Augusto de Souza Leão, barão de Caiará – político
brasileiro, presidente da província de Pernambuco;
Inácio Joaquim de Souza Leão, barão de Souza Leão – político
brasileiro, presidente da província de Pernambuco;
José de Souza Leão, barão de Gurjaú - coronel da Guarda
Nacional e juiz de paz.
Joaquim de Souza Leão, barão e visconde de Campo Alegre;
Umbelino de Paula de Souza Leão, barão de Jaboatão - major
da Guarda Nacional.
Antônio de Souza Leão, barão de Morenos;
Luís de Souza Leão - explorador pernambucano, foi o fundador
de alguns povoamentos na região da Alta Paulista.
Eurico de Souza Leão - político, advogado e chefe de polícia
pernambucano.
Manuel do Rego Barros Souza Leão - neto do visconde de
Tabatinga, foi presidente da província do Piauí.
Maria Luiza de Souza Leão Gonçalves - neta de Luís Felipe de
Souza Leão, casou-se com João Pessoa, sobrinho de Epitácio Pessoa.
Francisco Magariños de Souza Leão - filho do segundo barão
de Vila Bela, casou-se com Erotides de Oliveira Castro, filha do barão de
Benfica.
Carlota de Souza Leão - baronesa de Paraim, por seu
casamento com o barão de Paraim, José da Cunha Lustosa, que vinha a ser irmão
do barão de Santa Filomena e do 2.° marquês de Paranaguá.
Teresa Portela de Souza Leão - baronesa de Soledade, por seu
casamento com o segundo barão de Soledade, José Pereira Viana. Era filha do
barão de Souza Leão.
Inês Escolástica de Souza Leão - baronesa de Caxangá, por
seu casamento com o barão de Caxangá, Lourenço Bezerra Alves da Silva. Era
filha de José Felipe de Souza Leão, sobrinha do visconde de Campo Alegre e do
barão de Morenos.
Célia de Souza Leão - primeira esposa de Miguel Arraes, mãe
de Ana Arraes e Guel Arraes, e avó de Eduardo Campos. Era descendente do 2.°
barão de Vila Bela.
João Cabral de Melo Neto - poeta e diplomata, era neto de
Maria Rita de Souza Leão e bisneto de Felipe de Souza Leão.
Samuel de Souza Leão Gracie - diplomata, foi embaixador do
Brasil no Chile (1940-1946), em Portugal (1947-1952) e no Reino Unido
(1952-1956).
Armínio Fraga, economista, sócio-fundador da Gávea
Investimentos e presidente do Banco Central do Brasil (1999-2003), é
descendente do barão de Morenos.
Paulo Leão, ator e diretor de teatro, tv e cinema, premiado
internacionalmente. É o criador do Teatro dos Sentidos e fundador da produtora
OlharFilmes/Samsara Film
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Após o ano 1820 Dom João VI perdoou estas família do BONITO , e consedeu Cargos de Ministro os Descendente de Barbara Alencar , Capitão-Mor Antônio dos Santos Coelho e os Descendentes de Domingos de Souza Leão.
Entre alguns membros destas famílias:
Francisco Xavier Pais Barreto ,( Conselheiro Paes Barreto.
Domingos Francisco de Souza Leão, visconde de Tabatinga – deputado;
Luís Filipe de Souza Leão – desembargador e político brasileiro, senador do Império e ministro da Marinha;
João Leão - atual vice-governador da Bahia.
Domingos de Souza Leão, 2.° barão de Vila Bela – político brasileiro, presidente da província de Pernambuco;
Augusto de Souza Leão, barão de Caiará – político brasileiro, presidente da província de Pernambuco;
Inácio Joaquim de Souza Leão, barão de Souza Leão – político brasileiro, presidente da província de Pernambuco;
José de Souza Leão, barão de Gurjaú - coronel da Guarda Nacional e juiz de paz.
Joaquim de Souza Leão, barão e visconde de Campo Alegre;
Umbelino de Paula de Souza Leão, barão de Jaboatão - major da Guarda Nacional.
Antônio de Souza Leão, barão de Morenos;
Luís de Souza Leão - explorador pernambucano, foi o fundador de alguns povoamentos na região da Alta Paulista.
Eurico de Souza Leão - político, advogado e chefe de polícia pernambucano.
Manuel do Rego Barros Souza Leão - neto do visconde de Tabatinga, foi presidente da província do Piauí.
Maria Luiza de Souza Leão Gonçalves - neta de Luís Felipe de Souza Leão, casou-se com João Pessoa, sobrinho de Epitácio Pessoa.
Francisco Magariños de Souza Leão - filho do segundo barão de Vila Bela, casou-se com Erotides de Oliveira Castro, filha do barão de Benfica.
Carlota de Souza Leão - baronesa de Paraim, por seu casamento com o barão de Paraim, José da Cunha Lustosa, que vinha a ser irmão do barão de Santa Filomena e do 2.° marquês de Paranaguá.
Teresa Portela de Souza Leão - baronesa de Soledade, por seu casamento com o segundo barão de Soledade, José Pereira Viana. Era filha do barão de Souza Leão.
Inês Escolástica de Souza Leão - baronesa de Caxangá, por seu casamento com o barão de Caxangá, Lourenço Bezerra Alves da Silva. Era filha de José Felipe de Souza Leão, sobrinha do visconde de Campo Alegre e do barão de Morenos.
Célia de Souza Leão - primeira esposa de Miguel Arraes, mãe de Ana Arraes e Guel Arraes, e avó de Eduardo Campos. Era descendente do 2.° barão de Vila Bela.
João Cabral de Melo Neto - poeta e diplomata, era neto de Maria Rita de Souza Leão e bisneto de Felipe de Souza Leão.
Samuel de Souza Leão Gracie - diplomata, foi embaixador do Brasil no Chile (1940-1946), em Portugal (1947-1952) e no Reino Unido (1952-1956).
Armínio Fraga, economista, sócio-fundador da Gávea Investimentos e presidente do Banco Central do Brasil (1999-2003), é descendente do barão de Morenos.
Paulo Leão, ator e diretor de teatro, tv e cinema, premiado internacionalmente. É o criador do Teatro dos Sentidos e fundador da produtora OlharFilmes/Samsara Film
Esse foi o texto que conta antes da formação dessa cidade que apesar de está no interior tem uma importância gigante na história de Pernambuco.
Ao final da minha visita, voltei para casa não apenas com fotografias, mas com uma nova apreciação pela arquitetura colonial e pela rica história dessa cidade; Bonito-PE é, sem dúvida, um lugar onde a arte e a história se entrelaçam, criando um ambiente mágico que encanta a todos que têm o privilégio de visitá-la. Que possamos sempre valorizar e preservar essa riqueza cultural, garantindo que as futuras gerações possam também se maravilhar com a beleza do passado.
Até a próxima...








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John mais um vez parabéns excelente trabalho , excelente imagens excelente texto , aos que tem olhos para ver e ouvidos para ouvir , verão e escutaram a história , arquitetura , escultura , literatura , contaminados a história que alguns não querem que vejamos. Aos pesquisadores cabe utilizar a história como uma ferramenta arqueológica, e desvendar a história por trás da história .
ResponderExcluirAos que aceitam tudo sem pesquisar , fica apenas o legado de repetir o que não conhecem , falar o que os outros lhe repassam , e acreditar em estória e fechar os olhos para a história.
Parabéns John Wesley.
John mais um vez parabéns excelente trabalho , excelente imagens excelente texto , aos que tem olhos para ver e ouvidos para ouvir , verão e escutaram a história , arquitetura , escultura , literatura , contam a história que alguns não querem que vejamos. Aos pesquisadores cabe utilizar a história como uma ferramenta arqueológica, e desvendar a história por trás da história .
ResponderExcluirAos que aceitam tudo sem pesquisar , fica apenas o legado de repetir o que não conhecem , falar o que os outros lhe repassam , e acreditar em estória e fechar os olhos para a história.
Parabéns John Wesley.
Excelente recuperação da historia John, é muito importante manter na memória viva, fatos, imagens, literatura, historias propias do nossa identidade, de nosso povo, nossa comunidade, que nestos momentos perdem-se devido a que nossos jovens,(alguns) não tem interes de conhecer e a história perde-se no tempo geração tras geração.
ResponderExcluirPelos trabalhos da muita gente como John Wesley, neste caso, temos a esperança de que gerações futuras possa olhar ao passado lembrar e viver os bons momentos da nossa historia.
Deus abençoe, obrigado.
Preceptoria Templária Nacional da Venezuela da Nova Ordem de Cristo , eo uma honra ter o irmão colocando o seu comentário , e fazendo sua interpretação do texto estudo da Matéria. Entrarei em contato com o irmão no whatsapp. Esta publicação é um estado da importância desta vila tanto na arquitetura como , importância política , histórica , econômica ,Cultural, e a influência da Ordem Templária Ordem de Cristo e da recém chegada ao Brasil Maçonaria Inglesa , Maxuel Rodrigues.
ExcluirA cidade de Bonito é um município brasileiro localizado no agreste pernambucano e está próxima a outras importantes cidades turísticas do interior de Pernambuco, como Gravatá (55 km), Caruaru (55 km) e Garanhuns (140 km).
ResponderExcluirO antigo território do Bonito, cobria uma área irrigada pelos rios Ipojuca, Sirinhaém e Una. Limitava-se com Santo Antão, Limoeiro, Garanhuns e a província das Alagoas.
Bonito até se parece com um oásis no meio da secura nordestina, possui paisagens selvagens e verdejantes, e ainda tem dezenas de cachoeiras e quedas d’águas cristalinas.
Importante lembrar que a cidade de Bonito é considerada uma das sete maravilhas do estado de Pernambuco e muitos ainda a conhecem como a Hollywood do Agreste Pernambucano ...
Bonito é ainda conhecido popularmente como "Cidade das Águas",
Agradecido por poder ler e meditar em tão belo texto explicativo sobre as origens históricas que permeiam essa cidade.
José Ailton dos Santos.
Mestre Templário da Nova Ordem de Cristo.
Maçom regular da Grande Loja maçônica do estado do Ceará.
Membro da Antiga e Mística Ordem Rosacruz.
Membro da Sociedade das Ciências Antigas.
Membro da Fraternidade Rosacruz.
Membro da Ordem Crucífera Evangélica.
Membro estudante da Irmandade dos filósofos desconhecidos.
Parabéns irmão José Ailton , Mestre Templário da Nova Ordem de Cristo. Parabéns por seu estudo , parabéns por fazer uma pesquisa particular da nossa pesquisa. Estou honrando com seu comentário e sua pesquisa. Até os 16:00 estarei entrando em contato com o irmão no Whatsapp. Maxuel Rodrigues Nautonnier Grão Mestre da Nova Ordem de Cristo.
ExcluirAgradeço aos irmãos Mestre Templário José Ailton dos Santos e o irmão Grão Mestre da Preceptoria Templário Nacional da Nova Ordem de Cristo no Equador e Grão Mestre da Preceptoria Templária Nacional da Nova Ordem de Cristo na Venezuela @Dom SamuelAlexaDeGouveiaR por seus comentários
ResponderExcluirNo Blog ARTE E CULTURAL POR JOHN WESLEY.
Enviarei os certificados da Publicação 02
https://arteeculturaporjohnwesley.blogspot.com/2025/02/desvendando-nova-ordem-de-cristo.html
E Publicação 03 , publicação estudos da Nova Ordem de Cristo.
https://arteeculturaporjohnwesley.blogspot.com/2025/02/entre-arte-e-historia-um-encontro-com.html
Muito obrigado estarei enviando os 29 certificados a todos os irmãos tanto da Nova Ordem de Cristo , Maçons e demais Ordens Templárias pois a Nova Ordem de Cristo buscará intensivar as parcerias com Ordem Templária e Lojas Maçônicas com quem tratado de amizade , para executar o I Fórum de Artes Templárias Sul-americano no segundo semestre de 2025 , e primeiro semestre do ano de 2026.
Estamos enviando pois temos tratados de Amizades e vamos intensivar os laços de amizades com estas Ordens.
Maxuel Rodrigues de Moraes.
Nautonnier Grão Mestre da Nova Ordem de Cristo.
Um breve comentário sobre este imensurável trabalho histórico em minha visão como buscador de conhecimentos e um peregrino no galgar do templarismo.
ResponderExcluir"Descubri o encanto de Bonito, uma cidade localizada no agreste pernambucano, onde a natureza exuberante e a rica história se encontram. Próxima a outras importantes cidades turísticas do interior de Pernambuco, Bonito é um destino que oferece uma experiência única e inesquecível.
Com uma área irrigada pelos rios Ipojuca, Sirinhaém e Una, Bonito abriga uma paisagem selvagem e verdejante, com dezenas de cachoeiras e quedas d'água cristalinas. É um verdadeiro paraíso natural, considerado uma das sete maravilhas do estado de Pernambuco.
Conhecida popularmente como "Cidade das Águas" e também como a "Hollywood do Agreste Pernambucano", Bonito é um destino que encanta e inspira. Aos que têm olhos para ver e ouvidos para ouvir, Bonito oferece uma rica história, arquitetura, escultura e literatura.
É um convite para desvendar a história por trás da história, utilizando a história como uma ferramenta arqueológica. Aos pesquisadores e curiosos, Bonito é um destino que aguarda ser descoberto e explorado.
Luiz Gustavo de Carvalho, Grão-Mestre Templário do Acampamento Resiliência MG, Nova Ordem de Cristo Nautonnier, Grão Mestre Maxuel Rodrigues."