Igreja de Santo Antônio não nasceu isolada. Ela faz parte de um conjunto arquitetônico e paisagístico harmonioso e raro de se encontrar preservado hoje em dia. Situada lado a lado com o imponente Casarão do Jenipapo (cuja prancha técnica de restauro virtual e ilustração 2D tive o privilégio de produzir recentemente), a igreja funciona como a âncora espiritual de uma antiga estrutura de poder e vivência social do interior de Pernambuco.

Sua arquitetura, de linhas sóbrias que dialogam com o Ecletismo e a tradição das capelas rurais nordestinas, reflete o trabalho dos artífices do passado. São fachadas que ostentam o traço manual, frontões modelados em massa e portais que viram gerações cruzar seus limites para batizados, casamentos e as tradicionais festas de padroeiro — momentos em que a calçada da igreja se transforma no principal palco da vida comunitária.
Ensaio Visual: A Poética do Jenipapo e seus Arredores
Documentar visualmente este patrimônio é uma forma de garantir que ele permaneça visível. Através das lentes da fotografia documental, busquei capturar não apenas a simetria da fachada e a textura das paredes caiadas, mas a atmosfera que envolve a Vila do Jenipapo. O contraste do céu do Agreste com o contorno da platibanda, a proximidade com o casarão histórico e a calmaria dos arredores revelam a força plástica desse conjunto urbano único.
O trabalho de registrar esses monumentos através da fotografia e da ilustração vetorial 2D — transformando fachadas históricas em pranchas técnicas de preservação — é a nossa contribuição para o Acervo Virtual que busca catalogar a beleza esquecida das nossas cidades. Cada linha vetorizada, cada clique fotográfico e cada correção de perspectiva é um manifesto em defesa da nossa memória.
A Vila do Jenipapo nos lembra que a arte e a cultura não estão apenas nos grandes museus das capitais; elas resistem, imponentes e belas, nas curvas de uma estrada de terra e no frontão de uma velha igreja de vilarejo. Cabe a todos nós o papel de guardiões desse legado.
Fica o reconhecimento pela parceria do Museólogo e Presidente dos Museus do Homem do Campo e Joaques Borgonha Demolay Maxuel Rodrigues de Moraes que faz um brilhante levantamento histórico e tem feito parte dessa salva guarda da memória edificada de nosso estado.
Em breve novidades sobre esse conjunto histórico.





Parabéns por seu grandioso trabalho de catalogação museal por meio deste grande instrumento das artes visuais que é a fotógrafa. Seu trabalho vem a enriquecer a catalogação do Museu Jacques Borgonha de Molay também pelo Desenho 02 D , Vetorizado da Capela de Santo Antônio onde estão enterrados filhas do Capitão-mor Antônio dos Santos Coelho da Silva. Na Casa Grande do Jenipapo nasceram os grandes Políticos do Brasil, Domingos de Souza Leão o 2 Barão de Vila Bela e o Conselheiro Francisco Xavier de Paes Barreto.
ResponderExcluirO MUSEU JACQUES BORGONHA DE MOLAY TEM EM SUA COLEÇÃO OS PROJETOS PARA TELA EM DESENHO A LÁPIS Faber-Castell , EM PAPEL CANSON, E EM IA DE FRANCISCO PAIS BARETO E DE SUA MÃE ANNA VITÓRIA DOS SANTOS COELHO DE Maxuel Rodrigues de Moraes . COLEÇÃO DO Museu Jacques Borgonha de Molay .
ResponderExcluirAna Vitória dos Santos Coelho (nascida em 1792) foi morta em 10 de Janeiro de 1830 durante um violento atentado à Fazenda Poço de Patos. O ataque ocorreu devido a uma disputa política e territorial entre a família de seu marido, o Capitão-Mor Francisco Xavier Paes de Mello Barreto, e facções rivais lideradas por Manoel José de Siqueira.Detalhes do Contexto HistóricoVítima: Ana Vitória Coelho dos Santos.Marido: Capitão-Mor Francisco Xavier Paes de Mello Barreto.Filho: O conflito quase vitimou seu filho, Francisco Xavier Paes Barreto (que mais tarde se tornou senador e ministro no Império).
Quando Anna Victoria Coelho dos Santos nasceu em 1792, em Pernambuco no Brasil, seu pai, Capitão-Mor Antonio dos Santos Coelho da Silva, tinha 31 anos e sua mãe, Thereza de Jesus Leite, tinha 28 anos. Ela casou-se com Capitão-Mor Francisco Xavier Paes de Melo Barreto em 1813, na Fazenda de Jenipapo , de propriedade de seu pai , que era o Banco Templário da Ordem de Cristo na Província Imperial de Pernambuco no Brasil. Eles tiveram pelo menos 4 filhos e 7 filhas. Ela faleceu em 10 de janeiro de 1830, em Cimbres, Pesqueira, Pernambuco, Brasil, com 38 anos, e foi sepultada em Jenipapo, Sanharó, Pernambuco, Brasil.
Local: A Fazenda é agora atual Vila de Jenipapo atualmente distrito de Sanharó, a região ficava próxima a Cimbres e Pesqueira, no Agreste de Pernambuco.
Conselheiro Francisco Pais Barreto.
Cavaleiro Templário da Ordem de Cristo.
Filho de Anna Vitória dos Santos Coelho.
Neto do Capitão-Mor Antônio dos Santos Coelho da Silva.
Nascido em Cimbres (PE) e falecido no Rio de Janeiro, foi bacharel pela Faculdade de Direito de Olinda (1842). Eleito deputado geral (1850) por Pernambuco, permaneceu na Câmara até 1864, quando se elegeu senador. Foi presidente da província da Paraíba (1854), do Ceará (1855), do Maranhão (1857) e da Bahia (1858).
Francisco Xavier Paes Barreto nasceu em Pernambuco, na cidade sertaneja de Vila de Cimbres, em 17 de setembro de 1821. Em sua carreira na magistratura, foi promotor público em Recife e juiz de direito das Comarcas de Limoeiro, Santo Antão, Rio Formoso e Olinda. Foi ainda chefe de polícia das Províncias do Piauí e de Alagoas, e presidente das Províncias da Paraíba, do Ceará, do Maranhão e da Bahia. Além da pasta da Marinha, assumiu também o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Foi, também, deputado-geral e senador, recebendo o título de Conselheiro do Império. Enquanto Ministro da Marinha, reorganizou o Quartel-General da Marinha; criou a Escola de Maquinistas, propiciou a implantação do Estabelecimento Naval de Dourados, em Mato Grosso, iniciou o Estabelecimento Naval de Itapura, em São Paulo, e reformulou os arsenais de Marinha do Império.
O FÓRUM DE ARTES TEMPLÁRIAS SUL-AMERICANO.
Tem sua agenda de atividades de 10 a 20 de Agosto e dando continuidade as atividades Educacional Museal do Museu Jac ques Borgonha de Molay teremos a I SEMANA DE ARTES HISTÓRICAS E FILOSÓFICAS DE SANHARÓ.