Nessa semana tive a oportunidade de visitar a Associação dos Artesãos e Artesãs em Barro e Moradores do Alto do Moura (ABMAM), um lugar que pulsa arte, história e tradição. Situada à beira do Rio Ipojuca, essa comunidade é famosa por sua rica herança cultural, especialmente pela influência do icônico Mestre Vitalino, cuja obra continua a inspirar e moldar a identidade local.
A atmosfera do Alto do Moura é unico. O cheiro do barro fresco e o som dos artistas moldando suas peças criavam uma sinfonia única, onde cada batida do martelo e cada toque nas mãos dos artesãos contam uma história. A ABMAM, fundada em 1981, é um verdadeiro marco de resistência e união, uma coletividade que busca garantir a preservação de suas tradições e a valorização de suas vozes.
A ABMAM não é apenas um espaço de exposição, mas uma verdadeira casa coletiva. Os artesãos e artesãs se reúnem para debater, defender e propor estratégias que visam à melhoria de suas vidas e à preservação de seu legado. É impressionante ver como essa união fortalece a comunidade e promove não apenas a arte, mas também um senso de pertencimento e solidariedade entre as famílias.
Neste momento, a associação está com a exposição "Loceiros", que reúne obras de diversos artistas da comunidade. A visita à exposição foi uma experiência enriquecedora, onde pude ver de perto a diversidade e a criatividade que brotam desse solo fértil. Cada peça era uma expressão de amor e respeito pela cultura local, refletindo as vivências e as emoções de seus criadores.

























Parabéns excelente trabalho , um verdadeiro histórico da cultura Pernambucana.
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