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Lançamento dos selos Mercosul – Tecidos Artesanais: Chita

Na ultima semana a Biblioteca Municipal Álvaro Lins sediou, na segunda-feira dia (9), o lançamento da “Emissão Especial Série Mercosul – Tecidos Artesanais: Chita”, promovido pelos Correios, em parceria com a Prefeitura de Caruaru e a Fundação de Cultura. Os selos destacam o tecido de cores vibrantes e estampas florais, símbolo da cultura nordestina.A emissão integra a Série Mercosul, que destaca aspectos culturais dos países do bloco por meio da filatelia. Quatro selos compõem o bloco, representando festas juninas, moda, danças populares e decoração, eles podem ser adquiridos no site e nas agências dos Correios. Além de Caruaru, o lançamento também foi realizado em Fortaleza, Porto Velho, Salvador e São Paulo.

Esta iniciativa junto aos correios de trazer esse lançamento conceteza contou com a iniciativa do Diretor dos Museus e Bibliotecas de Caruaru-PE George Pereira e do Presidente da Fndação de Cultura de Caruaru Hérlon Cavalcanti.

 “A chita está presente no tema do nosso São João, nas quadrilhas, na decoração e em toda a parte visual. Ela também tem relação com a nossa feira, com a economia e com a história da cidade” Hérlon Cavalcanti




Detalhes Técnicos: 

Edital nº 2 Arte: Jô Oliveira Valor facial: R$ 25,00 (R$ 6,25 cada selo) Impressão: Casa da Moeda do Brasil Processo de Impressão: ofsete Papel: cuchê gomado Tiragem: 15.000 blocos Bloco com 4 selos Dimensões do bloco: 170 x 190mm Dimensão do selo: 38 x 76mm Área de desenho: 33 x 71mm Picotagem: 11,5 x 11,5 Data de emissão: 9/3/2026 Locais de lançamento: Caruaru/ PE, Fortaleza/CE, Porto Velho/RO, Salvador/BA e São Paulo/SP Coordenação: Departamento de Relacionamento Institucional/ Correios Os produtos podem ser adquiridos nos canais físicos e digitais dos Correios. Cód. comercialização: 852101465


Sobre o Bloco:

O bloco é composto por um conjunto de quatro selos que apresenta a chita como fio condutor da cultura popular brasileira, destacando sua presença vibrante em diferentes expressões. O primeiro selo mostra a chita nas tradicionais roupas usadas nas festas juninas. No segundo selo, o tecido ganha destaque na moda, aplicado principalmente em vestidos, ressaltando a chita como símbolo de identidade estética e criatividade artesanal. A chita marca presença em danças populares dos folguedos no terceiro selo, em trajes coloridos e floridos. Por fim, no quarto selo, o tecido é utilizado como elemento central na decoração, em itens como almofadas, cortinas, abajures e bonecas, ultrapassando o vestuário e se integrando ao cotidiano doméstico, consolidando- -se como patrimônio visual da cultura brasileira. A técnica usada foi desenho com lápis e nanquim sobre papel aquarela.

Pano brasileiro 

Tecido cem por cento algodão, estampado em cores vivas com motivos florais, a chita se espalha pelo país e enche de cores festas juninas, bumba meu boi, maracatu, cirandas, jongo, e outras manifestações culturais. E sai do folclore para o figurino do movimento hippie nos anos 60, para subir às passarelas, virar cortininha, colcha e toalha de mesa em casas rurais, revestir cenários, fazer figurinos, ser eferência para artistas plásticos e designers. A origem da chita remonta aos séculos 15 e 16, com a chegada de colonizadores europeus à Índia. Ali, já se praticava a estamparia com carimbos sobre o tecido de algodão – fibra desconhecida na Europa até então, e que vicejava em regiões tropicais. Os motivos eram florais, geométricos, arabescos, característicos da religião islâmica praticada no país (junto com o hinduísmo). Chamava-se chint, que significa “pinta” ou “mancha”, em híndi (a língua falada e literária da Índia). Em Portugal, recebeu o nome de “pintado” e, na Inglaterra, chintz. Os tecidos estampados indianos chegaram ao Brasil no século 17. Mas a produção da nossa chita só começou mesmo no século 20, na fábrica de tecidos criada pela família Mascarenhas em Curvelo, Minas Gerais, em 1868. Sua estamparia, porém, só foi inaugurada em 1908. E, em 1914, teve início a produção de chita, seu único produto até 1961. O tecido ganhou variantes: chitinha, quando estampado com flores miúdas, chita para tamanhos regulares e chitão, designação surgida nos anos 50, e que se caracteriza por estampas florais imensas, em cores vivas, com traços de grafite delineando contornos. Na virada do milênio, a chita ganhou grande visibilidade, conquistando novos espaços, que enche de cores, vibração e beleza. Sem, porém, jamais perder sua essência de festa do interior, brincadeira de criança, singeleza e, sempre, muita alegria. É cara do Brasil. 

Renato Imbroisi Designer de artesanato e Maria Emilia Kubrusly Escritora

https://www.correios.com.br/educacao-e-cultura/filatelia/arquivos/copy2_of_2025/edital_2_2026_a4_chita_web.pdf

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