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Pesquisa Ação Arcoverde - Parte II

Parte II, Continuação: 


COLEÇÃO DA BIBLIOTECA KEOPS DO MUSEU DO HOMEM DO CAMPO. 

PRESIDENTE MAXUEL RODRIGUES.

 História de Arcoverde

 A primeira menção oficial ao povoado Olho d’Água nos livros de atas das sessões da Câmara de Cimbres (atual Pesqueira) data de 1812, fazendo referência à nomeação de José dos Reis Lima para servir no cargo de juiz do Limite desse povoado e de seus subúrbios. Há uma hipótese de que foi também nesse ano (ou dois ou três anos depois) que o capitão Leonardo Pacheco Couto chegou à Fazenda Santa Rita, em Olho d’Água, onde já havia uma povoação com cerca de meia dúzia de casas, em uma das margens do Riacho do Mel. Ele mandou construir em terras de sua fazenda, perto da povoação e a cerca de sete quilômetros da casa da propriedade, a igrejinha de Nossa Senhora do Livramento de Olho d’Água, da freguesia de Cimbres, doando como patrimônio um terreno de 100 braças de frente por uma légua de fundo. A construção da igreja deu outra vida ao povoado de Olho d’Água, do qual se originou Arcoverde.

O Cardeal Arcoverde:

Registro de batismo.

 "Aos vinte de janeiro de mil oitocentos e sessenta e nove, de minha licença o Reverendíssimo Franciscano frei Claudino da Sacra Família, na Capela de Olho d'Água dos Bredos futura Pesqueira, filial d'esta freguesia, batizou e pôs os Santos óleos = á JOAQUIM = branco, com idade de dois dias, filho legitimo de Antonio Francisco de Albuquerque Budá e de sua mulher D. Marcolina Dodothéa de Albuquerque; padrinhos: Leonardo Pacheco Couto e Anna Antônia Cordeiro. E para constar fiz-se este assento em que assino. O vigário Firmino José de Figueiredo”.

 Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, mais conhecido como Cardeal Arcoverde (Cimbres, 17 de janeiro de 1850 — Rio de Janeiro, 18 de abril de 1930), foi um sacerdote católico brasileiro, primeiro a ser elevado ao título e dignidade de cardeal na América Latina.

 

Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti

Cardeal da Santa Igreja Romana

Arcebispo do Rio de Janeiro

1º Cardeal do Brasil

 

Atividade eclesiástica

Diocese

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

Nomeação

31 de agosto de 1897

Entrada solene

24 de outubro de 1897

Predecessor

João Fernando Tiago Esberard

Sucessor

Sebastião Cardeal Leme da Silveira Cintra

Mandato

1897–1930

Ordenação e nomeação

Ordenação presbiteral

4 de abril de 1874

Arquibasílica de São João Latrão

por Costantino Cardeal Patrizi Naro

Nomeação episcopal

26 de junho de 1890

Ordenação episcopal

26 de outubro de 1890

Vaticano

por Mariano Cardeal Rampolla del Tindaro

Nomeado arcebispo

24 de agosto de 1897

Cardinalato

Criação

11 de dezembro de 1905

por Papa Pio X

Ordem

Cardeal-presbítero

Título

São Bonifácio e Santo Aleixo

Brasão

 

Lema

DOMINI FORTITUDO NOSTRA

A nossa força é do Senhor

Dados pessoais

Data de Nascimento:17 de janeiro de 1850

Local:Cimbres

Morte: Rio de Janeiro

18 de abril de 1930 (80 anos)

Nacionalidade

brasileiro

Progenitores

Mãe: Marcelina Dorotéia de Albuquerque Cavalcanti

Pai: Antônio Francisco de Albuquerque Cavalcanti

Funções exercidas

-Bispo de Goiás (1890–1891)

-Bispo coadjutor de São Paulo (1892–1894)

-Bispo de São Paulo (1894–1897)

Títulos anteriores

-Bispo titular de Argos' (1892-1894)

Sepultado

Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro

dados em catholic-hierarchy.org

Cardeais

Categoria:Hierarquia católica

Projeto Catolicismo

Foi reitor do Seminário de Olinda; décimo bispo nomeado de Goiás; décimo bispo de São Paulo; e décimo-terceiro bispo e segundo arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

 

Biografia

 

Nasceu em Cimbres , no sítio Olho D'água dos Bredos, atual município de Pesqueira, no estado de Pernambuco, e era filho de Antônio Francisco de Albuquerque Cavalcanti e de Marcelina Dorotéia de Albuquerque Cavalcanti. Faleceu aos oitenta anos, na cidade do Rio de Janeiro, como seu arcebispo, estando sepultado na catedral metropolitana daquela cidade.

Aos 13 anos, entrou para o Seminário Menor de Cajazeiras, na Paraíba. Aos 16 anos, em 1866, seguiu para Roma, onde cursou Ciências e Letras, Filosofia e Teologia, tendo concluído seus estudos no Pontifício Colégio Pio Latino Americano.

 

Ascendência

 Descendia de Filippo Cavalcanti, italiano de Florença, e Catarina de Albuquerque.Catarina, por sua vez, era filha do português Jerônimo de Albuquerque, cunhado de Duarte Coelho (primeiro capitão-donatário de Pernambuco) com a nativa Muira Ubi da etnia tabajaras, também conhecida como Maria do Espírito Santo Arcoverde. Muira era a filha do chefe tupi Arcoverde.

 O português Leonardo Pacheco Couto nasceu em 1779 (ou 1780) na ilha de São Miguel (arquipélago dos Açores), filho de Duarte Pereira e Francisca da Piedade, e faleceu no dia 2 de julho de 1870, na Fazenda Santa Rita. Ele tinha propriedades nessa ilha, das quais continuou a receber rendimentos depois que veio para o Brasil e se instalou em sua fazenda, em Olho d’Água. No dia 24 de novembro de 1818 Leonardo Pacheco Couto casou-se com Ana Antônia Cordeiro do Rego, então residente na serra das Varas. Em 1819 nasceu o primeiro dos 11 filhos do casal, Veríssimo José do Couto.

 Em 1841 a Câmara de Cimbres, sob a presidência de Isidoro Camelo Pessoa de Siqueira Cavalcanti, enviou ao governo da Província, para apresentação à Assembleia Legislativa, uma representação dos habitantes de Olho d’Água, pedindo a nomeação de um juiz de Paz, em vista de já possuírem uma capela curada desde o dia 28 de fevereiro desse mesmo ano. Além disso , pediam também a criação de uma cadeira de primeiras letras (ata da sessão extraordinária de 28 de dezembro de 1841). Em 2 de maio de 1844 o povoado de Olho d’Água tornou-se 2º distrito do município e freguesia de Cimbres, em decorrência da Lei Provincial nº 142. Em 9 de setembro do mesmo ano, em sessão extraordinária da Câmara de Cimbres, foram nomeados juízes de Paz do distrito de Olho d’Água os senhores Joaquim Severiano de Albuquerque, Joaquim Rodrigues de Araújo, João Cordeiro do Rego e Leonardo Pacheco Couto (tratando-se este de Leonardo Pacheco Couto Filho, ou Leonardo “Duque”, sexto filho do casal Leonardo Pacheco Couto e Ana Antônia Cordeiro do Rego).

 

Em 1848 o capitão Antônio Francisco de Albuquerque Cavalcanti (que ficou conhecido por capitão Budá) casou-se com Marcolina Dorothéia Pacheco do Couto, sétima dos 11 filhos de Leonardo Pacheco Couto e Ana Antônia Cordeiro do Rego. O primeiro filho do casal (nascido no dia 17 de janeiro de 1850) foi D. Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, o primeiro cardeal do Brasil e da América Latina, conhecido por Cardeal Arcoverde. Ele nasceu na Fazenda Fundão, em Olho d’Água, que era vizinha à Fazenda Santa Rita, do seu avô materno, Leonardo Pacheco Couto.

 

Em 1865, no vale formado pelos serrotes do Retiro e do Cruzeiro, e da serra da Aldeia Velha, o aglomerado de casas que se havia formado já apresentava aspecto de um povoado. Nesse ano, foi reconstruída a igreja de Nossa Senhora do Livramento, mandada erigir por Leonardo Pacheco do Couto. Nessa época começaram a surgir as primeiras casas de comércio e, em 1891, o desenvolvimento do povoado era tamanho que o então município de Cimbres elevou-o à categoria de distrito, anexando-o ao seu território. Pouco tempo depois, no entanto, voltou a ser simples povoado, situação que permaneceu por quase 20 anos. O topônimo foi mudado para Olho d’Água dos Bredos e a primeira menção a essa nova denominação aparece em 1890, na ata de uma das sessões do Conselho da Intendência do Município de Cimbres.

 

Em 1 de julho de 1909 a Lei Estadual nº 991 elevou o povoado de Olho d’Água dos Bredos à categoria de vila. Uma Resolução do Conselho Municipal de Cimbres, comunicada ao governador em ofício de 19 de março de 1912, mudou a denominação de Olho d’Água dos Bredos para Rio Branco, em homenagem ao Dr. José Maria da Silva Paranhos Jr., o barão do Rio Branco, histórico chefe da diplomacia brasileira, falecido no dia 10 de fevereiro desse mesmo ano. O distrito foi criado em 12 de novembro de 1912, pela Lei Municipal nº 18, como 7º distrito do município de Cimbres. Nessa época já possuía uma agência postal, criada em 1910, e já era ligado à capital do estado pela via férrea que fora inaugurada em 13 de maio de 1912 pelo então governador, general Emídio Dantas Barreto. No frontão de cada lado da pequenina estação a Great Western mandou inscrever a denominação “Barão do Rio Branco”.

 Depois da inauguração da ferrovia, outro fator que muito contribuiu para a consolidação econômica do local foi a criação da feira de gado, em 1916. Em 1917 foi inaugurada a iluminação elétrica pública e particular, fato que se deve à iniciativa do Sr. Augusto Cavalcanti que, pouco tempo depois, foi responsável também pela inauguração do primeiro cinema do distrito, o Cine Rio Branco. A freguesia foi criada no dia 31 de agosto de 1919, desmembrada da freguesia de Pesqueira (ex-Cimbres). Por provisão de D. José Antônio de Oliveira Lopes, bispo de Pesqueira, o primeiro vigário foi o padre José Kherle, nascido em Reinstten (Wuttemberg, Alemanha). Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1 de setembro de 1920 o distrito de Rio Branco aparece no município de Pesqueira (ex-Cimbres), com essa denominação desde 1913.


A Lei Estadual nº 1.931, de 11 de setembro de 1928, criou o município de Rio Branco formado pelo território do distrito de mesmo nome, desmembrado de Pesqueira, acrescido de parte da Fazenda Tatu, desmembrada de Buíque. Essa mesma lei concedeu ao distrito de Rio Branco foros de cidade e sede do município. Foi instalado em 1 de janeiro de 1929 e o seu primeiro prefeito, eleito no dia 30 de setembro de 1928, foi o Cel. Antônio Japyassu. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933 o município é constituído apenas do distrito sede. A comarca de Rio Branco foi criada em 13 de junho de 1934 através do Decreto nº 305, sendo instalada no dia 18 do mesmo mês, pelo juiz Agrício da Silva Brasil; é classificada como comarca de 2ª entrância. Pelo Decreto-lei Estadual nº 952, de 31 de dezembro de 1943, o município, termo e comarca de Rio Branco tiveram o topônimo alterado para Arcoverde, em homenagem ao Cardeal Arcoverde, natural do município, falecido no Rio de Janeiro, no dia 18 de abril de 1930. Em divisão territorial datada de 1 de julho de 1960 o município é constituído apenas do distrito-sede, assim permanecendo em divisão territorial de 2005.

 FRANCISCO RICARDO NOBRE O INGLÊS DA VOLTA E SUA DESCENDÊNCIA.

DESENHO PROJETO PARA TELA DE FRANCISCO RICARDO NOBRE O INGLÊS DA VOLTA COM BASE EM ESTUDO DE SEUS DESCENDENTES. DESENHO DO ARTISTA PLÁSTICO MAXUEL RODRIGUES.

 

Tem inicio o século XIX e por trás da galharia esturricada e da aridez do clima quente do Pajeú e semi árido do Agreste  , o clima , seco e quente nos meses correspondentes à primavera , verão e outono, imprimem um caráter adusto e ríspido aos seus habitantes , nosso clima e natureza se assemelha ao do território Templário de Ponferrada na Espanha.

Para sobreviver ao meio hostil fecham-se como estômatos criando proteções que tenham um pouco de umidade , um pouco de sentimento . Escondidos por dentro do temperamento seco e ríspido , seus habitantes preservam os traços da organização transoceânica Medieval Borgonha Francesa e Européia  Borgonha.

Uma boa porção dos seus primitivos habitantes europeus veio parte da Escócia , Inglaterra , do norte de Portugal e principalmente vinham das margens do Río Douro onde viviam em seus feudos estruturando uma economia mercantilista nas suas Capitanias e Sesmarias hereditárias nos seus territórios dentro de Pernambuco e em todos os seus territórios no Brasil.

Enviando seus filhos ou parentes que sempre chegavam contando estórias para os trabalhadores simples que aqui contratavam ou a seus escravos. Alguns destes descendentes Borgonhas eram da Casa da Torre.

Os Garcias D'Ávila provinham das cercanias de Povoa do Varzim, (Bandeira,200), e na região do Porto ao Minho, uma área agrícola do norte de Portugal, o projeto com ares de aventura e metas de aumentar suas riquezas no além mar foi estruturado, com o sucesso dos seus parentes que aqui no Brasil se instalaram.


Ruínas do Castelo da Torre . A Casa da Torre de Garcia d'Ávila é uma construção histórica localizada na Praia do Forte, no município de Mata de São João, no estado brasileiro da Bahia. Com igreja em formato Templário Octogonal.

 

 

Demostravam em visita as Casas dos seus parentes Borgonhas mais riquezas que seus parentes que permaneceram em Portugal como relata Nelson Barbalho no livro Cronológica Pernambucana volume 07 que narra os acontecimentos Pernambucanos de 1713 a 1750.

Os primeiros colonizadores investidores foram transplantados dos seus feudos medievos portugueses para suas Sesmarias que eram gigantescas fazendas do então agronegócio nordestino daquela época.

 

A riqueza acumulada por Antônio Vieira de Melo em sua imensa Sesmaria do Ararobá , que exportava , açúcar , café , gado , algodão.

Despertara  em seus parentes Borgonhas Português, da Inglaterra e Escócia a vontade de tomar posse de suas Sesmarias Hereditárias nos sertões de Pernambuco , terras tão lucrativa deveriam ser olhadas com mais carinho.

A  expansão financeira do Capitão-mor Antônio dos Santos Coelho  , apartir de 1805 exportando seu algodão, café , e o açúcar que ele produzia em milhares de toneladas para a Inglaterra após o decreto de livre comércio por meio do Conselho Templário ultramarino da Ordem de Cristo no Recife do qual ele como Cavaleiro da Ordem de Cristo era o gestor.

Os descendentes de Henry SantCly daquele tempo, que aqui em Pernambuco adotaram o sobrenome de Cavalcanti , que no ano de 1777 já demostravam um poder econômico incrível .

É de julgar um pouco a época do atraso educacional da região , com analfabetismo dos colonos meeiros simples.

Não tendo experimentado o impulso renascentista que  preparou a futura revolução industrial européia , os campos e Sesmarias que tinham a gestão de portugueses  no século XVIII, tinham o aspecto feudal . Nas sedes das grandes Fazendas Sesmarias os senhores do açúcar do século XVII traziam sua cultura pura. A cultura foi transplantada de forma sem sofrer alterações.

As ligações de parentesco interligam cada vez mais os parentes Borgonhas As famílias que já eram interligadas as principais famílias do Agreste e do Sertão se unem formando uma força maior que a coroa Portuguesa.

É que poucos foram os primeiros investidores do nordeste Brasileiro chegados da Europa no século XVII, poucos foram os que conseguiram adentrar em suas  sesmarias hereditárias localizadas nos sertões, e poucas eram suas filhas avidamente procuradas pelos jovens Europeus que chegavam em profusão na primeira metade do século XVIII.

O imaginário sertanejo manteve os romances de cavalaria Templária do Medievo .

A literatura oral , que se integra no cordel preserva um pouco dos romances clássicos, a história de Carlos Magno e os doze pares Borgonha da França o Rei descendente de Salomão.Carlos Magno ou Carlos, o Grande (em latim: Carolus Magnus, em alemão: Karl der Große, em francês: Charlemagne) (nasceu em 2 de abril de 742 – Aachen, 28 de janeiro de 814) foi Rei dos Francos a partir de 768, Rei dos Lombardos a partir de 774 e Imperador dos Romanos a partir do ano 800. Durante o início da Idade Média, Carlos Magno uniu a maior parte da Europa ocidental e central. Ele foi o primeiro imperador reconhecido a governar da Europa ocidental desde a queda do Império Romano do Ocidente cerca de três séculos antes. O Estado franco expandido que Carlos Magno fundou é conhecido como o Império Carolíngio. Mais tarde, ele foi canonizado pelo antipapa Pascoal III. Muitos dos episódios dos contos de Chaucer (Kanterbury Tales), as Guerras de Saladino, as proezas de Carlos Martel, a lenda de Roland, a gesta de Robin Hood, os Cavaleiros da Távola Redonda e os do Santo Graal.

Esta é a base do saber dos contadores , tão típicos do sertão do Pajeú.

 

O Agreste Pernambucano e o Pajeú viviam uma gestão Medieval idêntica a realizada pelo Conde Portucalense Dom Henrique .

Henrique de Borgonha, conhecido em Portugal por Conde D. Henrique (Nasceu em Dijon, 1066 – Astorga, e faleceu em 22 de maio de 1112), foi conde de Portucale desde 1096 até à sua morte. Pertencia à família ducal da Borgonha, sendo filho de Henrique, herdeiro do duque Roberto I com Sibila da Borgonha, e irmão dos também duques Odo I e Hugo I.

 

FRANCISCO RICARDO NOBRE , QUE TAMBÉM ASSINAVA FRANCISCO RICARDO NOBRE CAVALCANTE.

 

O inglês da Volta , da Fazenda Volta , em Jabitacá , ribeira do Pajeú , permanece ainda para alguns historiadores uma grande incógnita.

A sua naturalidade Inglesa é comprovada em documentos da época.

Só descobertos pelos historiadores Yone Sampaio e Geraldo Tenório Aoun no ano de 2001. Trata-se da resposta a uma indagação sobre estrangeiros resistentes no interior da Província de Pernambuco enviada ao Chefe de Polícia, no Recife.


LIVRO DE YONE SAMPAIO & GERALDO TENERIO AOUN. COM 600 PÁGINAS QUE FALA SOBRE OS DESCENDENTES DO INGLÊS DA VOLTA. COLEÇÃO DA BIBLIOTECA KEOPS DO MUSEU DO HOMEM DO CAMPO.

 

Diz a Resposta:

Ilmo. Sr. Doutor Abílio José Tavares da Silva.

Ilmo.Sr.

Em resposta a circular n-129, 11 de novembro deste ano cumpre declarar que procedendo as devidas indagações a pessoas soube que existe neste termo , desde menor idade (13 anos). Francisco Ricardo Nobre , natural da Inglaterra, o qual não tem sido considerado como britânico ( Ganhou Nacionalidade Brasileira) , pois fora casado com brasileira da qual teve filhos e tem sido qualificado votante ( Votar naquela época era atribuição dos nobres , mas muito nobres).

Prevaleço-me desta ocasião para reiterar meus protestos de estima e consideração.

Deus guardei a V.As.

Delegacia de Polícia de Ingazeira, cópia do dias 29 de dezembro de 1862.

Laurindo de Vasconcelos Callaça Britto, Delegado.

 

O original encontra-se no livro de correspondência da Delegacia da Ingazeira, no Arquivo Público de Pernambuco.

Este documento foi procurado por Yony Sampaio por 20 anos. Ele comprova que a tradição oral espelha a verdade. Além disso,  comprova que chegou menor de idade e que em 1862 já era viúvo.

Documentadamente aparece estabelecido na volta na primeira metade do século XIX e deixa extensa descendência.

O Pajeú passou a ser colonizado apartir de 1667 quando os Oliveira Ledo , vindos do São Francisco , sobem pelo Pajeú para a Borborema da Campinas Grande , fundando o arraial dos Cariris Velhos.

As terras do Moxotó são de propriedade da Casa da Torre , mas , no alto Pajeú, aproximam-se as nascentes do Pajeú, do Moxotó e do Paraíba , surgindo questões sobre propriedade dessas terras. Uma destas questões envolve de um lado a Casa da Torre e do outro os Burgos, (As terras da ribeira do Moxotó – em língua nativa: “rio de índios bravios” – foram inicialmente concedidas em sesmaria ao ouvidor Cristóvão de Burgos e conferia: cerca de dez léguas, cinco para cada lado do rio, inseridas entre os atuais municípios de Sertânia e Iguaracy. A partir de 1658, porém, novas doações seriam realizadas na região, desrespeitando a original).

Os Burgos como vimo eram possuidores de Sesmarias Hereditárias no Moxotó. Dessa questão resultaram vendedores descendentes por direito dos Burgos.

Esta concessões de terras em forma de Sesmarias na região que formaria Garanhuns formam a sesmaria dos Burgos, com 30 léguas concedidas em 22 de dezembro de 1671 a um grupo de pessoas liderada por Maria de Burgos e que se limitava à sesmaria dos Aranhas, indo ao sul até Quebrangulo (AL) e até à serra de Palmeira dos Índios (AL); a dos Vieira de Melo, 20 léguas concedidas em 23 de dezembro de 1671 a um grupo liderado por Bernardo Vieira de Melo e que tinham seus limites até as proximidades do atual município de Caruaru e, ao sul, até o atual município de Quipapá; a do Moxotó, concedida em 17 de maio de 1688 e doada posteriormente à congregação religiosa de São Felipe Neri e que tinha seus limites territoriais até o município de Sertânia.

Estas sesmarias começavam na Bahia e adentravam até Pernambuco, visto que esta família recebeu direto de Hereditariedade em nas duas  capitanias Hereditárias.

Em 1790 Jacinto José Benevides e sua mulher D.Manuela Maria de S. José Burgos Pacheco, moradores na Bahia , possuidores do Sítio Volta. “ Em virtude de uma Sesmaria demanda e qualificada pelo Supremo Tribunal da Caza da suplicação , que a seu favor alcançou… contra a Casa da Torre da cidade da Bahia. A venderam, a 14 de Maio de 1790 através de seu procurador tenente João Marinho Falcão , por cento e cinquenta mil reis , a Francisco Barbosa da Silva , considerado o fundador de Varas , João Evangelista da Silva, José Themotheo da Silva Vasconcelos , Antônio de Amorim e Silva, e Gonçalo Francisco da Silva , com escritura passada na própria fazenda volta. Assim em 1790 a Fazenda Volta já estava e povoada.

O Capitão Francisco Barbosa da Silva iniciou a construção da capela em 1818, segundo a memória , mas a mesma só foi concluída em 1837, com patrocínio de N. Sra. Conceição , pela viúva, Leonor Francisca de Carvalho.

Um dos proprietários de 1790 era Antônio de Amorim e Silva. Conforme tradução oral o inglês da Volta casou com uma filha de Joaquim Amorim. Qual o parentesco de Joaquim de Amorim, e Antônio Amorim?

A filha de Joaquim nesta tradição chamava-se Teresa Amorim.

Vejamos um pouco o que existe sobre esses proprietários da fazenda Volta.

O capitão Francisco Barbosa da Silva  tem inventário procedido em 1834 , no qual consta seu testamento.

Casado com D. Leonor Francisca de Vasconcelos , transcrevo partes:

“ Testamento feito a 26/03/1832 nesta fazenda das Varas , lugar da minha residência…sou natural da freguesia de N. Sra. da Conceição vila de Flores, filho legítimo de João Evangelista da Silva e Cipriana Barbosa da Silva , sou casado com Leonor Francisca de Vasconcellos… de cujo matrimônio não tive filhos e nem os tenho naturais ou ilegítimos…(nomeio) testamenteiros em primeiro lugar minha mulher Leonor Francisca de Vasconcellos…(pede) para ser sepultado na capela da fazenda de Varas…(E deixa vários legados).Deixo para acabar a igreja da vila de Flores…Deixo as minhas seis (6) sobrinhas, filhas filhas do meu falecido irmão José Themotheo de Vasconcelos 400$...Deixo a outras  sobrinhas minhas, filhas do alferes Gonçalo Francisco da Silva… Deixo tpara Barbabé Vieira de Vasconcelos e Jesuína Barboza da Silva , filhos de país incognitos, 200$...”

Neste Testamento são mencionados quatro dos cinco compradores da Fazenda Volta, todos parentes. Há ainda , em 1894, um libelo civil de D. Leonor Francisca de Vasconcellos , moradora no distrito de Varas (já viúva) , contra Gonçalo Francisco da Silva (que como visto, era seu cunhado).

Há documentos que comprovam também a presença de Antônio de Amorim e Silva. Em processo de 1931 , Francisco Bernardo da Silva , casado com Bárbara Maria dos Santos, herdeiros do finado Lourenço José Martins dos Santos, consta a seguinte certidão.

“ A 01/07/1802 na Fazenda das Varas, freguesia de Cabrobó, o Reverendo Francisco Barbosa Nogueira casa Francisco Bernardo de Amorim , natural da freguesia de Cabrobó, filho legítimo de Antônio de Amorim e Silva e Filippa Maria de S. Tiago, com Barbara Maria dos Santos , natural desta freguesia de Cabrobó, filha legítima de Lourenço José Martins dos Santos e Ana Rita da Silva, dispensados de 2° grau de sanguinidade , sendo testemunhas Firmino Antônio dos Santos e Antônio Pires da Silva, casados.”

Esta certidão fornece o nome da esposa de Antônio de Amorim e Silva e mostra o casamento de um seu filho, Francisco Bernardo de Amorim em 1802. Pelas datas a esposa do inglês seria neta e não filha de Antônio Amorim e Silva. De 1840 existe processo de dívida de Alexandre de Amorim Silva. Em 1853 , é testemunha Agostinho José de Siqueira Amorim Silva, branco casado, morador na povoação de Varas, de 47 anos, agricultor. Barbara Maria dos Santos , mencionada no processo de 1831 tem inventário de 1856 , no qual são herdeiras duas filhas , casadas respectivamente com Joaquim José de Amorim e Joaquim d’Amorim e Silva. Aí está Joaquim d’Amorim e Silva , dado como pai de Teresa, esposa do inglês da Volta.

O Padre Carlos Cottard, em suas Notas no Livro de Tombo de Afogados, também refere-se aos Amorim.

“Joaquim Amorim criou a fazenda Curral Velho, hoje Volta. Morava no lugar onde hoje está Manoel Vidal. Uma filha dele, Teresa, casou com um inglês, dizem que o nome aproximativo Wrigt Janon, que tomou o nome de Francisco Ricardo Nobre Cavalcanti”.

“Joaquim Amorim era português e morava [como dito antes] na Volta então curral velho “.

“Francisco Barbosa zangou-se com os vizinhos do Riachão e retirou-se para Riacho da Varas”.

“ O primeiro fazendeiro do Riacho das Varas, tinha o nome Francisco Barbosa de Sobral. Era criador , neto de Joaquim Amorim, bem como irmão de Antônio de Amorim, pai de Timóteo Amorim. A fazenda de Francisco estava detrás da atual casa de José Vidal. Casou ele com D. Leonor, viúva, vinda do Piauí, rica, com intenção de casar com o vaqueiro Agostinho, da casa de Francisco, que a tinha trazido. Porém Agostinho cedeu-a benevolamente a Francisco Barboza . Nada pode ser apurado da sua descendência”.

Juntando a rica descrição do Padre Cottard , com os documentos encontrados, a ascendência fica esclarecida . Joaquim d’Amorim e Silva foi casado com uma filha de Francisco Barbosa de Amorim e de Barbara Maria dos Santos, sendo neto paterno de Antônio de Amorim e Silva e seus irmãos são filhos do Joaquim Amorim , português e primeiro habitante da fazenda da Volta.

A menção mais antiga sobre o inglês é de Ulisses Lins de Albuquerque , em , “Um Sertanejo e o Sertão”, (1957):

“ Até um inglês ( embarcadiço que chegando no Recife, com 11 anos, internou-se pelo interior) surgiu no lugar Volta , de Afogados da Ingazeira , e dali não voltou mais: ligou o seu destino ao de uma sertaneja , da família Siqueira Cavalcanti ( conforme uns me informaram, e, segundo outros a uma descendente de Mameluco Amorim, que provinha dos índios da serra do jabitacá). Seu nome era Richard Breitt , traduzido logo pela gente da terra como Ricardo Brito , e pelo que me informaram, sua mãe era Holandesa.Deixou vasta prole no Pajeú , meus Compadres Jovino e Antônio de Freitas Vidal eram seus netos , bem assim Arcelino de Brito e muitos outros que conheci no povoado Ipojuca ( hoje Uruba), do município de Pesqueira , pertencendo atualmente ao de Arcoverde “.

Ulisses Lins bebeu assim a informação diretamente de metros do inglês (como Arcelino, embora Jovino já seja bisneto), mas essa versão aparece bastante distorcida, como se verá.

A memória oral é transportada para as notas do poeta Joaquim Rafael de Freitas, Quinca Rafael, que a ouvido de uma neta e de bisnetos, como contou a Yony Sampaio.

“Conta-se que o Inglês da volta residia em Londres e que desde criança estudava com um mestre muito rigoroso. Não duvidas que o ensino da época era muito, como se diz hoje muito pesado.

“Richard Britt ou Wright Janon” , nomes em inglês atribuídos ao Inglês da volta que adorou o nome de Francisco Ricardo Nobre Cavalcanti no Brasil. Nasceu Provavelmente entre os anos de 1803 a 1804 em Holborn , uma recém construída vila real para os descendentes reais, nobres que faziam parte da Coroa da Inglaterra, e para os familiares dos Condes de Roslin, como era o caso dos filhos de Sir. Naum St. Clair-Erskine.

Entre 1803 a 1814 ou 1815 que foi o período que o inglês da Volta viveu na Inglaterra foram construídos as segundas estolas e Instituição de ensino:

Royal Institution of Great Britain.

Royal Institution of Great Britain (frequentemente Royal Institution , abreviada Ri ou RI ) é uma organização para educação e pesquisa científica, sediada na cidade de Westminster . Foi fundada em 1799 pelos principais cientistas britânicos da época, incluindo Henry Cavendish e seu primeiro presidente, George Finch . Seus princípios fundamentais eram difundir o conhecimento e facilitar a introdução geral de invenções e melhorias mecânicas úteis, bem como aprimorar a aplicação da ciência aos propósitos comuns da vida (inclusive por meio do ensino, cursos de palestras filosóficas e experimentos).

Ciência aos Propósitos Comuns da Vida".

 

A proposta de Rumford levou a uma reunião em 7 de março de 1799 na casa de Joseph Banks , então presidente da Royal Society , uma sociedade erudita semelhante, mas muito mais antiga . Uma reunião de acompanhamento em 9 de março viu a primeira reunião dos gerentes da Instituição. Em junho daquele ano, a sociedade elegeu George Finch, 9º Conde de Winchilsea como seu primeiro presidente, e em julho comprou o edifício 21 Albemarle Street , Mayfair , que serviu como sua casa desde então. As reformas começaram imediatamente no edifício para fornecer espaço apropriado para reuniões, escritórios e laboratórios para a missão da Instituição.

 

O primeiro professor e palestrante público em Filosofia Experimental, Mecânica e Química foi o Dr. Thomas Garnett , que Rumford contratou do recém-fundado Instituto Andersoniano em Glasgow em outubro de 1799.

 

O salão principal de palestras de lados íngremes que se tornou a característica mais visível do edifício, como a casa de suas palestras de Natal, foi concluído em 1800, o mesmo ano em que a instituição recebeu sua carta régia de George III . O salão de palestras foi colocado em uso imediatamente; a primeira palestra dada nele foi por Garnett em março de 1800.

 

A outra instituição que o inglês da Fazenda Volta deve ter estudado é uma instituição da sua própria família.

Vale apena relembrar que a Vila real de Holborn na Inglaterra estava sendo construída assim como Brasília e tinha poucas casas e uma poucas instituição todas dos parentes do inglês da fazenda volta.

 

 

A Instituição da sua família era British Institution .

 

Para entender porque a família Britt ou British do inglês da volta montou uma instituição voltada para artes e como esta família Escocesa nos finais do século XVIII e no início do século XIX se consolida como investidora em artes se faz necessário estudar o movimento artístico de na Escócia a partir de 1700.

  Escócia deu uma contribuição significativa à pintura britânica além do período medieval, quando também ali se verificou um florescimento da arte da iluminura. Essa contribuição adicional em larga medida dependeu da instrução inglesa, e teria de esperar pelo menos até o século XV para tomar impulso, quando o patronato de Jaime III incentivou as artes locais. No século XVIII o chamado Iluminismo Escocês fortalece a cultura local.

 O Iluminismo Escocês (em inglês: Scottish Enlightenment) refere-se ao período, no século XVIII, na Escócia, caracterizado por um grande aparecimento de intelectuais e obras científicas, rivalizando com qualquer outra nação, em qualquer momento da história sendo uma base economicista fundante deste pensamento. O que tornou ainda mais notável foi que ela teve lugar num país que estava entre os mais pobres e era considerado um dos mais atrasados da Europa Ocidental, antes dessa data.

David Hume e Adam Smith na Scottish National Portrait Gallery

Na visão de Hugo Cerqueira, o cenário escocês no período de transição entre a pré-modernidade e o mundo moderno carregou suas particularidades. Na Escócia, segundo as análises kantianas, o iluminismo trouxe características como a autonomia do sujeito, a preocupação com o esclarecimento e a educação.Assim, o autor pontua que a Escócia não é mera fragmentação do iluminismo inglês, não sendo prudente “desconsiderar a presença de particularidades significativas, seja no que diz respeito às origens do movimento, seja no que tange a seu significado, sua motivação e suas características". Diferente de sua contraparte continental, a versão escocesa do iluminismo não se opunha aos valores do cristianismo nem à religiosidade como um todo.

 

Para alguns pensadores, como Hugh Trevor-Hoper e John Robertson, as reflexões do esclarecimento escocês, centradas em um grupo de intelectuais, estariam ligadas às temáticas pertinentes à filosofia moral, à história, à economia política, afastando-se das discussões sobre as ciências naturais e direcionando o pensamento para a defesa do progresso social. Por outro lado, como nas visões de Nicholas Phillipson, Roger Emerson e Paul Wood, a física, a química e a medicina também teriam feito parte das discussões centrais de formação ilustrada da Escócia. Mais do que isso, alertam para a importância das características, do método e dos conceitos das ciências naturais para refletir sobre o comportamento social humano.O caráter de florescimento intelectual escocês, em áreas como a economia, a história, a filosofia moral, a geologia, a astronomia, a química, a arquitetura e as artes acontece como uma reação à crise econômica e ao novo quadro de dependência política com a Inglaterra. O esclarecimento surge para os escoceses como parte de uma forma de superação do novo caráter sujeito do Estado.

 

Além das reformulações curriculares feitas nas universidades escocesas a partir da Revolução Gloriosa, no final do setecentos passa a ser adotada uma postura educacional voltada a constituição de valores sociais julgados como mais benéficos à formação humana. E nesse sentido, “a rejeição dos padrões e modelos adotados pelo aristotelismo e pela escolástica abriu espaço para uma nova compreensão do papel e do sentido da busca do conhecimento”.

 

 intelectuais associados ao Iluminismo Escocês foram, entre outros: Francis Hutcheson, David Hume, Adam Smith, Thomas Reid, Robert Burns, Adam Ferguson, e James Hutton.

 Antecedentes

 Os Atos de União de 1707 com a Inglaterra significou o fim do Parlamento da Escócia e o autogoverno autônomo. Os parlamentares, políticos e aristocratas se mudaram para Londres. A lei escocesa, no entanto, foi totalmente separada da lei inglesa, de modo que as cortes de direito civil, advogados e juristas ficaram para trás, em Edimburgo. A sede e a liderança da Igreja Presbiteriana também se manteve, assim como as universidades e os estabelecimentos médicos. Os advogados e os teólogos, em conjunto com os professores, intelectuais, os médicos, cientistas e arquitetos formaram uma nova elite de classe média que dominou Escócia urbana e facilitou o Iluminismo Escocês.

 

Num período em que a Escócia se tornara um dos países mais alfabetizados da Europa. Surgem diversos pintores importantes - embora amiúde atraídos para Londres - e se formam em Glasgow e Edimburgo centros de cultivo consistente de pintura. No século XIX as condições sociais e culturais já possibilitavam a fundação de uma influente academia de arte e aparecem escolas locais de influência e com caráter próprio. No século XX a Escócia confirma sua segunda posição no ambiente cultural britânico, com muitas escolas de arte, museus importantes e inúmeros pintores praticantes.

Quanto à Inglaterra, sua história será abordada com mais detalhe ao longo deste estudo.

 

Os mais antigos testemunhos de uma prática de pintura nas ilhas britânicas datam do século VII. Estes exemplos primitivos são encontrados, contudo, apenas em manuscritos, tratando-se das célebres iluminuras do cristianismo celta.Ao longo da Idade Média, Renascimento e Barroco a maior parte dos pintores ativos na região são estrangeiros, e por isso em parte se justifica a afirmativa dos que consideram a pintura no Reino Unido como tendo nascido apenas no século XVIII, quando se formou importante escola de mestres locais. Desde lá esta forma de arte no Reino desenvolveu-se em pé de igualdade com o que ocorria no restante da Europa e deu valiosas contribuições próprias à pintura do ocidente, onde hoje é uma das referências mais importantes.

 

British Institution , com o nome da sua família.

"British Institute" redireciona para cá, para o instituto de pesquisa na Jordânia, veja British Institute in Amman .

A British Institution (na íntegra, British Institution for Promoting the Fine Arts in the United Kingdom ; fundada em 1805, vem da necessidades de artista e intelectuais escoceses de se restruturar na nova organização que os Condes SantClair , e os Reis da família Smith tinham de consolidar a cidade modelo Londres com Excelentes Artistas e Maçons de autos Graus da Arquitetura iluminista Escocesa A British Institution foi dissolvida em 1867) foi uma sociedade privada do século XIX em Londres , formada para exibir as obras de artistas vivos e mortos; também era conhecida como Pall Mall Picture Galleries ou British Gallery . Ao contrário da Royal Academy , admitia apenas conhecedores, dominados pela nobreza, em vez de artistas praticantes, como membros, o que, juntamente com seu gosto conservador, levou a tensões com os artistas britânicos que pretendia encorajar e apoiar. Em sua galeria em Pall Mall, a Instituição realizou as primeiras exposições temporárias regulares do mundo de pinturas de Velhos Mestres,  que se alternavam com exposições de venda do trabalho de artistas vivos; ambas rapidamente se estabeleceram como partes populares do calendário social e artístico de Londres. A partir de 1807, prêmios foram dados a artistas e fundos excedentes foram usados para comprar pinturas para a nação. Embora continuasse a atrair membros e visitantes, em 1867, quando o arrendamento de suas instalações expirou, em vez de renová-lo, a sociedade encerrou seus negócios.


A British Institution foi fundada em junho de 1805 por um grupo de assinantes privados que se reuniam na Thatched House Tavern em Londres. Um comitê foi formado e, em setembro daquele ano, comprou o arrendamento do antigo edifício da Boydell Shakespeare Gallery em 52 Pall Mall , com 62 anos restantes, por um prêmio de £ 4.500 e um aluguel anual de £ 125. A British Institution foi inaugurada no local do Pall Mall em 18 de janeiro de 1806.

 

Os "Governadores Hereditários" fundadores incluíam Sir George Beaumont, 7º Baronete e Charles Long, 1º Barão Farnborough , ambos os quais empregaram os serviços do principal negociante e limpador de quadros William Seguier , e provavelmente foram responsáveis por sua nomeação como "Superintendente". Seguier mais tarde se tornou Surveyor of the King's Pictures e quando a National Gallery, Londres foi fundada em 1824, foi nomeado o primeiro Keeper, ocupando todas as três posições até sua morte em 1843, além de continuar a administrar seus negócios. Acima de Seguier, a Instituição tinha um Keeper, uma função dada a uma série de gravadores. O Superintendente era responsável por organizar e pendurar as exposições, uma função que inevitavelmente dava origem a resmungos e pior dos artistas - na Royal Academy, um comitê era responsável pelo enforcamento, o que permitia que outra pessoa fosse culpada, mas Seguier não teve essa oportunidade de compartilhar a culpa. Em 1833, John Constable escreveu com grande ironia sobre ter recebido uma visita em seu estúdio de "um homem muito maior que o Rei — o Duque de Bedford — Lord Westminster — Lord Egremont , ou o Presidente da Royal Academy — "MR SEGUIER"." Quando em 1832 duas pinturas de Richard Parkes Bonington , que estava morto há apenas quatro anos, foram incluídas em uma exposição de "Velhos Mestres", Constable (que era vinte e seis anos mais velho que Bonington) escreveu que Seguier estava "se comportando como uma farsa".

 

Outros governadores fundadores incluíram George Legge, 3º conde de Dartmouth como presidente, o marquês de Stafford , Sir Francis Baring, 1º baronete , William Holwell Carr , John Julius Angerstein , Sir Abraham Hume, 2º baronete , Sir Thomas Bernard, 3º baronete e outros. Eles eram essencialmente o mesmo grupo que conseguiu persuadir o governo a fundar a National Gallery em 1824, e cujas doações a ela forneceram a maior parte da coleção inicial. Havia um grupo total de 125 governadores, diretores e assinantes, pagando somas entre 100 guinéus (56 deles, 35 a 50g., 11 a 10g.) até um guinéu anualmente. Em 1805, os assinantes iniciais consistiam em "Um duque, cinco marqueses, quatorze condes, dois viscondes, nove lordes, dois bispos, quatro damas, sete baronetes, vinte e dois membros do parlamento, cinco clérigos e mais de cinquenta cavalheiros particulares, banqueiros e comerciantes".  A Instituição havia sido discutida com a Royal Academy antes de ser estabelecida, e as relações eram amigáveis, pelo menos inicialmente, embora mais tarde houvesse tensões. O Príncipe Regente foi Patrono desde a fundação, e os empréstimos da Royal Collection continuaram durante toda a vida da Instituição. Em 1822, a natureza hereditária dos Governadores foi amenizada, pois eles estavam se tornando muito numerosos, e a extremidade inferior da Assinatura se estreitou.

 

O edifício da galeria foi encomendado em 1788 pelo gravador e editor de impressão John Boydell como um showroom para sua Boydell Shakespeare Gallery , um projeto grande e financeiramente malsucedido para uma série de pinturas e gravuras de cenas de obras de William Shakespeare . O arquiteto era George Dance, o Jovem , o então escrivão das obras da cidade. A galeria tinha uma fachada monumental, neoclássica , construída em pedra, e três salas de exposição no primeiro andar, com um total de mais de 4.000 pés quadrados (370 m 2 ) de espaço de parede para exibição de fotos. Boydell contraiu grandes dívidas na produção de suas gravuras de Shakespeare e obteve um Ato do Parlamento em 1804 para dispor da galeria e de outras propriedades por loteria . O principal vencedor do prêmio, William Tassie , um modelador e fabricante de réplicas de joias gravadas , vendeu a propriedade e o conteúdo da galeria em leilão. Quando a Instituição Britânica tomou posse, eles também mantiveram um grupo escultórico na fachada de Thomas Banks , que deveria ser usado como um monumento no túmulo de Boydell.

 

Colapso do Conde de Chatham na Câmara dos Lordes, 7 de julho de 1778, por John Singleton Copley ; exibido na primeira exposição, embora com mais de 20 anos.

O preço de admissão permaneceu em um xelim durante toda a vida da Instituição. Houve algumas aberturas privadas à noite, para membros e (separadamente) expositores, sendo estas divididas em duas pela divisão do alfabeto. O número de obras modernas exibidas cresceu em poucos anos para mais de 500. A primeira exposição continha 257 obras (incluindo esculturas e alguns esmaltes e miniaturas) com uma boa seleção dos principais artistas britânicos, incluindo (selecionando em suas reputações modernas em vez de contemporâneas) dois Turners, duas pinturas de Stubbs e cinco esmaltes, quatorze Benjamin Wests , quatro Paul Sandby's, dois de Thomas Lawrence, uma enorme pintura histórica, três Copleys incluindo sua Morte de Chatham , quatro James Wards, bem como 24 fotos das Mil e Uma Noites de Robert Smirke, que se voltaria contra a Instituição.

 

Em poucos anos, o número de obras atingiu regularmente mais de 500, e muitas tiveram que ser rejeitadas. As receitas de 1806 para as entradas de xelins foram de £ 534 e 4s, o que implica 10.684 visitantes pagantes acima dos membros e seus convidados.  Em 1810, a Instituição anunciou que em seus primeiros quatro anos um total de 424 obras foram vendidas, arrecadando £ 20.900 para os artistas (a Instituição não recebeu nenhuma parte das vendas); em 1826, esse valor acumulado era de mais de £ 75.000.  Em 1814, o Imperador da Rússia e o Rei da Prússia estavam entre os visitantes, aparentemente sem comprar.

 Talvez porque muitas pinturas históricas grandes foram submetidas, e de fato encorajadas pela Instituição, o número de obras incluídas caiu no final da década de 1810: em 1818, 309 foram exibidas e 65 vendidas, por £ 2.623, típico para esses anos, embora a partir de 1828 houvesse geralmente mais de 500 até o final da década de 1830, após o qual números em meados dos 400 eram típicos até cerca de 1850, quando aumentaram novamente. A Instituição permaneceu fiel à hierarquia de gêneros e viu o incentivo à pintura histórica como um objetivo, especialmente em oposição aos retratos, tradicionalmente o esteio do mercado britânico. Suas exposições estavam em 1850 ficando para trás dos desenvolvimentos da arte britânica ; poucas obras pré-rafaelitas foram exibidas lá, embora a paisagem oval de Hampstead de Ford Madox Brown tenha sido vista e desagradada por John Ruskin em 1855.

 Após a primeira exposição, a galeria foi mantida aberta como uma escola gratuita para artistas, com membros emprestando uma variedade de Velhos Mestres para eles copiarem; nesta fase, o público não podia ver essas exibições. A partir de 1807, uma série de prêmios de £ 100 ou £ 50 foram dados aos alunos da escola que pintassem as melhores peças complementares às obras de Velhos Mestres em exibição na galeria. Mais tarde, esses prêmios foram aumentados e estendidos a outros artistas, chegando a 300, 200 e 100 guinéus em 1811.

A Instituição encomendou ou comprou uma série de pinturas que foram apresentadas à National Gallery e a algumas outras instituições. Em 1826, eles apresentaram a Visão de São Jerônimo ou Madonna e o Menino com Santos de Parmigianino (comprada em 1823 por £ 3.302), a Consagração de São Nicolau de Paolo Veronese (comprada em 1811 por £ 1.575), e em 1830 o Market Cart de Thomas Gainsborough (bt 1829, Lord Gwydir's Sale, 1050 gn) e uma Sagrada Família de Reynolds (mesmo, 1950 gn.). As obras modernas incluem Cristo curando os enfermos no templo de Benjamin West , pelo qual foi pago o altíssimo preço de 3.000 guinéus, embora isso tenha sido mais do que recuperado pelas vendas de uma gravura encomendada pela Instituição.

Foi doado à National Gallery, mas posteriormente transferido junto com sua coleção britânica para o que hoje é a Tate Britain .

 

Em 1814, Maria ungindo os pés de Cristo, de William Hilton, foi comprada por 550 gn. e doada a uma igreja na cidade. e no ano seguinte 1.000 gn foram reservados para prêmios por esboços a óleo de temas mostrando "os sucessos do exército britânico na Espanha, Portugal ou França", produzindo muitas inscrições no ano seguinte, pelas quais dois prêmios de 150 gn. foram concedidos, e James Ward encomendou por 1.000 gn para fazer uma versão em tamanho real de sua Alegoria de Waterloo .  Outra obra de Waterloo foi doada ao Royal Hospital, Chelsea . [  Outras pinturas religiosas foram compradas para igrejas de Londres, e um novo concurso foi anunciado para duas obras sobre as vitórias de Nelson a serem doadas ao Greenwich Hospital . Em 1826, a Instituição anunciou que quase £ 5.000 em prêmios e mais de £ 14.000 em compras haviam sido gastos até o momento, mas a partir da década de 1830 o número e o tamanho dos prêmios diminuem e os últimos prêmios foram em 1842, após o que somas como £ 50 foram doadas a instituições de caridade de artistas, e nos anos posteriores nenhuma doação é registrada. Em 1850, a Instituição registrou um total de £ 28.515 em compras, prêmios e doações desde 1806.  Na década de 1850, a prosperidade geral do mercado de pinturas contemporâneas havia aumentado enormemente.

 

 

As exposições dos Velhos Mestres eram principalmente empréstimos dos membros. A primeira foi em 1813, consistindo inteiramente de 143 obras de Sir Joshua Reynolds , e no ano seguinte foram mostradas 53 William Hogarths, 73 Gainsboroughs, 85 Richard Wilsons e 12 de Zoffany.

Em 1815, pela primeira vez, a Instituição mostrou arte estrangeira – holandesa e flamenga – e incomodou muitos artistas britânicos com um prefácio ao catálogo, sugerindo de uma maneira um tanto condescendente que os artistas britânicos tinham muito a aprender com eles. Robert Smirke é geralmente aceito como o autor anônimo de uma série de " Catálogos Raisonnés " satíricos publicados em 1815-16, que satirizavam selvagemente os Diretores, os grandes e bons do mecenato da arte britânica. William Hazlitt voltou a participar com um longo pedaço de sarcasmo trabalhado em defesa da Instituição. Nessa época, os Velhos Mestres eram exibidos no inverno e os artistas vivos no verão.

Em 1816, obras italianas e espanholas foram exibidas, incluindo dois dos Cartuns de Rafael e várias obras importantes da Coleção Orleans ; a maioria do consórcio que a dividiu eram diretores da instituição.

 

As escolas estrangeiras rodaram até 1825, quando apenas obras emprestadas selecionadas de artistas britânicos vivos foram exibidas, e pelos dois anos seguintes apenas obras da Coleção Real, essencialmente as novas coleções do Príncipe Regente, agora Rei George IV. Em 1830, todas as 91 obras eram do recentemente falecido Sir Thomas Lawrence , incluindo todas as pinturas da Galeria Waterloo no Castelo de Windsor ; suas sobrinhas receberam £ 3.000 em vendas de ingressos.

 

 

Alegoria da Fortuna de Salvator Rosa , exibida em 1859, quando era propriedade do Duque de Beaufort . Aparentemente, nunca foi exibida na Inglaterra até 2010, quando pertencia ao Museu Getty .

In 1838 the living French artist Paul Delaroche was treated as an Old Master to allow exhibition of two of his large works on British history including Charles I Insulted by Cromwell's Soldiers. In 1848 the designation was extended in the other direction with a group of early masters including Giotto and Jan van Eyck (attributions that perhaps would not be maintained today). This was still somewhat bold for the time. The 1851 show, coinciding with vast numbers of tourists flocking to the Great Exhibition, had 120 pictures from 47 collections, intended to show the cream of British collections. The selection gives an interesting view of taste at the mid-century.

 

Later, by 1832 as reported by Passavant, the Institution's routine was to hold a spring exhibition of paintings by contemporary artists, available for purchase, followed by a summer exhibition of old masters. By the time of an 1835 visit by Thomas Carlyle, the gallery had become known colloquially as the Pall Mall Picture Galleries or the British Gallery, and was still among the popular society haunts.

The Times called it "the favourite lounge of the nobility and gentry", and artists grumbled that it imposed aristocratic tastes on the viewing public..Tourist guides in the 1840s reported that the spring exhibition ran from the start of February to the first week of May, closing a week after the Royal Academy exhibition opened, and the old masters exhibition from the first week of June to the end of August, with some works remaining in the galleries for a month or more for artists to copy.

 

"Here are two exhibitions in the course of every year – one of living artists, in the Spring, and one of old masters, in the Summer. The latter exhibition is one of the most interesting sights of the London season to the lovers of the Fine Arts. Admission, 1s. Observe – Bas-relief of Shakespeare, between Poetry and Painting, on the front of the building, (cost 500 guineas), and a Mourning Achilles, in the hall of the Institution – both by Thomas Banks, R.A." from Peter Cunningham, Hand-Book of London, 1850.

 

Em 1850, a Rainha era a Padroeira, e os Diretores uma nova geração de Duques, Marqueses e Condes, com alguns banqueiros (Hope e Baring) e o sempre presente Samuel Rogers .  Apesar do estado aparentemente florescente da Instituição, quando o prazo do arrendamento de 1805 expirou em 1867, ela foi dissolvida; de acordo com o The Art Journal, as exposições modernas estavam perdendo popularidade, mas não os Antigos Mestres. Mesmo assim, eles relataram que 150 pinturas foram vendidas da exposição moderna em 1865 e 147 em 1864. Uma chance de comprar a propriedade plena em 1846 por £ 10.000 foi perdida, e teria custado £ 25.000 na década de 1860.  Os fundos restantes foram usados para estabelecer bolsas de estudo para artistas, e a Royal Academy assumiu a realização de exposições de empréstimo de Antigos Mestres. Quando o edifício da galeria foi demolido entre 1868 e 1869, a escultura de Banks da fachada do edifício foi movida para Stratford-upon-Avon e reerguida no New Place Garden.

Continuando a nossa pesquisa sobre o Inglês da Volta que no vale do Pajeú e segundo os restos orais dos seus descendentes.

 

Um dia o garoto Robert Britt ou Wright Janon mas tarde nosso pesquisado Francisco Ricardo Nobre Cavalcanti , se rebela com um castigo que lhe ia ser aplicado devido a uma travessura em um dos educandário a cima mencionados e joga um tinteiro na cara do seu mestre. Após esta atitude de jovem entrando na adolescência entra em um navio que se achava de um tio, viajando por mais de um dia sem que ninguém o soubesse.

Para o tio foi uma grande preocupação descobri-lo e saber que ia submeter-lo , a uma perigosa aventura.

 [Bastante interessante a chegada de um jovem inglês a Pernambuco adolescente, filho de nobres descendentes da família SantCly, no início do tratado de livre comércio entre Portugal e Inglaterra, os filhos de nobres são educados desde criança a assumir os negócios do pai desde criança , os Reis assumiam a coroa com 11 anos como foi o caso de D.Pedro II.]

Depois de atravessar o oceano ancorou no Recife , e o deixou neste porto, aos cuidados de um amigo seu; que por sinal era suíço. [ Porque os pais do inglês da volta não vinheram a sua procura, em uma nova viagem com o tio que o trouxe?]

Naquela época os casamentos eram arranjados com os noivos ainda crianças na nobreza européia , também naquela época em Pernambuco se disputava o sangue azul dos Britto e Cavalcanti que aqui chegavam . Pensando em Casar uma das suas filhas com o menino filho de Nobres SantCly da Inglaterra com suas filhas, e sabendo o dia em que regressava o tio de Ricardo como ficou conhecido o menino branco inglês , o suíço procurou escondê-lo.

O tio que mas uma vez não vei acompanhado dos pais do jovem adolescente inglês com a responsabilidade da nau , resolveu deixá-lo novamente, aumentando ainda mais a esperança do suíço em casar uma de suas filhas com o jovem Ricardo Britto, filhó de parentes da alta nobreza da Inglaterra , parente dos Condes dos Roslin e de Sir. Jaime St. Clair-Erskine , tendo familiares que construíram escolas de auto padrão para a nobreza da Inglaterra. E tendo um tio de auta patente na marinha Inglesa.

Viaja o suíço em companhia do jovem adolescente Inglês para o alto sertão.

Depois de percorrer vários pontos do interior, pernoitou certa vez na casa de Joaquim Amorim, na Fazenda Volta, de quem era amigo particular. Ricardo que naquela época contava seus 14 anos. Vendo a fartura de gado, leite, queijo e para completar uma cabocla bonita como sempre eram as filhas dos fazendeiros, ficou dominado por estes encantos.

De regresso para a capital em companhia de seu protetor, mais ou menos um dia de viagem, foge pela segunda vez e chega a dita Fazenda da Volta, onde é bem acolhido. Como tinha simpatizado com a cabocla, com pouco tempo se casa.

Segundo a tradição oral familiar, depois de muitos anos foi convidado a regressar a sua terra natal, para receber grande fortuna, de herança que lhe pertencia. Segundo a estória por amor a família e renunciou tudo. Chegando a ir até o porto da capital, mas lembrando dos filhos, foi tirando os troços de volta do navio já na hora da partida.[ Se ele não recebeu a herança bilionária que tinha direito de onde vem o poder financeiro dos seus filhos e o poder financeiro e político dos seus descendentes na atualidade , ele pode até não ter ido , mas por meio de procuradores recebeu a herança sim.]

Tudo faz crê que quando o inglês chegou aqui já era Varas desmembrada da Volta. Pelos cálculos de Yone Sampaio a chegada do inglês nesta terra ocorre no começo do século XIX.

 

Vários pontos da narrativa são repetidos por seus descendentes, o incidente do tinteiro e a fuga de navio, viagem do Recife para o Sertão, o casamento com uma Amorim.

Foi informado a Yony Sampaio e a Geraldo Tenorio Aoun que o Inglês, possuía cartas trocadas com a família na Inglaterra e vários livros em inglês, com seu autógrafos.

[ O que denota que recebia livros da Inglaterra, e que não estava tão escondido assim, e não havia rompido laços com a família. Talvez até contribuindo com os negócios da família tanto na Inglaterra , como na Itália , já que adotou o sobrenome Cavalcanti no Brasil com certeza tinha descendência SantClay Italiana como veremos mais à frente.]

As cartas e livros e demais documentos estariam com um de seus descendentes, no Recife. As tentativas de Yone Sampaio de descobri estes documentos foram infrutíferas.

Luiz Wilson, em (Minha Cidade, minha saudade,1983. Reelabora essa versão oral.

“ Na primeira metade do século passado, na Inglaterra, um garoto, filho de um inglês e uma holandesa, jogou um tinteiro no rosto de um professor.

Castigado ou temeroso de que o castigassem severamente, embarcou em um navio que vinha para o Brasil, do qual o comandante era seu tio e ja o descobriu a bordo, muito longe em alto mar .

Aqui para não voltar para casa, fugiu mais uma vez e conta-se que alguns anos depois, no lugar de nome Volta, nas Varas, hoje município de Afogados da Ingazeira, no sertão do Estado, “casou com uma descendente de Mameluco Amorim, que provinha das serras de Jabitacá’.

A família o diz que, no entanto é que Richard Britt, ou Richard Noble ( este último nome parecendo o exato), que aqui chegara aos 13 ou 14 anos de idade e passou a ser chamado de Ricardo Nobre, casou com Dona Teresa de Jesus Amorim, filha de Manoel Cavalcanti, de Jaboatão, onde vez por outra aparência a passeio.

 

Além das claras citações de Ulisses, nota-se que a fonte oral provém das mesmas origens.

Mas há três fatos novos: os nomes Ricardo Nobre e Richard Noble, e o da esposa Teresa de Jesus Amorim.

Acento a possibilidade do nome Richard Noble a partir do Nobre e da nota de Orlando Cavalcanti, amigo de Luiz Wilson.

Esta a Nota: no dia 22 de Novembro de 1846, na matriz de Boa Vista,”... assisti ao matrimônio dos contraentes João Noble, filho legítimo de Richard Noble e Maria Nobre, natural de Holborn Hill, perto de Ulvertone, na Inglaterra, com Margarida Nanmee, filha legítima de Roberto MC Nanmee e de Sara Hastry, e natural de Rathkelly, condado de Tyrone, na Irlanda, guardando em tudo testemunhas presentes Francisco Xavier Martins Bastos e João Carrol e do…Padre João Domingos Benillo, da Religião dos Pregadores” .

[A religião dos pregadores é a Ordem dos Pregadores, também conhecida como Ordem Dominicana. Foi fundada por São Domingos de Gusmão em 1216.

Características

A Ordem dos Pregadores é uma família religiosa da Igreja Católica

Os membros da Ordem dos Pregadores professam os votos de pobreza, castidade e obediência

O objetivo da Ordem é a pregação do Evangelho e a conversão ao cristianismo

Os membros da Ordem são dedicados à oração, ao estudo e ao ensino

Terceira Ordem Dominicana

A Terceira Ordem Dominicana é uma associação de leigos e leigas católicos que desejam seguir o exemplo de São Domingos de Gusmão

Pregador Apostólico

O Pregador Apostólico é um clérigo da Cúria Romana que fornece meditação ao Papa e a outros altos funcionários da Igreja Católica.]

ESTE INGLÊS CASA EM DATA MUITO POSTERIOR A CHEGADA DO INGLÊS DA VOLTA, MAS É INTERESSANTE A COINCIDÊNCIA DOS NOMES.

No livro de Tombo da freguesia de Afogados, nota escrita por volta de 1911, pelo padre Gottard, diz que o inglês chamava-se Wright Janon, e tomando o nome de Francisco Ricardo Nobre Cavalcanti. Diz o padre que os informantes eram netos do Inglês. O nome em português do inglês, comprovado em vários documentos, é de fato Francisco Ricardo Nobre, mas a menção do nome Wright Janon , é muito interessante pois não tem nenhuma corresponsabilidade com o nome que adotou .

Apartir daqui eu Maxuel Rodrigues de Moraes encontro o Inglês da volta e começo a encontrar respostas para as minhas pergunta e começo a responder.

 

Nome no inglês da volta (FRANCISCO RICARDO NOBRE CAVALCANTI  seu nome na Inglaterra:JANON WRIGHT . Ele nasceu no ano de 1790.

Chegou no Brasil, no ano de 1803.

 

Nome do Tio do Inglês da volta que o trouxe para o Brasil: JOHN WESLEY WRIGHT: ( 14 de junho de 1769 – 27/28 de novembro de 1805) foi um comandante e capitão da Marinha Real.

Respostas as minhas perguntas.

Porque o tio não veio buscar?

1-O tio morreu um ano depois de ter deixado o jovem inglês  no Brasil.

2-O jovem inglês da Volta jogou o tinteiro no professor?

Sim provavelmente, mas ele não só veio por isso, ele estava no Brasil  principalmente em Pernambuco para gerir os negócios da sua família no Brasil e para cuidar dos interesses da Inglaterra.

Foto de John Wesley Wright

 

John Wesley Wright ( 14 de junho de 1769 – 27/28 de novembro de 1805) foi um comandante e capitão da Marinha Real.

 

John Wesley Wright

 

Nascer

14 de junho de 1769

Cork, Irlanda

Morreu

27/28 de novembro de 1805

Marinha

Reino Unido

Anos de serviço

1781–1805

Classificação:Comandante

 

Vida pregressa

 

De uma família de Lancashire, ele nasceu em Cork, Irlanda, em 14 de junho de 1769, filho de James Wright. Ainda muito jovem, ele foi com seu pai e a família para Minorca, onde aprendeu música e francês, em ambos os quais se destacou. Pode-se presumir que ele também aprendeu espanhol.

 

Início de carreira

 

No início de 1781, ele foi embarcado no Brilliant com (Sir) Roger Curtis , e ficou pelos próximos dois anos em Gibraltar durante o cerco. Em 1783, quando o Brilliant foi pago, Wright foi enviado para uma escola em Wandsworth, onde permaneceu por dois anos. Ele então foi empregado por algum tempo no escritório de um comerciante na cidade e, aparentemente em 1788, foi enviado 'em uma comissão importante' para São Petersburgo. Ele permaneceu na Rússia pelos próximos cinco anos, visitando Moscou e outros lugares, e adquirindo um conhecimento profundo da língua russa.

 

Carreira naval

 

Ele foi apresentado a Sir Sidney Smith e, a seu pedido, juntou-se ao Diamond na primavera de 1794 com a classificação de aspirante, e aparentemente cumprindo o dever como escrivão do capitão para Smith, Wright parece ter se descrito como "o secretário de seu amigo". Depois de quase dois anos na costa da França, ele estava com Smith na noite de 18/19 de abril de 1796, quando ambos foram feitos prisioneiros. Suas relações confidenciais com Smith garantiram-lhe as atenções particulares do governo francês; ele foi enviado com Smith para Paris, foi confinado no Templo como um prisioneiro próximo, foi repetidamente examinado quanto aos desígnios de Smith e finalmente efetuou sua fuga com Smith em maio de 1798. Ele então se juntou ao Tigre , aparentemente como tenente interino, pois sua comissão não foi confirmada até 29 de março de 1800. Ele continuou com Smith durante toda a comissão em Acre e na costa do Egito até ser promovido, em 7 de maio de 1802, ao saveiro Cynthia , que ele levou para a Inglaterra.

 

Recaptura e morte

 

Com a retomada da guerra, ele foi nomeado para o brigue Vincejo , no qual, durante o ano seguinte, foi empregado na costa da França. Na manhã de 8 de maio de 1804, ele foi levado pelo estresse do clima para a Baía de Quiberon e estava na foz do Vilaine , quando o vento morreu. Cerca de dezessete canhoneiras saíram do rio e cercaram o brigue, que a calmaria tornou quase indefeso contra tais probabilidades; depois de ser bombardeado por duas horas, o brigue foi obrigado a se render. Wright foi enviado para Paris e novamente confinado como um prisioneiro próximo no Templo. Ele foi submetido a repetidos exames para saber se não havia desembarcado na França alguns agentes monarquistas: Georges , Pichegru , Rivière e outros foram nomeados. Wright se recusou a responder aos interrogatórios; e a essa recusa ele aderiu, apesar de muitas ameaças de maus-tratos. Depois de ficar detido por quase dezoito meses, foi anunciado que ele havia cometido suicídio na noite de 27/28 de outubro de 1805. Foi imediatamente dito na Inglaterra que se ele estava morto, ele havia sido assassinado; e, de fato, as autoridades acreditaram tão pouco nisso que seu nome não foi removido da lista da Marinha até o outono de 1807.

 

Investigação

 

Após a Restauração, Sir Sidney Smith e outros fizeram investigações não oficiais em Paris que alegaram provar que ele foi assassinado. De acordo com as evidências coletadas por Smith, o corpo foi encontrado na cama com o lençol puxado até o queixo, a navalha — com a qual a garganta havia sido cortada até o osso — fechada e a mão que a segurava pressionando a coxa. Havia um pouco de sangue no quarto, mas nenhum no lençol. Grande peso foi atribuído a esta e outras histórias, mas seu valor probatório não é claro.

Também foi notado que suas cartas eram de bom e determinado espírito, e nenhuma causa para grande depressão foi demonstrada. Um suposto fator — a notícia da rendição de Mack em Ulm — é considerado absurdo por alguns, especialmente para um oficial naval que também tinha notícias de Trafalgar. Por outro lado, é difícil ver o que Bonaparte tinha a ganhar ao assassinar Wright. Em Santa Helena, ele desdenhou da ideia e disse que, se tivesse interferido, teria sido para ordenar que Wright fosse julgado como espião e fuzilado, embora nada nas leis aceitas da guerra condenasse um oficial como espião por desembarcar homens que pudessem ser questionáveis ​​ao governo inimigo. Na ausência total de evidências confiáveis ​​e na falta de motivo para assassinato ou suicídio, pode-se sugerir que Wright morreu de causas naturais — uma afecção do coração, por exemplo — e que o governo francês se vingou maldosamente do homem que lhes dera muitos problemas ao alegar suicídio.

 

 

 

 

Capitão John Wesley Wright RN – “Um aventureiro muito astuto e perigoso.”

 

Com era o tio John Wesley Wright do Inglês da volta.

 

 

Os Planos ousados, e astutos do Capitão John Wesley Wright.

Espionagem e Soldados na Era de Wellington e Napoleão

“Um aventureiro muito astuto e perigoso.”

 

 

John-wesley-wright_(1769–1805)Na manhã de 28 de outubro de 1805, um carcereiro chamado Savard chegou para trabalhar na prisão do Templo em Paris. As notícias da derrota francesa e espanhola em Trafalgar ainda não tinham chegado à capital, mas os jornais estavam cheios da vitória de Napoleão contra os austríacos em Ulm. Savard fez sua ronda e foi verificar um dos prisioneiros mais importantes do Templo. Ele abriu a porta da cela e entrou. Na luz fraca de uma manhã de outono, ele teria visto uma flauta sobre uma mesa, uma prateleira cheia de livros e um uniforme naval britânico pendurado sobre uma cadeira. O ocupante da cela não o cumprimentou. Ele olhou mais de perto para a forma deitada na cama e viu que os olhos do inglês estavam abertos, com o lençol bem alto contra o queixo. Talvez tenha sido a quietude do peito do prisioneiro ou um cheiro de algo no ar que fez Savard puxar o lençol para baixo.

 

 

A garganta do inglês havia sido profundamente cortada da direita para a esquerda. A mão direita do prisioneiro segurava uma navalha fechada. Savard comentou mais tarde que não havia muito sangue nos lençóis, mas havia um rastro dele no chão. Ele correu para contar aos seus superiores que o capitão John Wesley Wright da Marinha Real estava morto.

 

Início de carreira

Wright começou a carreira que acabaria levando à sua morte, ainda jovem. Ele veio de uma família de Lancaster, mas cresceu em Minorca, onde seu pai era comerciante. Em 1780, com apenas dez anos, ele foi nominalmente comissionado como alferes em um regimento de infantaria, mas rapidamente transferido para a Marinha Real como voluntário — uma espécie de oficial em treinamento. Ele participou da defesa de Gibraltar durante o grande cerco, mas logo foi enviado para completar seus estudos na Inglaterra. Quando adolescente, ele trabalhou para um comerciante de Londres e viveu em São Petersburgo por cinco anos, onde descobriu que tinha aptidão para línguas.

 

Retornando a Londres, ele conheceu Sir Sydney Smith, que havia passado um tempo no Báltico. Smith rivalizava com Nelson em excentricidade, ego e aventuras amorosas, mas sua carreira naval era muito diferente. As conexões e talentos de Smith estavam no mundo clandestino de monarquistas, ataques, espiões e conspirações. Ele reconheceu que Wright tinha talentos que ele poderia usar e lhe ofereceu o posto de seu secretário em seu navio HMS Diamond. Wright seria classificado como aspirante até que pudesse passar no exame de tenente. Seu trabalho seria fazer a ligação com monarquistas e agentes confidenciais na França.

 

 

Em 19 de abril de 1796, Smith e Wright faziam parte de uma expedição de corte para capturar um corsário francês em Le Harve. Eles conseguiram tomar o navio, mas o cabo da âncora foi cortado e o navio foi levado para a foz do Sena. Eles foram rapidamente cercados por canhoneiras e forçados a se render.

 

Os franceses ficaram em êxtase. Smith tinha sido responsável por atear fogo na frota francesa durante o cerco de Toulon e era conhecido por estar envolvido com a miríade de conspirações contra o Diretório que governava a França. Em vez de serem trocados, como a maioria dos prisioneiros de guerra, Smith, Wright e um monarquista se passando por servo de Smith foram enviados para a prisão de L'Abbaye em Paris. Eles logo foram transferidos para a notória prisão de Temple, mas seus contatos entre os contra-revolucionários eram tais que eles rapidamente estabeleceram comunicações clandestinas com apoiadores do lado de fora.

 

Por quase dois anos, esforços diplomáticos foram feitos para libertar Smith e os outros. Quando falharam, ações mais diretas foram tomadas. Um túnel foi cavado de uma casa do outro lado da rua, mas quase foi descoberto e depois abandonado. Então, uma manhã de abril de 1798, dois oficiais do Exército Francês chegaram aos portões da prisão com ordens para que os prisioneiros fossem transferidos. O governador examinou os papéis e eles pareciam estar em ordem. Ele se ofereceu para fornecer uma guarda armada, mas Smith concordou solenemente em acompanhar os oficiais. Todos eles saíram para uma carruagem que os esperava, e só então Smith e Wright reconheceram alguns dos homens ao redor deles como monarquistas. Eles estavam livres e em Rouen antes mesmo que as autoridades soubessem de sua fuga. No início de maio, eles estavam de volta a Londres.

 

O Mediterrâneo

O próximo comando de Smith foi o HMS Tigre de 80 canhões e ele levou o núcleo de sua tripulação de Diamond com ele, incluindo Wright. O Tigre foi enviado para Constantinopla como parte de uma missão militar, naval e diplomática conjunta para ajudar os turcos em sua luta contra os franceses. O general Bonaparte havia tomado a província otomana do Egito para ameaçar as comunicações britânicas com a Índia. Ele logo estava avançando ao longo do Levante.

 

 

Wright realizou suas tarefas não convencionais habituais no Tigre e em terra. Suas habilidades linguísticas foram muito usadas para negociar com os turcos, e sua diplomacia ajudou a concluir o tratado de El Arish, que teria tirado os franceses do Egito se os superiores de Smith não tivessem julgado os termos muito generosos. Wright foi gravemente ferido e resgatado de uma pilha de cadáveres durante o cerco de Acre, quando as armas e os fuzileiros do Tigre ajudaram a derrotar Bonaparte.

 

Enquanto o Tigre navegava na costa do Egito, Wright “desembarcou a uma curta distância de Alexandria durante a noite, não abertamente como um oficial naval britânico, mas barbudo, de bigode e xale à la Turque e com o propósito expresso de reunir informações valiosas”. Ele foi pego na noite seguinte.

 

Comando

As tropas francesas foram finalmente derrotadas no Egito em 1801 pela expedição do General Sir Ralph Abercromby. Smith foi transferido e Wright foi promovido e recebeu o comando do saveiro HMS Cynthia, no qual navegou de volta para a Grã-Bretanha. Durante a breve Paz de Amiens, ele foi enviado a Paris para fazer contato com seus velhos amigos monarquistas. Trabalhando com a Embaixada Britânica, ele evitou o conhecimento das autoridades até que rumores começaram a se espalhar sobre uma prisão iminente. Ele deixou Paris secretamente com um grande baú de documentos confidenciais e mapas da embaixada pouco antes da frágil paz entrar em colapso e a guerra ser declarada novamente.

 

Promovido a capitão, Wright recebeu o comando do brigue HMS Vincejo, um prêmio espanhol. Ele foi encarregado de desembarcar agentes e se comunicar com os monarquistas e rebeldes restantes ao longo das costas da Normandia e da Bretanha. É nessa função que ele faz uma aparição no meu romance, For Our Liberty . Em agosto de 1803, ele carregou os principais jogadores na chamada Grande Conspiração, que visava substituir Bonaparte por outro general francês antes da restauração dos Bourbons. As ordens de Wright frequentemente vinham dos mais altos níveis do governo e isso o colocava em desacordo com o Almirante Keith, seu comandante nominal. Keith ficou muito chateado por ter acesso aos mesmos segredos de um de seus subordinados.

 

Capturado novamente

A Grande Conspiração falhou, e em 7 de julho de 1804 o Vincejo estava na costa da Bretanha pesquisando para futuros desembarques. Wright estava em terra na ilha de Houat na Baía de Quiberon e se juntou ao navio quando ele ficou parado à vista de um porto francês. Canhoneiras logo zarparam do porto e Wright tentou rebocar o navio com seus próprios barcos, mas a maré virou e os levou de volta para a costa e para os franceses que esperavam.

 

Os franceses abriram fogo. As carronadas de curto alcance do Vincejo não eram páreo para os canhões de 24 libras nas canhoneiras, e o navio britânico logo foi seriamente danificado. A coxa de Wright foi cortada por metralha, mas ele se recusou a deixar o convés. Eventualmente ficou claro que eles não poderiam vencer e Wright ordenou que as cores fossem içadas.

 

 

Os franceses rebocaram o brigue danificado para o porto e a tripulação foi feita prisioneira. Infelizmente para Wright, ele foi entrevistado pelo governador local, General Julien, que o reconheceu instantaneamente. Julien havia sido capturado no Egito e levado a bordo do Tigre, onde Wright lhe emprestou sua própria cabine. Wright foi enviado para Paris, junto com seu sobrinho de 14 anos que fazia parte da tripulação. Julien enviou uma carta ao Ministro da Polícia e mestre espião Joseph Fouché dizendo a ele que "o Capitão Wright é um aventureiro muito astuto e perigoso", cujo interrogatório renderia muitas informações úteis.

 

Wright foi encarcerado na mesma cela no Templo que ele havia ocupado com Smith dez anos antes, mas desta vez com o colapso da oposição monarquista havia pouca esperança de fuga. Wright encontrou uma lima, uma serra e um pouco de corda que estavam escondidos lá durante sua primeira estadia, mas seu ferimento impediu qualquer pensamento de fuga.

 

Wright foi interrogado, mas se recusou a dizer qualquer coisa, mesmo quando ameaçado com um pelotão de fuzilamento. No entanto, outros membros da Grande Conspiração falaram e o implicaram. Trocas de prisioneiros foram oferecidas, mas recusadas pelos franceses, mas com o passar dos meses, Wright conseguiu estabelecer comunicações secretas com o mundo exterior. Em uma ocasião, a polícia correu para sua cela enquanto ele escrevia uma carta. Ele rapidamente colocou o papel na boca e continuou mastigando, mesmo sendo espancado pela polícia. Todos os seus materiais de escrita foram removidos.

 

Assassinato

Ele se divertiu lendo e tocando flauta. Ele conseguiu ouvir que havia sido promovido a capitão do posto. Em 24 de outubro de 1805, o antigo esconderijo de ferramentas e cordas foi descoberto. Napoleão ordenou aos guardas que “colocassem o prisioneiro Wright em confinamento solitário, esse miserável assassino que desejava escapar do Templo”. Em 28 de outubro, Wright foi encontrado morto.

 

As autoridades francesas alegaram que ele havia cometido suicídio após ler sobre a vitória de Napoleão em Ulm. Eles também disseram que foi suicídio quando o almirante Villeneuve, que havia sido derrotado em Trafalgar por Nelson, foi encontrado com seis facadas profundas no peito e uma faca enfiada no coração. A imprensa e as autoridades britânicas disseram que Wright havia sido assassinado. Os principais suspeitos de ordenar a morte foram Fouché e o próprio Napoleão.

 

Após a derrota dos franceses em 1815, Sydney Smith tentou descobrir a verdade, mas a prisão havia sido demolida e os registros policiais destruídos. No entanto, Smith estava convencido de que seu amigo havia sido assassinado. Quando perguntado sobre o assassinato de Wright em St Helena, Napoleão negou envolvimento e disse que Wright havia se matado para evitar incriminar outros. Ele denunciou Smith por alegar que Wright havia sido assassinado porque isso só poderia ter sido feito por suas ordens e perguntou o que ele tinha a ganhar com tal ato.

 

Seja qual for a verdade, ninguém pode negar que Wright morreu como um herói, servindo seu país.

 

 

 

 

 

          

 

 

BISAVÔ: JAMES WRIGHT : (8 de maio de 1716 - 20 de novembro de 1785) foi um advogado e administrador colonial britânico que serviu como governador da Geórgia de 1760 a 1782, quando a Guerra da Independência dos Estados Unidos levou os britânicos a reconhecer a independência da Geórgia como parte dos Estados Unidos .

Data de nascimento:08 de Maio de 1716

Local de nascimento:London, Inglaterra

Falecimento: 20 de Novembro de 1785 (69)

London, Inglaterra.

Família imediata:    

Nome do pai: Robert Wright

Nome da mãe:Isabella Pitts

Marido de Sarah Wright

Pai de :Sir James Wright(2 and Baronet).

Sir James Wright, (2nd Baronet) (1747 - 1816)

Falecimento: 1816 (68-69)

Família imediata:    

Filho de James Wright, Colonial Governor of Georgia e Sarah Wright

Marido de Sarah Williamson Wright (Smith)

Data de nascimento:1717 

Falecimento: 1777

Filha de John Smith, Captain e Elizabeth Smith


Continua....

Comentários

  1. Excelente John Wesley. Muito bom mesmo , parabéns a diagramação ficou incrível.
    Nesta segundo parte estudamos a estruturação política, econômica, e cultural de Arcoverde.
    Onde descendentes de Hugo Du Payen primeiro Mestre Geral do Templário, Cavaleiros ou Cavalcanti se instalaram onde hoje é Arcoverde e um grande descendente da Linhagem Borgonha Templária o JANON WRIGHT conhecimento como o inglês da Volta que adota o nome de FRANCISCO RICARDO NOBRE OU FRANCISCO RICARDO NOBRE CAVALCANTI, TAMBÉM CONHECIDO COMO RICHARD NOBRE. PARA FUGIR DAS PERSEGUIÇÕES, que sua família WRIGHT estava passando na Europa e para trabalhar na expansão econômica da sua família sem ser reconhecido modificada totalmente seu nome . estudem está II Parte. Os que estudarem fizeram comentários sobre o que entenderam tanto na Parte I, Parte II, Parte III, receberam o certificado de estudo e o PDF do estudo completo.
    Aos descendentes do INGLÊS DA VOLTA O FRANCISCO RICARDO NOBRE CAVALCANTI ESTOU A DISPOSIÇÃO PARA QUALQUER DÚVIDAS. E também desejo conversar com vocês para a continuidade das minhas pesquisas.

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