Continuação...
ORIGEM DOS APELIDOS
BRITISH OU BRITT E BRITO.
As antigas raízes do sobrenome Britt
O fascinante sobrenome Britt tem origem na França e é um
nome étnico para um bretão. Os bretões eram originalmente celtas que foram
expulsos do sudoeste da Inglaterra para o noroeste da França pela invasão dos
anglo-saxões no século VI. Alguns retornaram com o exército de Guilherme, o
Conquistador, durante a invasão de 1066, e muitos deles se estabeleceram em
East Anglia, onde o sobrenome inglês Brett é amplamente difundido hoje.
Ocasionalmente, o nome pode ser derivado do povo de língua celta de Strathclyde,
Escócia, conhecido como Byrttas e Brettas até o século XIII.
O Reino de Strathclyde (em gaélico: Srath Chluaidh, lit.
"Vale do Clyde", originalmente britônico: Ystrad Clud) foi um dos
reinos dos bretões no Hen Ogledd, a região do atual Norte da Inglaterra e sul
da Escócia de fala britônica, ao longo do período pós-romano e Idade Média.
Também era conhecida como Alt Clut, o nome britônico para Dumbarton Rock, a
capital medieval da região. O reino pode ter suas origens com os damnônios,
povo descrito pelo geógrafo grego Ptolomeu em sua Geografia.
O reino de Strathclyde, construído entre o século V e 1030,
quando deixou de existir.
O idioma falado em Strathclyde, assim como pelos bretões que
habitavam as áreas vizinhas que estavam sob alguma forma de governo estrangeiro
é conhecido como cúmbrico, com fortes ligações com o galês antigo. As
evidências toponímicas e arqueológicas apontam para alguns sítios habitados por
nórdicos ou nórdico-gaeis durante a Era Viquingue, embora em menor escala do
que na vizinha Galloway. Um grande número de topônimos ânglicos mostram alguma
colonização alta de indivíduos oriundos na Nortúmbria, anterior à chegada dos
nórdicos. Devido à série de mudanças linguísticas na região, não é possível
afirmar se podemos ou não mas aparentemente tudo indica por novas descobertas
que a maioria daquela região é inglesa numa proporção de 70 ingleses para 30
outros nativos.
O Reino de Alba foi criado por Merovíngios Borgonhas descendentes da tribo de Israel de Manassés e Efraim foram os dois filhos do Grão Vizir José do Egito, filho de Jacó. Que vinheram para os territórios de Salomão onde hoje é a França.
A Pedra da Coroação era usada nas coroações dos reis de
Alba. Em 1296 Eduardo I descendente destas tribos de Israel levou-a para
Inglaterra e mandou construir um trono no que inseriu a pedra de Jacó, no qual
foram coroados todos os reis da
Inglaterra e do Reino Unido depois.
Corte.
Não se conhece a estrutura da Corte escocesa antes da
chegada dos normandos à Escócia. No século XII os principais cargos da Corte
eram:
Senescal ou dapifer, hereditários desde o reinado de David
I, tinha ao seu cuidado a casa do rei.
Chanceler, tinha ao seu cargo a capela real que estava
associada com os copistas reais, responsáveis de manter a documentação. Era um
sacerdote.
Chamberlain, tinha o controle e a responsabilidade das
finanças reais.
Condestável, hereditário desde David I, tinha a seu cargo os
recursos militares da coroa.
Mordomo
Marechal, era o responsável da cavalaria real.
No século XIII, todos os oficios exceto o de chanceler
tenderam a ser hereditários ao tempo que se criaram outros oficios, o mais
importante era o hostarius, a cargo da guarda real.
Origem
Última modificação há 2 anos por UrielAcosta
Páginas relacionadas
David I da Escócia
Rei dos escoceses, príncipe dos cúmbrios
De Situ Albanie
Etelredo da Escócia
Variantes modernas do sobrenome Britt
Na linguagem moderna, as variantes do sobrenome Britt
incluem Britt, Breton, Bretton e De Brett (de Breton). Os primeiros registros
em Londres incluem o casamento de William Brett e Johanna Hayward em 1559, e em
Norfolk, de Richard Brett e Elizabeth Leive em 23 de setembro de 1552, em St.
Diana De Brett casou-se com Henry Johnson em 12 de outubro de 1802, em St.
Mary's, St. Marylebone, Londres. A primeira grafia registrada do sobrenome é a
de Edward Brit, datada de 1066, no Domesday Book of Devon, durante o reinado do
rei Guilherme I, comumente conhecido como "O Conquistador", de 1066 a
1087. Os sobrenomes tornaram-se necessários à medida que os governos
introduziram um sistema de tributação pessoal. Isso era conhecido na Inglaterra
como Poll Tax.
Ao longo dos séculos, os sobrenomes “evoluíram” em todos os
países, muitas vezes levando a variações notáveis da grafia original. O
sobrenome Britt, uma variante de Brett, foi referenciado em registros
históricos, como o Hundred Rolls. Na Irlanda, o nome está presente desde o
século XII, encontrado principalmente nos condados de Waterford, Tipperary e
Sligo.
Países com maior presença de Britt
Sobrenomes de Estados Unidos da América Estados Unidos da
América
Sobrenomes de Austrália Austrália
Sobrenomes de Inglaterra .
NESTE PONTO DO ESTUDO
PERCEBO QUE A UMA DIFERENÇA NÃO SÓ NA FONÉTICA, E ESCRITA, MAS TAMBÉM NA ORIGEM DOS APELIDOS OU
SOBRENOMES O BRITISH E BRITT VEM DA ESCÓCIA E INGLATERRA E O BRITO VEM DE
PORTUGAL SÃO APELIDOS DE DOIS
TERRITÓRIOS BORGONHAS GERIDOS POR PATENTES DIFERENTES NAS QUE SURGIRAM NA MESMA
ÉPOCA .
A família Brito de
descendência Borgonha de Dom Henrique de Borgonha eram os filhos de Dom
Henrique com suas primas que não tinham direito a ser Reis mas que eram os vice
Reis de Portugal e tem raízes originárias na vila de Brito, por volta de 1033
da era cristã, onde vivia Dom Hero de Brito, Senhor de muitas herdades em
Oliveira, Carrazelo e Subilhães, todas situadas entre o rio Ave e a Portela dos
Leitões, região muito rica e onde se encontrava o Solar dos Brito. Dom Hero foi
também fundador do Mosteiro de Oliveira, Par do Reino e Conselheiro do Rei de
Castela e Leão, Dom Afonso V, tornando-se nobre da corte. Posteriormente, ao
longo dos séculos, esta família teve oscilações no seu nível nobiliárquico.
Em Pernambuco o sobrenome chegou em por meio da esposa de
Duarte Coelho que trazia como nome dois sobrenomes Brites de Albuquerque.
Brites de Albuquerque foi uma nobre portuguesa que assumiu
o governo da Capitania de Pernambuco após a morte do marido, Duarte Coelho.
Quem foi Brites de Albuquerque?
Nasceu em Lisboa por volta de 1517
Era filha de Lopo de Albuquerque e Joana de
Bulhões
Descendia de Afonso Sanches, filho bastardo do
rei Dom Diniz
Era dama do Paço Real
Casou-se com Duarte Coelho por volta de 1533
Ficou conhecida como “A Primeira Governante das Américas”
O sobrenome Brito chegou ao Brasil em várias épocas e por
diferentes caminhos, como através de bandeirantes, de famílias açorianas e de
dom João VI.
Bandeirantes Brito Peixoto
No século 17, os bandeirantes Brito Peixoto exploraram a região
sul do Brasil a partir de Laguna, Santa Catarina.
Famílias açorianas
No século 18, famílias açorianas com o sobrenome Brito chegaram
ao Brasil.
Dom João VI Em 1808, o português Antônio Elziário de Miranda
Brito desembarcou no Brasil com dom João VI.
O sobrenome Brito tem raízes na Península
Ibérica e é frequentemente associado a famílias de ascendência portuguesa e
espanhola.
O ramo primogénito da família Brito, morgados de Sâo
Lourenço em Lisboa e de Santo Estavão em Beja, viria a herdar, por casamento, a
casa dos viscondes de Vila Nova da Cerveira, depois Marqueses de Ponte de Lima,
e a receber também o título de conde dos Arcos de Valdevez. O 8.º conde deste
título, D. Marcos de Noronha e Brito, foi o último (15.º) vice-rei do Brasil.
O 1.º conde dos Arcos teve também descendência em Espanha, nas casas dos Marqueses de Los Arcos e dos Duques de Sotomayor.
Concluindo a nossa pesquisa sobre os Britos de Pesqueira e
Arcoverde eles descendem da esposa de Duarte Coelho assim como os Albuquerques
, já os Britt ou Brittos descendentes do Inglês da Volta Francisco Roberto
Nobre Caval.
IMAGEM DE JOHN WESLEY, LOJA MAÇÔNICA BARÃO DO RIO BRANCO ARCOVERDE.
IMAGEM DO ESQUADRO E
COMPASSOS MA FACHADA DA LOJA MAÇÔNICA BARÃO DO RIO BRANCO EM ARCOVERDE. IMAGEM
DO FOTÓGRAFO JOHN WESLEY.
Loja Barão do Rio Branco - 3
Potência
GOIPE - Grande Oriente Independente de Pernambuco
Rito : Escocês Antigo e Aceito - R.E.A.A.
Tipo : Simbólica
Horário :20:00
Dias de Trabalho
Quintas-Feiras
Data de Fundação
Endereço : Rua Capitão Arlindo Pacheco de Albuquerque, 108
Bairro :Centro
Cidade/Estado
Arcoverde/PE
A cerimônia contou com a participação de diversas Lojas da
região, tanto do GOIPE, quanto do GOB-PE, além de membros do Capítulo DeMolay
Guardiões Templários de Arcoverde, das Damas da Fraternidade de Arcoverde, além
de autoridades locais e demais convidados. Na comitiva da Loja Luz do Sertão,
filiada ao GOB-PE, Oriente de Arcoverde-PE, compareceram: o irmão e Vereador
Municipal Luciano Pacheco, representando o Venerável Mestre de sua Loja e ainda
o Prefeito de Arcoverde-PE; o irmão e também Vereador Rodrigo Roa, estava
representando o Poder Legislativo de Arcoverde-PE, além de outros irmãos que
integravam a comitiva desta Loja. Outras comitivas também estiveram presentes
como os irmãos da Loja 20 de Abril nº 28 do oriente de Pesqueira-PE (GOIPE);
Loja Acácia do Moxotó nº 31 de Ibimirim-PE (GOIPE) e Loja Acácia do Agreste, nº
4464 de Tupanatinga-PE (GOB).
O Irmão Diógenes Moreira palestrou sobre aspectos históricos
dos 90 (noventa) anos da Loja Barão do Rio Branco, em seguida foi prestou-se
homenagem ao irmão Joaquim José de Lucena, médico, empresário do setor de saúde
de Arcoverde-PE e ex-Venerável Mestre da Loja aniversariante, que recebeu a
“Comenda Maçônica Irmão Valdir Francisco do Santos Moreno”, maior honraria de
nossa Loja.
Aos Maçons presentes foi entregue um belíssimo pin alusivo
aos 90 (noventa) anos da Loja Barão do Rio Branco.
Mas quem foi o Barão de Río Branco?
José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco,
foi Venerável Mestre da Loja Maçônica Estrela do Norte em 1874.
Quem foi o Barão do Rio Branco?
José Maria da Silva Paranhos Júnior foi um dos maiores
diplomatas e estadistas brasileiros.
Foi iniciado na ARLS Estrela do Norte, no Rio de Janeiro, em
3 de fevereiro de 1872.
José Maria da Silva Paranhos Júnior, (o “Barão do Rio
Branco”), foi um dos maiores estadistas e diplomatas da história brasileira.
Foi ainda professor, político, jornalista, historiador e biógrafo. Filho do
Visconde do Rio Branco, também personagem ímpar da diplomacia brasileira, já de
berço herda do pai a bagagem que o conduziria a um brilhante futuro na
Diplomacia brasileira. O Barão do Rio Branco nas em 20 de Abril de 1845 e
faleceu, nesta mesma cidade, em 10 de Fevereiro de 1912.
No Rio de Janeiro, ainda jovem, estudou no Colégio Dom Pedro
II, e, posteriormente, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo. Seus
estudos foram concluídos na Faculdade de Recife, em 1866. Viajou por vários
paízes da Euorpa e ao regressar ao Brasil, retornou ao Imperial Colégio Dom
Pedro II, dessa vez como professor da cadeira de Geografia e História do
Brasil.
Ocupou o cargo de promotor público em Nova Friburgo (RJ),
foi deputado pela Província de Mato Grosso (1869) e, no mesmo ano, ao lado de
seu pai, representou o País em missão especial no Paraguai. Nos anos de 1870 e
1871, em nova missão especial – ao lado das Forças Armadas, que há algum tempo
vinham defendendo as fronteiras do Brasil – participou das negociações de paz
entre os aliados e o Paraguai, que encerrou o Conflito da Tríplice Aliança.
Regressando ao Rio de Janeiro de sua missão no Paraguai ,
dedicou-se ao jornalismo, sendo em 1876 designado Cônsul-Geral do Brasil em
Liverpool (Inglaterra). Dentre as atividades exercidas, participou como
delegado da Exposição Internacional de São Petersburgo. Fruto dos inestimáveis
serviços prestados ao Império, recebeu o título de Barão do Rio Branco no ano
de 1888.
Em 1891, em substituição ao Conselheiro Antônio Prado, foi
nomeado superintendente geral na Europa da emigração para o Brasil, cargo que
exerceu até 1893. Durante a estadia na Europa, produziu várias obras, sempre em
torno da história pátria: redigiu uma Memória sobre o Brasil para a Exposição
de São Petersburgo; para o Le Brésil de Sant’Anna Nery, escreveu a Esquisse de
l’Histoire du Brésil; apresentou contribuições para a Grande Encyclopédie de
Levasseur, na parte relativa ao Brasil; iniciou no Jornal do Brasil a
publicação das Efemérides brasileiras, acumulou material para as Anotações à
História da Guerra da Tríplice Aliança de Schneider e a Biografia do Visconde
do Rio Branco.
Em 1893, depois de uma profícua estada na Europa, retornou
ao Brasil, como Maçom por ter contribuído com a Proclamação da República foi nomeado por Floriano Peixoto para
substituir o Barão Aguiar de Andrade, falecido no desempenho da missão
encarregada de defender os direitos do Brasil ao territórios das Missões. O
parecer emitido pelo Barão do Rio Branco levou o presidente, dos Estados Unidos
da América, árbitro encarregado de decidir a questão entre o Brail e a Argentina.
Rio Branco, encarregado de advogar os pontos de vista brasileiros, apresentou
ao presidente Cleveland uma exposição, acompanhada de valiosa documentação,
reunida em seis volumes “A questão de limites entre o Brasil e a República
Argentina” obra que em muito contribuiu para o laudo arbitral de 5 de Fevereiro
de 1895, inteiramente favorável às pretensões brasileiras, que resultou no
tratado de 7 de setembro de 1889, con cluído com a República da Argentina.
Ao se fundar a Academia, em 1897, Rio Branco se encontrava
ausente do país. Talvez por essa razão não foi ele um dos fundadores da casa.
Seu nome esteve, entretanto, desde logo lembrado para uma das vagas que
ocorressem. Em 1º de Outubro de 1898 foi eleito para a Cadeira nº 34 da
Academia Brasileira de Letras, na sucessão pelo falecimento de Pereira da
Silva. Foi o segundo acadêmico eleito (o primeiro foi João Ribeiro), mas não
chegou a tomar posse.
Ainda em 1898, foi encarregado de resolver outro importante
assunto diplomático a questão do Amapá. O Tratado de 10 de Abril de 1897
escolheu para árbitro da questão o presidente da Suíça. Rio Branco vinha
estudando a questão do Amapá desde 1895. Ao chegar a Berna, apresentou uma
memória de sete volumes. A sentença arbitral, de 1º de Dezembro de 1900, foi
favorável ao Brasil, e o nome de Rio Branco foi colocado em plano de
superioridade em relação a qualquer outro político ou estadista brasileiro da
época.
Em 31 de dezembro de 1900 foi nomeado Ministro
Plenipotenciário em Berlim (Alemanha), de onde saiu em 1902 para assumir, a
convite do Presidente da República, Rodrigues Alves, a assumir a Pasta de
Relações Exteriores. Logo no início de sua gestão, defrontou-se com a questão
do Acre, território fronteiriço que a Bolívia pretendia ocupar, solucionando-a
pelo Tratado de Petrópolis. A seguir, encetou negociações com outros países
limítrofes cujas fronteiras com o Brasil suscitavam questões litigiosas. Erigiu
como bandeira das reivindicações o princípio do uti possidetis solis, e foi com
ele que dirimiu velhas disputas do Brasil com quase todos os países da América
do Sul.
Em 1901, a questão da Guiana Inglesa foi resolvida, por
laudo do árbitro Victor Emanuel, o rei da Itália, contra o Brasil, apesar dos
esforços e do valor intelectual do plenipotenciário brasileiro Joaquim Nabuco.
Rio Branco soube conhecer os motivos do laudo que despojava o Brasil de uma
parte do seu território. E deu a Joaquim Nabuco a compensação de nomeá-lo
embaixador do Brasil em Washington. Veio, depois, uma série de tratados
memoráveis: em 1904, com o Equador; em 1906, com a Guiana Holandesa; em 1907,
com a Colômbia; em 1904 e 1909, com o Peru; em 1910, com a Argentina. Ficavam
definidos, de um modo geral, os contornos do território brasileiro, assim como,
com pequenas alterações, ainda hoje subsistem.
Muitas foram suas ações na área de Diplomacia e de Política
e tais ações o tornaram um personagem ímpar na História do Brasil. Foi
chanceler, embaixador, presidente do Instituto Histórico e Geográfico do
Brasil, Membro da Academia Brasileira de Letras, Ministro de Estado, autor de
uma obra sobre a História Militar do Brasil e um dos principais responsáveis
pela definição pacífica do atual contorno geográfico do País.
O Barão do Rio Branco deixou a pasta em 1912, por motivo de
falecimento, em 10 de fevereiro. Tamanha foi a comoção nacional causada por seu
falecimento que, há 100 anos, a Nação adiou, para o mês de abril, um de seus
maiores eventos, o Carnaval. Em recho publicado na Gazeta de Notícias, de 11 de
fevereiro de 1912:
“Morreu ontem o Barão do Rio Branco. Há dias a sua vida era
a agonia prolongada pelos recursos da ciência. A cidade, os estados, o país
inteiro, as nações vizinhas, a América, o mundo indagavam ansiosa da saúde do
grande homem. E o grande homem caíra para não se levantar. Fora com um imenso
soble, que resistindo anos e anos ao vendaval e a interpérie, dominando a vida,
de repente estala e cai. Dizer do Barão do Rio Branco uma rápida impressão de
dor, de luto, de lágrimas, quando o país inteiro soluça é bem difícil. E sua
obra foi enorme e grandiosa. Ele teve duas vidas: a do jornalista de talento
que se fez cônsul e a do cônsul que se transformou no maior dos brasileiros
pelo seu desinteressado amor à Pátria, e no maior dos diplomatas contemporâneos
pelo seu alto espírito, pela alta compreensão da função que exercia. Ele foi o
dilatador do Brasil, alargando-o e aumentando-o em terras, graças ao seu
engenho, sem um leve ataque à justiça e ao seu direito.”
Além da solução dos problemas de fronteira, Rio Branco
lançou as bases de uma nova política internacional, adaptada às necessidades do
Brasil moderno. Foi, nesse sentido, um devotado pan-americanista, preparando o
terreno para uma aproximação mais estreita com as repúblicas hispano-americanas
e acentuando a tradição de amizade e cooperação com os Estados Unidos.
Principais obras do “Barão do Rio Branco”:
- Efemérides brasileiras (1893-1918);
- A questão de limites entre o Brasil e a República
Argentina, 6 vols. (1894);
- A questão de limites entre o Brasil e a Guiana Francesa, 7
vols. (1899-1900); e
- Além de numerosas obras de história do Brasil, história
diplomática, biografias, séries de comentários concernentes às questões de
fronteira.
Passados 100 anos do falecimento do nosso ilustre Irmão.
Iniciado aos 03 de fevereiro de 1872, pelos portais da ARLS:. Estrela do Norte
- RJ, sendo seu Venerável Mestre em 1874. Nós, obreiros do Rito Moderno,
deixamos aqui a nossa singela homenagem a este ilustre brasileiro, que tanto
fez para o engrandecimento de nossa Augusta Ordem e de nossa Amada Nação.
Deve-se ao nosso dileto Irmão José Maria da Silva Paranhos Júnior (o “Barão do
Rio Branco”), a data de 20 de agosto, em Sessão de 1822, como o dia para comemorar-se
o “Dia do Maçom”.
O que é um Venerável Mestre?
O Venerável Mestre é o presidente de uma Loja Maçônica.
Ele representa a Loja perante a Maçonaria e o mundo profano.
Ele, juntamente com os Vigilantes, são chamados de “LUZES DA
LOJA”.
Ele compõe as DIGNIDADES da Loja, juntamente com o Orador, o
Secretário, o Tesoureiro e o Chanceler.
Segundo estudos sobre a Maçonaria na América Latina e no
Caribe
Pesquisa de:
Augusto Cesar Acioly Paz Silva.
Pensar a Maçonaria na Era Vargas em um período específico de
1930 a 1937 constitui um desafio, pois sendo um período de grandes
transformações políticas, econômicas e sociais, observar o comportamento desta
instituição em tal época levanta uma série de questões. Ainda encontramos o
estímulo para abordar tal objeto de estudo dentro de uma realidade em que esse
assunto aparece como uma espécie de “tabu” para a historiografia brasileira. Em
razão desses elementos, procuramos ao longo do texto situar os desafios e
estratégias institucionais enfrentados pela Maçonaria nos primeiros anos da Era
Vargas, especificamente em relação às formas de se organizar e às suas posições
dentro de um contexto em que a maçonaria teve que travar confrontos
intelectuais e, em determinados momentos específicos, com segmentos de
tendências políticas .
Buscamos ainda, através do conjunto documental, averiguar se
ele está vinculado à Maçonaria ou aos segmentos integralistas, e aqueles
produzidos pelo Estado, através dos órgãos policiais. Ao longo deste texto
procuraremos enfatizar o papel da Maçonaria em seu processo de organização e
propagação de suas ideias e as frentes que unificaram seu discurso. Apresentado
desta forma, porque se estruturam os embates entre maçons e integralistas no
Brasil e quais as consequências de tal realidade. Observando, por assim dizer,
os conflitos políticos e ideológicos entre esses dois grupos, e como o Estado e
seu braço vigilante buscavam construir narrativas sobre a Maçonaria. Um aspecto
que observaremos mais adiante.
Eram 20 horas e 40 minutos do dia 14 de agosto de 1933, e os
pesquisadores do JBS e do PPP, da seção de Ordem Política e Social, estavam
reunidos no lado oposto da Rua do Imperador, no centro da cidade do Recife,
Estado de Pernambuco, Brasil, atentos à movimentação das pessoas que entravam
no número 460 e circulavam pela rua.
Eles se comportaram de forma discreta, para não chamar a
atenção de transeuntes e de quem se dirigia para aquela propriedade pela
estrada oposta. Durante pelo menos 20 horas, eles registraram com precisão
todos os movimentos que eram direcionados ao número 460. Mesmo com os olhos
atentos, a movimentação do fluxo de pessoas que chegavam ao imóvel, os
investigadores não deixaram de observar os indivíduos que passavam pelo local.
O trabalho de investigação descrito nos parágrafos anteriores foi realizado ao longo de dois dias, de 18 a 26 de agosto de 1933, tendo como alvo as dependências que abrigavam três lojas maçônicas, quais sejam: o Cavaleiro do Oriente, o Luzeiro da Verdade e o Cavaleiro da Luz, ação que durou cerca de 12 dias, e teve como foco central de observação os terços e quintos de cada semana, que eram os dias de reunião do Luzeiro da Verdade e do Cavaleiro da Luz. A persistência em observar o movimento nestes dias, por parte da Delegação de Ordem Política e Social, nos diz muito sobre as relações que se estabelecerão entre o Estado e a Maçonaria durante a Era Vargas. Uma relação que se vê como uma entre duas insatisfações, a datação das lojas maçônicas pelo governo autoritário imposto por Vargas, a partir de 1937, e a perseguição velada aos maçons pelos intelectuais conservadores e católicos do Brasil e de Pernambuco, tendo como uma das expressões de combate os integralistas.
Acredito que a esta altura o leitor possa se perguntar quais foram os motivos pelos quais Agamenon Magalhães e o Estado Vargas monitoram as ações dos maçons em Pernambuco e em outras partes do país. Essa questão surge com certa insistência, mas alguns historiadores não se preocupam em estudar essa sociedade durante o período republicano, divulgando, na maioria das vezes, a visão equivocada de que ela não teve uma atuação política, social e cultural mais efetiva em comparação a outros momentos da nossa história nacional. Essa visão começa a cair cada vez mais por terra, a partir do desenvolvimento de estudos acadêmicos que têm a Maçonaria como foco privilegiado, e que na década de 1990 foi seu momento de ascensão e não fazia parte da comunidade de historiadores.
O que o historiador denomina de Maçonaria ou filosofia
maçônica, perdeu sua importância na sociedade, fazendo com que suas posições e
ações perdessem influência e visibilidade, tornando-se uma instituição sem
importância política, social e cultural.
Esse argumento de Sérgio Buarque pode ser cada vez mais desconsiderado por meio de dois estudos que se colocam no extremo oposto do argumento e das análises propostas pelo historiador paulista. Marcados pelos trabalhos desenvolvidos por Alexandre Mansur Barata, Luis Eugenio Véscio, Marco Morel e Françoise Souza e Augusto César Acioly Paz Silva , podemos observar que ao contrário da superação da maçonaria pelo ideal positivista proposto por Holland, notamos que houve na verdade uma mudança na atitude política da maçonaria para favorecer a República e derrubar o Império cuja gestão era feita pela família Bragança.
https://arteeculturaporjohnwesley.blogspot.com/2025/02/entre-arte-e-historia-uma-visita-vila.html
https://arteeculturaporjohnwesley.blogspot.com/2025/02/entre-arte-e-historia-um-encontro-com.html
A história da instituição Maçônica no Brasil, que é
documentadas desde o período colonial, remonta às primeiras décadas do século
XIX, ou seja, ao seu momento de organização institucional em solo Brasileiro
como instituição distinta da Ordem de Cristo.
Oito dos 12 presidentes da Primeira República Brasileira
eram maçons:
Deodoro da Fonseca
Prudente de Morais
Campos Sales
Rodrigues Alves
Nilo Peçanha
Hermes da Fonseca
Venceslau Brás
Washington Luís
O primeiro Ministério do Governo Provisório, após a
proclamação da República, era composto inteiramente por maçons. Os ministros
eram:
Quintino Bocaiúva, Transportes
Aristides Lobo, Interior
Benjamin Constant, Guerra
Rui Barbosa, Fazenda
Campos Salles, Justiça
Eduardo Wandenkolk, Marinha
Demétrio Ribeiro, Agricultura
A Maçonaria abrigava a elite intelectual do país e os
melhores homens do Brasil, na época. A implantação de um Estado laico, separado
da Igreja Católica, foi uma antiga reivindicação da Maçonaria.
Os seguintes presidentes eram maçons, com sua adesão
confirmada pela maçonaria brasileira: Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto,
Prudente de Morais, Campos Sales, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Venceslau
Brás, Delfim Moreira, Washington Luís, Nereu Ramos, Jânio Quadros e Michel
Temer. E recentemente o Vice-presidente, Hamilton Mourão é Grau 33 na
Maçonaria.
A historiografia clássica aponta o papel e o potencial
político desempenhado pela Maçonaria em diversos momentos da história política
do Estado Nacional que se encontrava em processo de organização. Além dessa
dimensão, há o vínculo político entre os maçons e o espectro político da época.
Podemos então perceber ao fazer uma análise da ação maçônica, superando essa
visão da historiografia clássica a respeito dessa instituição, que a Maçonaria
passou a se preocupar, ao longo do século XX, não apenas com um vínculo
partidário específico, mas em promover discussões sobre questões que não se
enquadravam num horizonte partidário A, B ou C operando também, dentro de uma
cultura política que centrava sua defesa em temas como: a questão da educação
nacional, a proteção e difusão do princípio da tolerância em sua aceitação mais
ampla, a preocupação com a Questão Social, Educação e laicidade estatal.
Alguns dos temas que circularam no interior das lojas e os
artigos encontrados nos órgãos de impressão financiados pela Maçonaria, ao
longo das décadas de 1930 e 1940, ainda que esses jornais sofram uma forte
descontinuidade na publicação. Outro tema que dominou as páginas da imprensa
maçônica no Brasil foi o enfrentamento à ideologia de extrema direita,
materializada no Brasil pelo Integralismo.
Se formos além dessa visão, a de uma instituição sem
presença no cenário político, social e cultural do Brasil, se estudarmos os
links a cima citados poderemos compreender a atitude supervisora do Estado
Vargas em relação aos filhos da viúva .
A partir da história que apresentamos no início do capítulo, desenvolveu-se em
torno da Maçonaria uma lógica de suspensão, conceito que pode ser bem
destacado, pois o aparato de vigilância e repressão passou a ser utilizado pelo
Estado brasileiro em relação aos maçons e, foi ampliado, no sentido de tentar
evidenciar qualquer tipo de ação que pudesse representar algum tipo de
posicionamento de confronto em ordem, mas nos primeiros anos da década de 1930,
até praticamente o golpe de 1937, que inaugurou o Estado Novo e proibiu as
ações maçônicas, os órgãos de vigilância controlados pelo Estado brasileiro.
Eles estavam mais preocupados em realizar uma espécie de monitoramento das
ações de grupos que pudessem “desestabilizar a ordem estabelecida”.
A fiscalização empreendida pelo Estado, a partir de seu discurso, sobre os ataques do próprio período, principalmente aqueles empreendidos no contexto das décadas de 1930 e 1940, entre aqueles que defendiam ou se inseriam dentro de um campo intelectual mais conservador, representado por intelectuais católicos, integralistas e anticomunistas, e de outro lado, grosso modo, o que poderíamos chamar de setores progressistas, que reuniam uma diversidade de posições, entre elas as de tendência liberal, orientação que não estava incluída na organização da Maçonaria Moderna, e que tinha alguns círculos maçônicos como defensores.
Comemoração dos 90
anos da Loja Barão do Rio Branco Arcoverde.
Ao analisar os embates ocorridos entre maçons e
integralistas, personagens focalizados neste texto, é possível observar algumas
posições que representavam o lugar de cada um deles no campo político da Era
Vargas. Temas relacionados à defesa de uma sociedade, sem a intervenção ou
privilégio da expressão religiosa, preocupação com a educação laica e a defesa
de princípios de tolerância constituíam as reivindicações defendidas pelos
maçons brasileiros, já na outra posição, os segmentos relacionados ao ideário integralista,
a descrença no sistema liberal, uma educação vinculada ao ideário religioso
católico, como expressão da alma brasileira, o antimodernismo e o
anticomunismo, faziam parte de suas bandeiras. Por meio desses confrontos,
observaremos como ela se estabeleceu de forma concreta por meio da análise dos
ataques ocorridos em Pernambuco e como ela não está desconectada da realidade
brasileira, sendo essa realidade uma desagregação do cenário mais geral.
Expansão dos territórios maçônicos no interior de Pernambuco
nas décadas de 1930 e 1940
Não mais que em março de 1933, quase cinco anos após a
elevação da cidade de Rio Branco (atual Arcoverde) à condição de município,
fato ocorrido no final da década de 1920, mas precisamente em 1928, esse
processo se estabeleceu e se articulou por meio da participação das lideranças
locais, das diversas camadas sociais que compõem as forças produtivas ao
comércio da população que buscava escapar da condição de localidade submetida
ao poder municipal de Pesqueira. A pressão para que essa autonomia fosse estabelecida
era uma demanda colocada pela liderança da cidade dentro do conselho municipal
desde pelo menos os últimos anos da década passada.
Grande parte dessa posição se baseia no fato de que a vila
de Rio Branco (Arcoverde), após atingir os dois trilhos do trem e quase seis
anos depois, por volta de 1917-18, quando a ação da liderança se tornou mais
intensa ao lado da câmara municipal, já possuía um conjunto de elementos que,
comparada a diversas localidades do sertão, a colocavam na condição de um
importante e estratégico entreposto geograficamente entre as portas do sertão
ou “sertão mais fundo”. Como exemplo dessa realidade, destaca-se o fato de, nas
primeiras décadas do século XX, Rio Branco ter se constituído, como já
apontamos no final da linha de trem que partia do Recife, garantindo o status e
a condição de local de repouso, ou que colaborava para sua implantação, de uma
condição por parte da cidade de se tornar um espaço de comunicação comercial,
de distribuição e oficialização do Estado entre essas regiões mais profundas,
como a capital e outras regiões que eram interligadas por linhas de trem com o
Estado.
Comemoração dos 90
anos da Loja Barão do Rio Branco , em Arcoverde.
A ferrovia teve, em tempos de "modernidade", em
razão da expansão das relações capitalistas e suas cisões, ou encurtamento de
distâncias, representando assim uma imagem de mudança e movimento,
simbolicamente conduzida pela visão de que o progresso chegaria a Rio Branco,
sendo esta, inclusive, uma das justificativas dentro da cultura política,
defendida pelos grupos que buscavam forjar o processo de autonomia da cidade em
relação a Pesqueira.
Essa condição de empório que a cidade de Rio Branco (atual
Arcoverde) recebeu desde a chegada do trem, contribuiu, inclusive, no sentido
de forjar dois aspectos de sua identidade para representar ao longo de seu
desenvolvimento histórico a imagem de ser uma cidade voltada para o comércio de
qualquer natureza, atividade essa que teve lugar privilegiado nas relações que
a cidade estabeleceu com outras cidades da região e duas áreas próximas.
Ao longo das décadas de 1930 a 1940, período no qual
delimitamos como recorte temporal de análise deste artigo, a cidade
de Rio Branco experimentava um período de expansão com um intenso fluxo
de pessoas, que desde pelo menos o final da década anterior se inicia mas
que a partir das décadas em questão se intensifica e consolida-se. Para
que seja possível, termos ciência de tal movimento, utilizamos as
informações do pesquisador da história local, Lucielio de França
Palmeira que destaca que o início da transformação na antiga povoação de
“olho d’agua” depois “olho d’agua dos Bredos”, começou a ser sentido
através do processo de dinamização provocado pela inauguração no dia
13 de maio do ano de 1912 da estação ferroviária da Greath Western, empresa
responsável pela administração das linhas férreas de Pernambuco.
Segundo os dados fornecidos pelo pesquisador
Lucielio, possivelmente, até o momento da chegada do trem a população
da então “olho d’agua dos Bredos, girava em torno de 5.000 habitantes,
número que por volta de dois anos depois, em 1914 já chegava ao número de
8000 habitantes chegando às décadas finais de 1920, chegava em torno de
15000 a 18.000 habitantes. Os dados para as décadas seguintes de 30 e 40,
apontam que este acréscimo populacional continuou em largo crescimento,
intensificando-se de maneira exponencial quando depois de um longo
processo de articulações capitaneados pelo Coronel Antônio Japiassu e
outras lideranças vinculadas ao mundo rural e comercial da cidade,
conseguiram junto ao conselho municipal, órgão vinculado ao
município de Pesqueira ao qual Rio Branco (atual Arcoverde) fazia parte
conseguiu junto ao governador Estácio Coimbra a elevação da condição de
vila de Rio Branco à município.
Este processo de autonomização aliado ao lugar
estratégico de comunicação que a localidade desfrutava, como já
destacamos em parágrafos anteriores, neste texto, são condições
importantes para que o município se estabelecesse enquanto, parada
obrigatória e espaço privilegiado para as idas, vindas e
assentamentos das populações que trafegavam entre os sertões mais
profundos, o agreste, zona da mata e litoral, principalmente, nos
períodos nos quais as secas assolavam as regiões semiáridas contiguas e
que não desfrutavam dos canais de comunicação e abastecimento,
condição que começou a se reverter, como já afirmamos, com a chegada do
trem à Rio Branco.
A configuração da cidade mesmo tendo pelas
características próprias da região, uma fisionomia ligada a exploração
e atividades rurais, conheceu ao longo dos anos, principalmente, após
à chegada do trem e das décadas 1920 a 1940, uma diversificação no campo
do comércio que através das “modernidades” e do “progresso”,
estabelecido pela chegada da estrada de ferro assolavam as cidades
que iniciavam um pequeno desenvolvimento comercial. Desta forma Rio Branco
mesmo antes de torna-se sede de município passou a contar com um leque de
estabelecimentos comerciais diversificado para aquela época:
cinemas, padarias, hotéis, jornais, clubes sociais, agencias de vendas de
carro, de estivas, representações de empresas de exportação de algodão e
outros produtos e casas comerciais de variedades, que utilizavam como
ponto de articulação importante a estação ferroviária da cidade.
Diante deste cenário acompanhamos o surgimento de
segmentos sociais ligados aos serviços e órgãos do estado que se fixavam
na cidade, que passaram à dispor de uma lógica e sociabilidades
diferentes das experimentadas por aqueles que se encontravam
vinculados ao mundo rural, por mais que muitas destas novas classes
tivessem referencias neste mundo, procurando então, em alguma medida
acessar e reelaborar vivencias, que se ligavam diretamente à condição de
conviver no espaço urbano entrando assim em contato, com tecnologias e
modos que não eram os mesmos do mundo rural, por mais que não possamos
compreender tal sociabilidade dentro de uma ótica de cisão extrema
pois, é necessário compreende-la dentro de uma ótica na qual muitas vezes
elas mantinham níveis de circularidade.
É neste contexto de expansão e diversificação, aumento
populacional e chegada de pessoas de outras localidades, atrás de um
suposto progresso da cidade de Rio Branco, que nos anos iniciais da
década de 1930, mais precisamente em 18 de março de 1933, foi fundada na
cidade Rio Branco, independente de Pesqueira a menos de cinco anos uma
loja maçônica, espaço de sociabilidade que em alguma medida já denotava
uma diversificação social, haja vista que os fundadores da referida
loja maçônica em sua maioria eram profissionais liberais como médicos e
engenheiros, comerciantes locais, funcionários públicos ligados a
órgãos do estado que existiam na localidade, além de membros de o.
NATA DE REFERÊNCIA.
(1) Cavalcanti,
Giovanni - Istorie Fiorentine, vol. II, Tipografia All insegne di Dante,
Firenze, 1838, p.45, apêndice.
Gamurrini, Pe.
Eugenio - Istoria Genealógica delle Famiglie Nobili, Toscane et Umbre,
Florença, 1673, pg.57e 58.
Scipione, Ammirato -
Delle Famiglie Florentine , Firenze, 1615, na Biblioteca Nacional Central de
Florença.
Estes três autores
têm seus textos principais fotografados e expostos in Cavalcanti, Marcelo
Bezerra - “La Famiglia Cavalcanti ‘, blog on line”.
Cavalcanti, Sylvio
Umberto - Se Chiavano Cavalcanti, ed. eletrônica on line. O autor faz
restrições a essas informações questionando a validade das fontes, apenas
baseadas em tradições orais e heráldicas.
Albuquerque, Cássia
Cavalcanti de, Cavalcanti, Marcelo Bezerra e Doria, Francisco Antonio:
‘Cavalcantis: na Itália e no Brasil’, ed. Eletrônica on line, segundo os
autores, em breve, no prelo.
(2) Maquiavel,
Nicolau – História de Florença, ed. Musa, 1998 – o autor omite, certamente por
necessidade política de agradar aos Médici, o papel relevante dos Cavalcanti na
história de Florença, que são citados apenas quando impossível omitir seus
nomes.
(3) Cavalcante de
Cavalcanti, cônsul da comuna de Florença em 1176, possivelmente casado com uma
Adimari, teria sido dono dos castelos de Lugo, de Ostina e de Stinche. Seu
filho Adimaro Cavalcanti, cônsul de Florença em 1202, casado com uma Amidei,
teria sido dono do castelo de Montecalvi, herança de sua avó, filha do Conde
Guido de Modigliani. Cavalcanti, Marcelo Bezerra e outros –opus cit., pág. 7,
citando fontes.
(4) Cavalcanti,
Sylvio Uumberto – opus cit ano 1214 citando Vatti, G.- “Montieri, notícias
históricas”. A citação freqüente da obra de Sylvio H.Cavalcanti é devida a sua
centralização das referências que dizem respeito à família Cavalcanti na
Itália, bem como o critério de confiabilidade de suas fontes.
(5) Cavalcanti,
Sylvio Umberto - opus cit., anos 1248,50 a 1280.
(6) Cavalcanti,
Sylvio Umberto - opus cit., anos 1300 a1302.
(7) Cavalcanti,
Sylvio Umberto - opus cit., ano 1304 a 1307.
(8) A mudança de
nomes dos Cavalcanti ocorre durante o período de maior poder das guildas
menores entre 1379 e 1381. Ver Cavalcanti, Sylvio Humberto - opus cit. Anos
referentes.
(9) Cavalcanti,
Sylvio Umberto - opus cit., ano 1416 .
(10) Doria, Francisco
Antonio – “Tabela Genealógica dos Cavalcanti“, gentilmente cedida pelo autor.
Cavalcanti, Marcelo Bezerra - La famiglia Cavalcanti- artigo “La Famiglia
Cavalcanti”, blog on line.
(11) Revista Morasha
- artigo, março 2004 ed. 44. Projeto Arquivo Medici. Arquivo do Grão Ducado dos
Médici, on line.
(12) Cavalcanti,
Sylvio Uumberto- opus cit., ano 1478. Recentemente o genealogista Francisco
Doria, em seu blog, supôs que este Lorenzo, que ajudou a salvar o Magnífico,
poderia ser o do ramo vindo para o Brasil, casado com uma Peruggi, pai de
Giovanni, avô portanto de Felippe que vem para o Brasil. Entretanto por
Cavalcanti, Sylvio Humberto – TávolaCavlcantiFirenze, on line, a paternidade
destes dois Lorenzo não coincidem, ainda que possam ter vivido na mesma década.
(13) Cavalcanti,
Sylvio Umberto–opus cit., anos referentes.
(14) Cavalcanti,
Sylvio Umberto- opus cit., anos, referentes, citando Luttazzi-Gregori. O autor
lembra ainda que Mainardo Cavalcanti seguia as idéias republicanas di Nicolo
Capponi, do qual era amigo. Lembramos que Nicolo Capponi, rico comerciante
participou em 1527 da administração pública no ultimo período republicano em
Florença. Capponi foi apoiado em 1527 por Clarice Medici-Strozzi e seu marido o
banqueiro Felipe Strozzi, já então em conflito com o lado prepotente de seus
parentes da família Medici.
(15) Cavalcanti,
Sylvio Umberto – opus cit., anos referentes.Consultar também Torres, Rosa
Sampaio – artigo em blog http://rosasampaiotorres.blogspot.com/ “Conspiração
Pucci & Cavalcanti”.
(16)Livro Pernambuco
Templário de
Maxuel Rodrigues de
Moraes.
(17)AOUN, Geraldo
Tenório. A Vila de Mimoso: Pesqueira- PE tradições e costumes. Recife: Gráfica
Editora Santa Cruz, 1986.
(18)Colombo e Os
Templários da América
(19)Cronológica
Pernambucana volumes 09 e 13. De Nelson Barbalho.
(20)Coleção Tempo
Municipal
Centro de Estudos da
História Município.
Francisco Ricardo
Nobre o Inglês da Volta e Sua
Descendência.
Yone Sampaio &
Geraldo Tenório Aoun
Maçonaria da América.
(21(STRATHALLAN,
Visconde de (William Drummond). "The genealogy of the most noble and
ancient house of Drummond" (PDF). A. Balfour & Co., Edinburgh, 1831;
impressão privada, 1889. Primeira edição em livro: 1681.
(22)Carta dos irmãos Remígo da Assunção
Drummond, Antônio de Freitas Corrêa Drummond e Simão de Freitas Corrêa Drummond
ao earl de Perth, John, Lord Drummond. In: Strathallan (1831; 1889) , pág. 105.
(23)LEME, Pedro
Taques de Almeida, "Nobiliarquia Paulistana Histórica e Genealógica",
vol. II, título "Toledo Pizas", cap. II, § 2.o, pág. 231. As
informações de Pedro Taques sobre Manuel da Luz Escórcio Drummond e seus
descendentes estão resumido em LEME, Luiz Gonzaga da Silva, "Genealogia
paulistana", vol. V, Título "Toledos Pizas", cap. II, § 2.o,
pág. 507, nota (1).
(24)Processo de genere de Fortunato Cândido
Drummond Rocha e João Ricardo da Costa (Conceição da Praia, 1806). Arquivo do
Laboratório Reitor Eugênio de Andrade Veiga (LEV), Universidade Católica de
Salvador (UCSal), Cx. 7; E. 1; 23 Ge-20; no. 24.
Sir) DRUMMOND, Juiz
da Escócia; de Cargill & Stobhall, Drummond
Sosa: 1.818.192
Nascido por volta de
1358
Falecido por volta de
1428, com cerca de 70 anos
(25)Pais
sosa John (Sir; de
That Ilk) DRUMMOND, de STOBALL (Stobhall) Drummond , nascido por volta de 1330
- ca 1330 Escócia, falecido em 1373 com cerca de 43 anos de idade
Casado com
sosa Mary MONTIFEX
(MONTIFICHET; MONTFICHET; MONTEFLICHET), ou Mary de MONTEFEX, De Montfichet ,
nascida por volta de 1320 Cônjuges, filhos , netos e bisnetos
(26)Casado com
Elizabeth SINCLAIR, De Saint-Clair , nascida por volta de 1366 (Pais: Henry (de
Roslin) ST. CLAIR (SINCLAIR) Earl d' ORKNEY; Lord/Prince de SHETLAND De
Saint-Clair ca 1345-ca 1404 & Jeann (de Castelo de Dirleton) HALIBURTON, ou
Janet HALYBURTON; De Halyburton ca 1349- ) com sosa M sosa F sosa
M sosa Walter (Sir)
DRUMMOND, de Cargill & Stobhall, Drummond ca 1383-ca 1455 Casado com Margaret RUTHVEN, De Ruthven ca
1385 tiveram sosa
M sosa Malcolm (Sir)
DRUMMOND, de Cargill & Stobhall, Drummond ca 1415-ca 1470 Casado com Mariot (Marion) MURRAY, Murray ca
1423 tiveram : sosa
M sosa John (Lord de)
DRUMMOND, Chamberlain da Escócia, Drummond ca 1439-ca 1519 F sosa Margaret
DRUMMOND, Drummond †1482/
M sosa James (de
Coldich e Ballochard) DRUMMOND, Drummond Irmãos
F sosa Ne,
(Senhorita) DRUMMOND Drummond ca 1350 Casada com Allan MacOCHTERY (Chefe de
CAMERON), de Cambrun, De Cameronsosa
F sosa Annabella (de
Stoball) DRUMMOND, Drummond ca 1352-1401 Casada com Robert III (John) STEWART
(King) des SCOTS, (batizado John, ele mudou seu nome na adesão; `o Rei Manco')
Stewart ca 1344-1406.. 1420sosa
F sosa Margaret
DRUMMOND, Drummond ca 1353 Casada com Colin `Extraordinário' (Senhor) CAMPBELL,
`Iongantach'; de Luchow (LOCHOW) Campbell ca 1344-ca
1413sosa
M sosa John (Sir)
DRUMMOND, Juiz da Escócia; de Cargill & Stobhall, Drummond ca 1358-ca 1428
Casado com Elizabeth SINCLAIR, De Saint-Clair ca 1366sosa
M sosa Malcolm (de
Stobal) DRUMMOND, Drummond †ca 1403 Casado com Isobel DOUGLAS, De Douglas ca
1372-ca 1408sosa Como vimos ELIZABETH SINCLAIR era filha de HENRY SANTCLAIR ;
ELIZABETH SINCLAIR , e seu filho JOHN
DRUMMOND SANCLAIR eram descendentes do Princepe escocês Henry SinClair ,
que em 1398 quase 100 anos antes da chegada de Colombo ao Novo Mundo , aportou
onde hoje é a Nova Escócia. Com aproximadamente quinhentos Cavaleiros
Templários de sua confiança ele fundou a Green Oaks , Nova Escócia , uma colônia do “ Graal” secreta para os Templários nas terras da
Merica , pois os irmãos Templários ainda estavam fugindo das perseguições
movidas pela Igreja Católica Romana e pela Monarquia Francesa descendentes de
Felipe o Belo.








Chegamos a última publicação , publicação IV, do Estudo IV da Nova Ordem de Cristo no Blog Arte e Cultura por John Wesley.
ResponderExcluirUma publicação que estuda as famílias Britt e Brito de Arcoverde em Pernambuco, e da Loja Maçônica Barão do Rio Branco.
Aos Cavaleiros e Amazonas da Nova Ordem de Cristo se faz nescessário a leitura das partes I , II , III , IV deste estudo , e os certificados só saíram aos Cavaleiros e Amazonas ou pessoas de outros ordens Iniciáticas que fizerem o estudo das IV partes , fizerem os comentários nas 04 postagens e se identificarem se for pessoas que entraram no Facebook da Nova Ordem de Cristo tem que enviar o print da conversa nos comentários do Facebook.
Os membros da Nova Ordem de Cristo tem que colocar o nome e enviar o print dos 04 comentários. Estou enviando agora os. Certificado do estudo da II foram entregues e os do estudo III estão sendo entregues conforme os comentários no estudo postagem .
O estudo III da Nova Ordem de Cristo é sobre a cidade de Bonito.
Pela graça de Deus Samuel Alexander De Gouveia Robalino, irmão da Nova Ordem De Cristo N.O.D.C.
ResponderExcluirAgradeço a invitaçãom para participar neste prestigioso Blog,
É muito interesante e é de muito proveito o fato de conhece a história do Barão do Rio Blanco, instituições Templarias a Maçonaria e a diplomacia brasileira, testificar com a investigação de John Wesley e os aportes e contribuição de pessoas muito especiais que fizeram que tenha mais amor pela historia e mais celo por cultivar nossa identidade, muito obrigado pelo ensino que alimenta nossa mente e identidade.
Tenho uma madre ecuatoriana, um pai portugues e eu nasci na venezuela, por tanto tenho ideia da historia lusa e sud americana do lado occidental, mais não tinha o conhecimento profundo e com detalhes da valiosa historia pernambucana, mais uma vez muito obrigado.
Parabéns irmão Dom
ResponderExcluirPSamuel Alexander De Gouveia Robalino, estudar, pesquisar é uma meta de um pesquisador de um buscador espiritual. Se faz nescessário a busca constante, a pesquisa por várias fontes para chegar ao real conhecimento. Sucesso em seus trabalhos nas Preceptorias Nacionais da Nova Ordem de Cristo na Venezuela e no Equador. Um Grande abraço.
Maxuel Rodrigues de Moraes
Nautonnier Grão Mestre da Nova Ordem de Cristo.