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Pesquisa Ação Arcoverde - Parte IV Final

Continuação...

ORIGEM DOS APELIDOS BRITISH OU BRITT E BRITO.

 Explorando as origens e a história do sobrenome Britt

As antigas raízes do sobrenome Britt

O fascinante sobrenome Britt tem origem na França e é um nome étnico para um bretão. Os bretões eram originalmente celtas que foram expulsos do sudoeste da Inglaterra para o noroeste da França pela invasão dos anglo-saxões no século VI. Alguns retornaram com o exército de Guilherme, o Conquistador, durante a invasão de 1066, e muitos deles se estabeleceram em East Anglia, onde o sobrenome inglês Brett é amplamente difundido hoje. Ocasionalmente, o nome pode ser derivado do povo de língua celta de Strathclyde, Escócia, conhecido como Byrttas e Brettas até o século XIII.

O Reino de Strathclyde (em gaélico: Srath Chluaidh, lit. "Vale do Clyde", originalmente britônico: Ystrad Clud) foi um dos reinos dos bretões no Hen Ogledd, a região do atual Norte da Inglaterra e sul da Escócia de fala britônica, ao longo do período pós-romano e Idade Média. Também era conhecida como Alt Clut, o nome britônico para Dumbarton Rock, a capital medieval da região. O reino pode ter suas origens com os damnônios, povo descrito pelo geógrafo grego Ptolomeu em sua Geografia.

 

O reino de Strathclyde, construído entre o século V e 1030, quando deixou de existir.

O idioma falado em Strathclyde, assim como pelos bretões que habitavam as áreas vizinhas que estavam sob alguma forma de governo estrangeiro é conhecido como cúmbrico, com fortes ligações com o galês antigo. As evidências toponímicas e arqueológicas apontam para alguns sítios habitados por nórdicos ou nórdico-gaeis durante a Era Viquingue, embora em menor escala do que na vizinha Galloway. Um grande número de topônimos ânglicos mostram alguma colonização alta de indivíduos oriundos na Nortúmbria, anterior à chegada dos nórdicos. Devido à série de mudanças linguísticas na região, não é possível afirmar se podemos ou não mas aparentemente tudo indica por novas descobertas que a maioria daquela região é inglesa numa proporção de 70 ingleses para 30 outros nativos.

 Após o saque de Dumbarton Rock por um exército viquingue de Dublim, em 870, o nome Strathclyde passou a ser usado, talvez refletindo a mudança do centro do reino para Govan. No mesmo período também foi chamado de Cúmbria, e seus habitantes como cúmbrios. Durante a Alta Idade Média a região foi conquistada pelo reino de Alba, e passou a fazer parte do novo reino da Escócia. Permaneceu uma área distinta até o século XII.

 O Reino de Alba é referente ao período do Reino da Escócia compreendido entre a morte de Donald II, ano 900, e a de Alexandre III em 1286 que levou às Guerras de independência da Escócia. Alba é o nome em gaélico escocês da Escócia e é utilizado precisamente por nesta época ser a elite de cultura gaélica e mais tarde normando-escocesa, em contraposição com a época dos Stuarts na que a elite era na sua maior parte de cultura anglo.

O Reino de Alba foi criado por Merovíngios Borgonhas descendentes da tribo de Israel de Manassés e Efraim foram os dois filhos do Grão Vizir José do Egito, filho de Jacó. Que vinheram para os territórios de Salomão onde hoje é a França.




A Pedra da Coroação era usada nas coroações dos reis de Alba. Em 1296 Eduardo I descendente destas tribos de Israel levou-a para Inglaterra e mandou construir um trono no que inseriu a pedra de Jacó, no qual foram coroados  todos os reis da Inglaterra e do Reino Unido depois.

Corte.

Não se conhece a estrutura da Corte escocesa antes da chegada dos normandos à Escócia. No século XII os principais cargos da Corte eram:

 

Senescal ou dapifer, hereditários desde o reinado de David I, tinha ao seu cuidado a casa do rei.

Chanceler, tinha ao seu cargo a capela real que estava associada com os copistas reais, responsáveis de manter a documentação. Era um sacerdote.

Chamberlain, tinha o controle e a responsabilidade das finanças reais.

Condestável, hereditário desde David I, tinha a seu cargo os recursos militares da coroa.

Mordomo

Marechal, era o responsável da cavalaria real.

No século XIII, todos os oficios exceto o de chanceler tenderam a ser hereditários ao tempo que se criaram outros oficios, o mais importante era o hostarius, a cargo da guarda real.

 

Origem

 Donald II foi o primeiro que recebeu o nome de rei de Alba (rí Alban), concretamente à sua morte no castelo de Dunnottar no ano 900. Os seus predecessores recebiam o nome de reis dos pictos ou rei de Fortriu.

 

Última modificação há 2 anos por UrielAcosta

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Variantes modernas do sobrenome Britt

Na linguagem moderna, as variantes do sobrenome Britt incluem Britt, Breton, Bretton e De Brett (de Breton). Os primeiros registros em Londres incluem o casamento de William Brett e Johanna Hayward em 1559, e em Norfolk, de Richard Brett e Elizabeth Leive em 23 de setembro de 1552, em St. Diana De Brett casou-se com Henry Johnson em 12 de outubro de 1802, em St. Mary's, St. Marylebone, Londres. A primeira grafia registrada do sobrenome é a de Edward Brit, datada de 1066, no Domesday Book of Devon, durante o reinado do rei Guilherme I, comumente conhecido como "O Conquistador", de 1066 a 1087. Os sobrenomes tornaram-se necessários à medida que os governos introduziram um sistema de tributação pessoal. Isso era conhecido na Inglaterra como Poll Tax.

 

 A evolução dos sobrenomes

Ao longo dos séculos, os sobrenomes “evoluíram” em todos os países, muitas vezes levando a variações notáveis ​​da grafia original. O sobrenome Britt, uma variante de Brett, foi referenciado em registros históricos, como o Hundred Rolls. Na Irlanda, o nome está presente desde o século XII, encontrado principalmente nos condados de Waterford, Tipperary e Sligo.

 Uma citação de "Sobrenomes do Reino Unido", de Henry Harrison, menciona o sobrenome le Bret, que fez a transição para Britt. Outra citação de "A Guide to Irish Names", de Edward MacLysaght, fornece informações sobre a origem inglesa do sobrenome, relacionando-o a um porto ou bairro chamado Brit em Dorset. O "Dicionário de Nomes de Família Americanos", de Elsdon Coles Smith, oferece mais informações sobre as variações do sobrenome Britt e sua prevalência nos países da Anglosfera.

 Concluindo, o sobrenome Britt tem uma rica história enraizada na França, Inglaterra e Irlanda, que remonta às antigas origens celtas. Ao longo dos séculos, o nome evoluiu e se espalhou por diferentes regiões, deixando um legado que continua a ser explorado e apreciado por genealogistas e historiadores hoje.

 

 

Países com maior presença de Britt

Sobrenomes de Estados Unidos da América Estados Unidos da América

Sobrenomes de Austrália Austrália

Sobrenomes de Inglaterra .

 

NESTE PONTO DO ESTUDO PERCEBO QUE A UMA DIFERENÇA NÃO SÓ NA FONÉTICA, E ESCRITA,  MAS TAMBÉM NA ORIGEM DOS APELIDOS OU SOBRENOMES O BRITISH E BRITT VEM DA ESCÓCIA E INGLATERRA E O BRITO VEM DE PORTUGAL SÃO APELIDOS DE  DOIS TERRITÓRIOS BORGONHAS GERIDOS POR PATENTES DIFERENTES NAS QUE SURGIRAM NA MESMA ÉPOCA .

 

A família Brito  de descendência Borgonha de Dom Henrique de Borgonha eram os filhos de Dom Henrique com suas primas que não tinham direito a ser Reis mas que eram os vice Reis de Portugal e tem raízes originárias na vila de Brito, por volta de 1033 da era cristã, onde vivia Dom Hero de Brito, Senhor de muitas herdades em Oliveira, Carrazelo e Subilhães, todas situadas entre o rio Ave e a Portela dos Leitões, região muito rica e onde se encontrava o Solar dos Brito. Dom Hero foi também fundador do Mosteiro de Oliveira, Par do Reino e Conselheiro do Rei de Castela e Leão, Dom Afonso V, tornando-se nobre da corte. Posteriormente, ao longo dos séculos, esta família teve oscilações no seu nível nobiliárquico.

Em Pernambuco o sobrenome chegou em por meio da esposa de Duarte Coelho que trazia como nome dois sobrenomes Brites de Albuquerque.

Brites de Albuquerque foi uma nobre portuguesa que assumiu o governo da Capitania de Pernambuco após a morte do marido, Duarte Coelho.

Quem foi Brites de Albuquerque?

Nasceu em Lisboa por volta de 1517

Era filha de Lopo de Albuquerque e Joana de Bulhões

Descendia de Afonso Sanches, filho bastardo do rei Dom Diniz

Era dama do Paço Real

Casou-se com Duarte Coelho por volta de 1533

Ficou conhecida como “A Primeira Governante das Américas”

 

O sobrenome Brito chegou ao Brasil em várias épocas e por diferentes caminhos, como através de bandeirantes, de famílias açorianas e de dom João VI.

Bandeirantes Brito Peixoto

No século 17, os bandeirantes Brito Peixoto exploraram a região sul do Brasil a partir de Laguna, Santa Catarina.

Famílias açorianas

No século 18, famílias açorianas com o sobrenome Brito chegaram ao Brasil.

Dom João VI Em 1808, o português Antônio Elziário de Miranda Brito desembarcou no Brasil com dom João VI.

O sobrenome Brito tem raízes na Península Ibérica e é frequentemente associado a famílias de ascendência portuguesa e espanhola.

O ramo primogénito da família Brito, morgados de Sâo Lourenço em Lisboa e de Santo Estavão em Beja, viria a herdar, por casamento, a casa dos viscondes de Vila Nova da Cerveira, depois Marqueses de Ponte de Lima, e a receber também o título de conde dos Arcos de Valdevez. O 8.º conde deste título, D. Marcos de Noronha e Brito, foi o último (15.º) vice-rei do Brasil.

O 1.º conde dos Arcos teve também descendência em Espanha, nas casas dos Marqueses de Los Arcos  e dos Duques de Sotomayor.

 No ano de 1608, o rei D. Filipe II de Portugal fez a concessão de novas armas a Filipe de Brito Nicote, como forma de pagamento pelos vários serviços que este deu à Coroa na conquista do Reino de Pegu e também na defesa da fortaleza de Seriam.

Concluindo a nossa pesquisa sobre os Britos de Pesqueira e Arcoverde eles descendem da esposa de Duarte Coelho assim como os Albuquerques , já os Britt ou Brittos descendentes do Inglês da Volta Francisco Roberto Nobre Caval.

IMAGEM DE JOHN WESLEY, LOJA MAÇÔNICA BARÃO DO RIO BRANCO ARCOVERDE.





IMAGEM DO ESQUADRO E COMPASSOS MA FACHADA DA LOJA MAÇÔNICA BARÃO DO RIO BRANCO EM ARCOVERDE. IMAGEM DO FOTÓGRAFO JOHN WESLEY.




Loja Barão do Rio Branco - 3

Potência

GOIPE - Grande Oriente Independente de Pernambuco

Rito : Escocês Antigo e Aceito - R.E.A.A.

Tipo : Simbólica

Horário :20:00

Dias de Trabalho

Quintas-Feiras

Data de Fundação

Endereço : Rua Capitão Arlindo Pacheco de Albuquerque, 108

Bairro :Centro

Cidade/Estado

Arcoverde/PE

Aos 18 (dezoito) dias do mês de março de 2023, foi realizada uma Sessão Pública em comemoração ao aniversário de 90 (noventa) anos da A⸫R⸫L⸫S⸫ Barão do Rio Branco, Loja Mater 03 do Grande Oriente Independente de Pernambuco.

 

A cerimônia contou com a participação de diversas Lojas da região, tanto do GOIPE, quanto do GOB-PE, além de membros do Capítulo DeMolay Guardiões Templários de Arcoverde, das Damas da Fraternidade de Arcoverde, além de autoridades locais e demais convidados. Na comitiva da Loja Luz do Sertão, filiada ao GOB-PE, Oriente de Arcoverde-PE, compareceram: o irmão e Vereador Municipal Luciano Pacheco, representando o Venerável Mestre de sua Loja e ainda o Prefeito de Arcoverde-PE; o irmão e também Vereador Rodrigo Roa, estava representando o Poder Legislativo de Arcoverde-PE, além de outros irmãos que integravam a comitiva desta Loja. Outras comitivas também estiveram presentes como os irmãos da Loja 20 de Abril nº 28 do oriente de Pesqueira-PE (GOIPE); Loja Acácia do Moxotó nº 31 de Ibimirim-PE (GOIPE) e Loja Acácia do Agreste, nº 4464 de Tupanatinga-PE (GOB).

 

O Irmão Diógenes Moreira palestrou sobre aspectos históricos dos 90 (noventa) anos da Loja Barão do Rio Branco, em seguida foi prestou-se homenagem ao irmão Joaquim José de Lucena, médico, empresário do setor de saúde de Arcoverde-PE e ex-Venerável Mestre da Loja aniversariante, que recebeu a “Comenda Maçônica Irmão Valdir Francisco do Santos Moreno”, maior honraria de nossa Loja.

 

Aos Maçons presentes foi entregue um belíssimo pin alusivo aos 90 (noventa) anos da Loja Barão do Rio Branco.

Mas quem foi o Barão de Río Branco?

 

José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, foi Venerável Mestre da Loja Maçônica Estrela do Norte em 1874.

Quem foi o Barão do Rio Branco?

José Maria da Silva Paranhos Júnior foi um dos maiores diplomatas e estadistas brasileiros.

 

Foi iniciado na ARLS Estrela do Norte, no Rio de Janeiro, em 3 de fevereiro de 1872.

José Maria da Silva Paranhos Júnior, (o “Barão do Rio Branco”), foi um dos maiores estadistas e diplomatas da história brasileira. Foi ainda professor, político, jornalista, historiador e biógrafo. Filho do Visconde do Rio Branco, também personagem ímpar da diplomacia brasileira, já de berço herda do pai a bagagem que o conduziria a um brilhante futuro na Diplomacia brasileira. O Barão do Rio Branco nas em 20 de Abril de 1845 e faleceu, nesta mesma cidade, em 10 de Fevereiro de 1912.

 

No Rio de Janeiro, ainda jovem, estudou no Colégio Dom Pedro II, e, posteriormente, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo. Seus estudos foram concluídos na Faculdade de Recife, em 1866. Viajou por vários paízes da Euorpa e ao regressar ao Brasil, retornou ao Imperial Colégio Dom Pedro II, dessa vez como professor da cadeira de Geografia e História do Brasil.

 

Ocupou o cargo de promotor público em Nova Friburgo (RJ), foi deputado pela Província de Mato Grosso (1869) e, no mesmo ano, ao lado de seu pai, representou o País em missão especial no Paraguai. Nos anos de 1870 e 1871, em nova missão especial – ao lado das Forças Armadas, que há algum tempo vinham defendendo as fronteiras do Brasil – participou das negociações de paz entre os aliados e o Paraguai, que encerrou o Conflito da Tríplice Aliança.

 

Regressando ao Rio de Janeiro de sua missão no Paraguai , dedicou-se ao jornalismo, sendo em 1876 designado Cônsul-Geral do Brasil em Liverpool (Inglaterra). Dentre as atividades exercidas, participou como delegado da Exposição Internacional de São Petersburgo. Fruto dos inestimáveis serviços prestados ao Império, recebeu o título de Barão do Rio Branco no ano de 1888.

 

Em 1891, em substituição ao Conselheiro Antônio Prado, foi nomeado superintendente geral na Europa da emigração para o Brasil, cargo que exerceu até 1893. Durante a estadia na Europa, produziu várias obras, sempre em torno da história pátria: redigiu uma Memória sobre o Brasil para a Exposição de São Petersburgo; para o Le Brésil de Sant’Anna Nery, escreveu a Esquisse de l’Histoire du Brésil; apresentou contribuições para a Grande Encyclopédie de Levasseur, na parte relativa ao Brasil; iniciou no Jornal do Brasil a publicação das Efemérides brasileiras, acumulou material para as Anotações à História da Guerra da Tríplice Aliança de Schneider e a Biografia do Visconde do Rio Branco.

 

Em 1893, depois de uma profícua estada na Europa, retornou ao Brasil, como Maçom por ter contribuído com a Proclamação da República  foi nomeado por Floriano Peixoto para substituir o Barão Aguiar de Andrade, falecido no desempenho da missão encarregada de defender os direitos do Brasil ao territórios das Missões. O parecer emitido pelo Barão do Rio Branco levou o presidente, dos Estados Unidos da América, árbitro encarregado de decidir a questão entre o Brail e a Argentina. Rio Branco, encarregado de advogar os pontos de vista brasileiros, apresentou ao presidente Cleveland uma exposição, acompanhada de valiosa documentação, reunida em seis volumes “A questão de limites entre o Brasil e a República Argentina” obra que em muito contribuiu para o laudo arbitral de 5 de Fevereiro de 1895, inteiramente favorável às pretensões brasileiras, que resultou no tratado de 7 de setembro de 1889, con cluído com a República da Argentina.

 

Ao se fundar a Academia, em 1897, Rio Branco se encontrava ausente do país. Talvez por essa razão não foi ele um dos fundadores da casa. Seu nome esteve, entretanto, desde logo lembrado para uma das vagas que ocorressem. Em 1º de Outubro de 1898 foi eleito para a Cadeira nº 34 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão pelo falecimento de Pereira da Silva. Foi o segundo acadêmico eleito (o primeiro foi João Ribeiro), mas não chegou a tomar posse.


Ainda em 1898, foi encarregado de resolver outro importante assunto diplomático a questão do Amapá. O Tratado de 10 de Abril de 1897 escolheu para árbitro da questão o presidente da Suíça. Rio Branco vinha estudando a questão do Amapá desde 1895. Ao chegar a Berna, apresentou uma memória de sete volumes. A sentença arbitral, de 1º de Dezembro de 1900, foi favorável ao Brasil, e o nome de Rio Branco foi colocado em plano de superioridade em relação a qualquer outro político ou estadista brasileiro da época.

 

Em 31 de dezembro de 1900 foi nomeado Ministro Plenipotenciário em Berlim (Alemanha), de onde saiu em 1902 para assumir, a convite do Presidente da República, Rodrigues Alves, a assumir a Pasta de Relações Exteriores. Logo no início de sua gestão, defrontou-se com a questão do Acre, território fronteiriço que a Bolívia pretendia ocupar, solucionando-a pelo Tratado de Petrópolis. A seguir, encetou negociações com outros países limítrofes cujas fronteiras com o Brasil suscitavam questões litigiosas. Erigiu como bandeira das reivindicações o princípio do uti possidetis solis, e foi com ele que dirimiu velhas disputas do Brasil com quase todos os países da América do Sul.

 

Em 1901, a questão da Guiana Inglesa foi resolvida, por laudo do árbitro Victor Emanuel, o rei da Itália, contra o Brasil, apesar dos esforços e do valor intelectual do plenipotenciário brasileiro Joaquim Nabuco. Rio Branco soube conhecer os motivos do laudo que despojava o Brasil de uma parte do seu território. E deu a Joaquim Nabuco a compensação de nomeá-lo embaixador do Brasil em Washington. Veio, depois, uma série de tratados memoráveis: em 1904, com o Equador; em 1906, com a Guiana Holandesa; em 1907, com a Colômbia; em 1904 e 1909, com o Peru; em 1910, com a Argentina. Ficavam definidos, de um modo geral, os contornos do território brasileiro, assim como, com pequenas alterações, ainda hoje subsistem.

 

Muitas foram suas ações na área de Diplomacia e de Política e tais ações o tornaram um personagem ímpar na História do Brasil. Foi chanceler, embaixador, presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, Membro da Academia Brasileira de Letras, Ministro de Estado, autor de uma obra sobre a História Militar do Brasil e um dos principais responsáveis pela definição pacífica do atual contorno geográfico do País.

 

O Barão do Rio Branco deixou a pasta em 1912, por motivo de falecimento, em 10 de fevereiro. Tamanha foi a comoção nacional causada por seu falecimento que, há 100 anos, a Nação adiou, para o mês de abril, um de seus maiores eventos, o Carnaval. Em recho publicado na Gazeta de Notícias, de 11 de fevereiro de 1912:

 

“Morreu ontem o Barão do Rio Branco. Há dias a sua vida era a agonia prolongada pelos recursos da ciência. A cidade, os estados, o país inteiro, as nações vizinhas, a América, o mundo indagavam ansiosa da saúde do grande homem. E o grande homem caíra para não se levantar. Fora com um imenso soble, que resistindo anos e anos ao vendaval e a interpérie, dominando a vida, de repente estala e cai. Dizer do Barão do Rio Branco uma rápida impressão de dor, de luto, de lágrimas, quando o país inteiro soluça é bem difícil. E sua obra foi enorme e grandiosa. Ele teve duas vidas: a do jornalista de talento que se fez cônsul e a do cônsul que se transformou no maior dos brasileiros pelo seu desinteressado amor à Pátria, e no maior dos diplomatas contemporâneos pelo seu alto espírito, pela alta compreensão da função que exercia. Ele foi o dilatador do Brasil, alargando-o e aumentando-o em terras, graças ao seu engenho, sem um leve ataque à justiça e ao seu direito.”

 

Além da solução dos problemas de fronteira, Rio Branco lançou as bases de uma nova política internacional, adaptada às necessidades do Brasil moderno. Foi, nesse sentido, um devotado pan-americanista, preparando o terreno para uma aproximação mais estreita com as repúblicas hispano-americanas e acentuando a tradição de amizade e cooperação com os Estados Unidos.

 

Principais obras do “Barão do Rio Branco”:

- Efemérides brasileiras (1893-1918);

- A questão de limites entre o Brasil e a República Argentina, 6 vols. (1894);

- A questão de limites entre o Brasil e a Guiana Francesa, 7 vols. (1899-1900); e

- Além de numerosas obras de história do Brasil, história diplomática, biografias, séries de comentários concernentes às questões de fronteira.

 

Passados 100 anos do falecimento do nosso ilustre Irmão. Iniciado aos 03 de fevereiro de 1872, pelos portais da ARLS:. Estrela do Norte - RJ, sendo seu Venerável Mestre em 1874. Nós, obreiros do Rito Moderno, deixamos aqui a nossa singela homenagem a este ilustre brasileiro, que tanto fez para o engrandecimento de nossa Augusta Ordem e de nossa Amada Nação. Deve-se ao nosso dileto Irmão José Maria da Silva Paranhos Júnior (o “Barão do Rio Branco”), a data de 20 de agosto, em Sessão de 1822, como o dia para comemorar-se o “Dia do Maçom”.

O que é um Venerável Mestre?

O Venerável Mestre é o presidente de uma Loja Maçônica.

Ele representa a Loja perante a Maçonaria e o mundo profano.

Ele, juntamente com os Vigilantes, são chamados de “LUZES DA LOJA”.

Ele compõe as DIGNIDADES da Loja, juntamente com o Orador, o Secretário, o Tesoureiro e o Chanceler.

 

Segundo estudos sobre a Maçonaria na América Latina e no Caribe

Pesquisa de:

Augusto Cesar Acioly Paz Silva.

Pensar a Maçonaria na Era Vargas em um período específico de 1930 a 1937 constitui um desafio, pois sendo um período de grandes transformações políticas, econômicas e sociais, observar o comportamento desta instituição em tal época levanta uma série de questões. Ainda encontramos o estímulo para abordar tal objeto de estudo dentro de uma realidade em que esse assunto aparece como uma espécie de “tabu” para a historiografia brasileira. Em razão desses elementos, procuramos ao longo do texto situar os desafios e estratégias institucionais enfrentados pela Maçonaria nos primeiros anos da Era Vargas, especificamente em relação às formas de se organizar e às suas posições dentro de um contexto em que a maçonaria teve que travar confrontos intelectuais e, em determinados momentos específicos, com segmentos de tendências políticas .

 

Buscamos ainda, através do conjunto documental, averiguar se ele está vinculado à Maçonaria ou aos segmentos integralistas, e aqueles produzidos pelo Estado, através dos órgãos policiais. Ao longo deste texto procuraremos enfatizar o papel da Maçonaria em seu processo de organização e propagação de suas ideias e as frentes que unificaram seu discurso. Apresentado desta forma, porque se estruturam os embates entre maçons e integralistas no Brasil e quais as consequências de tal realidade. Observando, por assim dizer, os conflitos políticos e ideológicos entre esses dois grupos, e como o Estado e seu braço vigilante buscavam construir narrativas sobre a Maçonaria. Um aspecto que observaremos mais adiante.

 

 Maçonaria sob vigilância

Eram 20 horas e 40 minutos do dia 14 de agosto de 1933, e os pesquisadores do JBS e do PPP, da seção de Ordem Política e Social, estavam reunidos no lado oposto da Rua do Imperador, no centro da cidade do Recife, Estado de Pernambuco, Brasil, atentos à movimentação das pessoas que entravam no número 460 e circulavam pela rua.

 

Eles se comportaram de forma discreta, para não chamar a atenção de transeuntes e de quem se dirigia para aquela propriedade pela estrada oposta. Durante pelo menos 20 horas, eles registraram com precisão todos os movimentos que eram direcionados ao número 460. Mesmo com os olhos atentos, a movimentação do fluxo de pessoas que chegavam ao imóvel, os investigadores não deixaram de observar os indivíduos que passavam pelo local.

 De olho neles, por exemplo, não faltou a entrada do Coronel Antonio Muniz exatamente às 20h05, no Café Pereira Ferreira. Demonstrando assim, o grau de percepção e vigilância dos pesquisadores do JBS e do PPP, é possível observar, nas anotações dos agentes da Ordem Política e Social, a descrição dos trajes do Coronel Antonio Muniz, que segundo eles, ele trajava um “terno de cashmere marrom, sapatos brancos e marrons, e um chapéu simples”  .

 Os pesquisadores, em sua nota, sem perder o foco na movimentação do imóvel nº 460, constataram que, em um intervalo de 30 minutos, 17 cidadãos entraram no segundo andar do imóvel. Segundo suas avaliações, “dentre eles, notamos que alguns eram de pouca representatividade , sendo 16 de roupas brancas e 1 de roupas pretas. Devido à distância que nos separava, era impossível vermos o rosto um do outro…”  .

O trabalho de investigação descrito nos parágrafos anteriores foi realizado ao longo de dois dias, de 18 a 26 de agosto de 1933, tendo como alvo as dependências que abrigavam três lojas maçônicas, quais sejam: o Cavaleiro do Oriente, o Luzeiro da Verdade e o Cavaleiro da Luz, ação que durou cerca de 12 dias, e teve como foco central de observação os terços e quintos de cada semana, que eram os dias de reunião do Luzeiro da Verdade e do Cavaleiro da Luz. A persistência em observar o movimento nestes dias, por parte da Delegação de Ordem Política e Social, nos diz muito sobre as relações que se estabelecerão entre o Estado e a Maçonaria durante a Era Vargas. Uma relação que se vê como uma entre duas insatisfações, a datação das lojas maçônicas pelo governo autoritário imposto por Vargas, a partir de 1937, e a perseguição velada aos maçons pelos intelectuais conservadores e católicos do Brasil e de Pernambuco, tendo como uma das expressões de combate os integralistas.

 A a estrutura da nossa pesquisa se destaca entre as décadas de 1930 e 1940 para as nossas análises se deu a partir da observação que, enquanto instituição, ela continuava a propor questões e defender posições na sociedade, ao mesmo tempo em que, devido o crescente grau de autoritarismo e intolerância, que tomaram conta dos Tempos de Agamenon Magalhães, a partir de 1937, a Maçonaria teve as suas ações, em Pernambuco, interditadas e sua voz e posições enfraquecidas.

 

Acredito que a esta altura o leitor possa se perguntar quais foram os motivos pelos quais Agamenon Magalhães e o Estado Vargas monitoram as ações dos maçons em Pernambuco e em outras partes do país. Essa questão surge com certa insistência, mas alguns historiadores não se preocupam em estudar essa sociedade durante o período republicano, divulgando, na maioria das vezes, a visão equivocada de que ela não teve uma atuação política, social e cultural mais efetiva em comparação a outros momentos da nossa história nacional. Essa visão começa a cair cada vez mais por terra, a partir do desenvolvimento de estudos acadêmicos que têm a Maçonaria como foco privilegiado, e que na década de 1990 foi seu momento de ascensão e não fazia parte da comunidade de historiadores.

 Essa visão passiva construída sobre a Maçonaria e que tem no historiador paulista Sérgio Buarque de Holanda um dos seus formuladores, difundiu a concepção de que com a introdução do ideário positivista, mais intensamente a partir da década de 70 do século XX, tendo como proclamação da República seu período áureo, pois os descendentes Borgonhas Maçons e Templários da Ordem de Cristo após a Revolução Pernambucana de 1817 , conseguem acumular forças com outros parentes com direito de Hereditáriedade e fundaram a República Maçônica Brasileira.

O que o historiador denomina de Maçonaria ou filosofia maçônica, perdeu sua importância na sociedade, fazendo com que suas posições e ações perdessem influência e visibilidade, tornando-se uma instituição sem importância política, social e cultural.

Esse argumento de Sérgio Buarque pode ser cada vez mais desconsiderado por meio de dois estudos que se colocam no extremo oposto do argumento e das análises propostas pelo historiador paulista. Marcados pelos trabalhos desenvolvidos por Alexandre Mansur Barata, Luis Eugenio Véscio, Marco Morel e Françoise Souza e Augusto César Acioly Paz Silva , podemos observar que ao contrário da superação da maçonaria pelo ideal positivista proposto por Holland, notamos que houve na verdade uma mudança na atitude política da maçonaria para  favorecer a República e derrubar o Império cuja gestão era feita pela família Bragança.

 Este comportamento que impactuou a adoção de uma nova forma de entender qual seria o papel de cada um como agente político. A partir de então, não foi mais entendido como um campo de batalha ou como seu alinhamento com uma facção partidária, mas sim como um sentido estritamente definido do que havia acontecido ao longo do século XIX, fosse liberal ou conservador.

 Veja Links abaixo para complementar  seus estudos.

 

https://arteeculturaporjohnwesley.blogspot.com/2025/02/entre-arte-e-historia-uma-visita-vila.html

 

https://arteeculturaporjohnwesley.blogspot.com/2025/02/entre-arte-e-historia-um-encontro-com.html

  

A história da instituição Maçônica no Brasil, que é documentadas desde o período colonial, remonta às primeiras décadas do século XIX, ou seja, ao seu momento de organização institucional em solo Brasileiro como instituição distinta da Ordem de Cristo.

Oito dos 12 presidentes da Primeira República Brasileira eram maçons:

Deodoro da Fonseca

Prudente de Morais

Campos Sales

Rodrigues Alves

Nilo Peçanha

Hermes da Fonseca

Venceslau Brás

Washington Luís

O primeiro Ministério do Governo Provisório, após a proclamação da República, era composto inteiramente por maçons. Os ministros eram:

Quintino Bocaiúva, Transportes

Aristides Lobo, Interior

Benjamin Constant, Guerra

Rui Barbosa, Fazenda

Campos Salles, Justiça

Eduardo Wandenkolk, Marinha

Demétrio Ribeiro, Agricultura

A Maçonaria abrigava a elite intelectual do país e os melhores homens do Brasil, na época. A implantação de um Estado laico, separado da Igreja Católica, foi uma antiga reivindicação da Maçonaria.

 

Os seguintes presidentes eram maçons, com sua adesão confirmada pela maçonaria brasileira: Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Sales, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Venceslau Brás, Delfim Moreira, Washington Luís, Nereu Ramos, Jânio Quadros e Michel Temer. E recentemente o Vice-presidente, Hamilton Mourão é Grau 33 na Maçonaria.

 

A historiografia clássica aponta o papel e o potencial político desempenhado pela Maçonaria em diversos momentos da história política do Estado Nacional que se encontrava em processo de organização. Além dessa dimensão, há o vínculo político entre os maçons e o espectro político da época. Podemos então perceber ao fazer uma análise da ação maçônica, superando essa visão da historiografia clássica a respeito dessa instituição, que a Maçonaria passou a se preocupar, ao longo do século XX, não apenas com um vínculo partidário específico, mas em promover discussões sobre questões que não se enquadravam num horizonte partidário A, B ou C operando também, dentro de uma cultura política que centrava sua defesa em temas como: a questão da educação nacional, a proteção e difusão do princípio da tolerância em sua aceitação mais ampla, a preocupação com a Questão Social, Educação e laicidade estatal.

 

Alguns dos temas que circularam no interior das lojas e os artigos encontrados nos órgãos de impressão financiados pela Maçonaria, ao longo das décadas de 1930 e 1940, ainda que esses jornais sofram uma forte descontinuidade na publicação. Outro tema que dominou as páginas da imprensa maçônica no Brasil foi o enfrentamento à ideologia de extrema direita, materializada no Brasil pelo Integralismo.

 

Se formos além dessa visão, a de uma instituição sem presença no cenário político, social e cultural do Brasil, se estudarmos os links a cima citados poderemos compreender a atitude supervisora do Estado Vargas em relação aos filhos da viúva  . A partir da história que apresentamos no início do capítulo, desenvolveu-se em torno da Maçonaria uma lógica de suspensão, conceito que pode ser bem destacado, pois o aparato de vigilância e repressão passou a ser utilizado pelo Estado brasileiro em relação aos maçons e, foi ampliado, no sentido de tentar evidenciar qualquer tipo de ação que pudesse representar algum tipo de posicionamento de confronto em ordem, mas nos primeiros anos da década de 1930, até praticamente o golpe de 1937, que inaugurou o Estado Novo e proibiu as ações maçônicas, os órgãos de vigilância controlados pelo Estado brasileiro. Eles estavam mais preocupados em realizar uma espécie de monitoramento das ações de grupos que pudessem “desestabilizar a ordem estabelecida”.

 Nesse sentido, para pensar tal questão é preciso reavaliar, como já apontamos no contexto, dois chamados “ Tempos de Intolerância ” que o Brasil levou em conta, com o advento da Era Vargas. Período que se iniciou com a instauração de um estado de vigilância permanente, agravado pela emergência do golpe de 1937 que instaurou o Estado Novo, marcando tempos sombrios para a sociedade brasileira e local .

 Como forma de melhor compreender a questão em pauta, podemos destacar o processo iniciado na Era Vargas, de um Estado com fortes poderes de vigilância e repressão, que se tornou um dos principais órgãos de fiscalização da Seção de Ordem Política e Social, posteriormente renomeada Delegação de Ordem Política e Social.

 Essa lógica que se estabeleceu com a organização dessa instância revela muito sobre o processo de reorganização e modernização da máquina administrativa do Estado, que passou a criar “novas” instâncias, para orientar a sociedade a partir de um forte discurso modernizador, mas que deixou um claro traço autoritário fortemente impresso nas entrelinhas. Com a instalação desta perspectiva, justifica-se cada vez mais o desenvolvimento de um arsenal burocrático de instituições que atuem como prática ou processo de monitorização da sociedade  .

A fiscalização empreendida pelo Estado, a partir de seu discurso, sobre os ataques do próprio período, principalmente aqueles empreendidos no contexto das décadas de 1930 e 1940, entre aqueles que defendiam ou se inseriam dentro de um campo intelectual mais conservador, representado por intelectuais católicos, integralistas e anticomunistas, e de outro lado, grosso modo, o que poderíamos chamar de setores progressistas, que reuniam uma diversidade de posições, entre elas as de tendência liberal, orientação que não estava incluída na organização da Maçonaria Moderna, e que tinha alguns círculos maçônicos como defensores.

Comemoração dos 90 anos da Loja Barão do Rio Branco Arcoverde.

 

Ao analisar os embates ocorridos entre maçons e integralistas, personagens focalizados neste texto, é possível observar algumas posições que representavam o lugar de cada um deles no campo político da Era Vargas. Temas relacionados à defesa de uma sociedade, sem a intervenção ou privilégio da expressão religiosa, preocupação com a educação laica e a defesa de princípios de tolerância constituíam as reivindicações defendidas pelos maçons brasileiros, já na outra posição, os segmentos relacionados ao ideário integralista, a descrença no sistema liberal, uma educação vinculada ao ideário religioso católico, como expressão da alma brasileira, o antimodernismo e o anticomunismo, faziam parte de suas bandeiras. Por meio desses confrontos, observaremos como ela se estabeleceu de forma concreta por meio da análise dos ataques ocorridos em Pernambuco e como ela não está desconectada da realidade brasileira, sendo essa realidade uma desagregação do cenário mais geral.

 

Expansão dos territórios maçônicos no interior de Pernambuco nas décadas de 1930 e 1940

Não mais que em março de 1933, quase cinco anos após a elevação da cidade de Rio Branco (atual Arcoverde) à condição de município, fato ocorrido no final da década de 1920, mas precisamente em 1928, esse processo se estabeleceu e se articulou por meio da participação das lideranças locais, das diversas camadas sociais que compõem as forças produtivas ao comércio da população que buscava escapar da condição de localidade submetida ao poder municipal de Pesqueira. A pressão para que essa autonomia fosse estabelecida era uma demanda colocada pela liderança da cidade dentro do conselho municipal desde pelo menos os últimos anos da década passada.

 

Grande parte dessa posição se baseia no fato de que a vila de Rio Branco (Arcoverde), após atingir os dois trilhos do trem e quase seis anos depois, por volta de 1917-18, quando a ação da liderança se tornou mais intensa ao lado da câmara municipal, já possuía um conjunto de elementos que, comparada a diversas localidades do sertão, a colocavam na condição de um importante e estratégico entreposto geograficamente entre as portas do sertão ou “sertão mais fundo”. Como exemplo dessa realidade, destaca-se o fato de, nas primeiras décadas do século XX, Rio Branco ter se constituído, como já apontamos no final da linha de trem que partia do Recife, garantindo o status e a condição de local de repouso, ou que colaborava para sua implantação, de uma condição por parte da cidade de se tornar um espaço de comunicação comercial, de distribuição e oficialização do Estado entre essas regiões mais profundas, como a capital e outras regiões que eram interligadas por linhas de trem com o Estado.

Comemoração dos 90 anos da Loja Barão do Rio Branco , em Arcoverde.

 

A ferrovia teve, em tempos de "modernidade", em razão da expansão das relações capitalistas e suas cisões, ou encurtamento de distâncias, representando assim uma imagem de mudança e movimento, simbolicamente conduzida pela visão de que o progresso chegaria a Rio Branco, sendo esta, inclusive, uma das justificativas dentro da cultura política, defendida pelos grupos que buscavam forjar o processo de autonomia da cidade em relação a Pesqueira.

 

Essa condição de empório que a cidade de Rio Branco (atual Arcoverde) recebeu desde a chegada do trem, contribuiu, inclusive, no sentido de forjar dois aspectos de sua identidade para representar ao longo de seu desenvolvimento histórico a imagem de ser uma cidade voltada para o comércio de qualquer natureza, atividade essa que teve lugar privilegiado nas relações que a cidade estabeleceu com outras cidades da região e duas áreas próximas.

 

Ao longo das déca­das de 1930 a 1940, perío­do no qual deli­mi­ta­mos como recor­te tem­po­ral de aná­li­se deste arti­go, a cida­de de Rio Bran­co expe­ri­men­ta­va um perío­do de expansão com um inten­so fluxo de pes­soas, que desde pelo menos o final da déca­da ante­rior se ini­cia mas que a par­tir das déca­das em questão se inten­si­fi­ca e consolida-se. Para que seja pos­sí­vel, ter­mos ciência de tal movi­men­to, uti­li­za­mos as infor­mações do pes­qui­sa­dor da his­tó­ria local, Lucie­lio de França Pal­mei­ra que des­ta­ca que o início da trans­for­mação na anti­ga povoação de “olho d’agua” depois “olho d’agua dos Bre­dos”, começou a ser sen­ti­do atra­vés do pro­ces­so de dina­mi­zação pro­vo­ca­do pela inau­gu­ração no dia 13 de maio do ano de 1912 da estação ferro­viá­ria da Greath Wes­tern, empre­sa res­pon­sá­vel pela admi­nis­tração das lin­has férreas de Pernambuco.

 

Segun­do os dados for­ne­ci­dos pelo pes­qui­sa­dor Lucie­lio, pos­si­vel­men­te, até o momen­to da che­ga­da do trem a popu­lação da então “olho d’agua dos Bre­dos, gira­va em torno de 5.000 habi­tan­tes, núme­ro que por volta de dois anos depois, em 1914 já che­ga­va ao núme­ro de 8000 habi­tan­tes che­gan­do às déca­das finais de 1920, che­ga­va em torno de 15000 a 18.000 habi­tan­tes. Os dados para as déca­das seguin­tes de 30 e 40, apon­tam que este acrés­ci­mo popu­la­cio­nal con­ti­nuou em largo cres­ci­men­to, intensificando-se de manei­ra expo­nen­cial quan­do depois de um longo pro­ces­so de arti­cu­lações capi­ta­nea­dos pelo Coro­nel Antônio Japias­su e outras lide­ranças vin­cu­la­das ao mundo rural e comer­cial da cida­de, con­se­gui­ram junto ao con­sel­ho muni­ci­pal, órgão vin­cu­la­do ao muni­cí­pio de Pes­quei­ra ao qual Rio Bran­co (atual Arco­ver­de) fazia parte con­se­guiu junto ao gover­na­dor Está­cio Coim­bra a elevação da condição de vila de Rio Bran­co à município.

 

Este pro­ces­so de auto­no­mi­zação alia­do ao lugar estra­té­gi­co de comu­ni­cação que a loca­li­da­de des­fru­ta­va, como já des­ta­ca­mos em pará­gra­fos ante­rio­res, neste texto, são condições impor­tan­tes para que o muni­cí­pio se esta­be­le­ces­se enquan­to, para­da obri­ga­tó­ria e espaço pri­vi­le­gia­do para as idas, vin­das e assen­ta­men­tos das popu­lações que tra­fe­ga­vam entre os sertões mais pro­fun­dos, o agres­te, zona da mata e lito­ral, prin­ci­pal­men­te, nos perío­dos nos quais as secas asso­la­vam as regiões semi­ári­das con­ti­guas e que não des­fru­ta­vam dos canais de comu­ni­cação e abas­te­ci­men­to, condição que começou a se rever­ter, como já afir­ma­mos, com a che­ga­da do trem à Rio Branco.

 

A con­fi­gu­ração da cida­de mesmo tendo pelas carac­te­rís­ti­cas pró­prias da região, uma fisio­no­mia liga­da a explo­ração e ati­vi­da­des rurais, con­he­ceu ao longo dos anos, prin­ci­pal­men­te, após à che­ga­da do trem e das déca­das 1920 a 1940, uma diver­si­fi­cação no campo do comér­cio que atra­vés das “moder­ni­da­des” e do “pro­gres­so”, esta­be­le­ci­do pela che­ga­da da estra­da de ferro asso­la­vam as cida­des que ini­cia­vam um pequeno desen­vol­vi­men­to comer­cial. Desta forma Rio Bran­co mesmo antes de torna-se sede de muni­cí­pio pas­sou a con­tar com um leque de esta­be­le­ci­men­tos comer­ciais diver­si­fi­ca­do para aque­la época: cine­mas, pada­rias, hotéis, jor­nais, clu­bes sociais, agen­cias de ven­das de carro, de esti­vas, repre­sen­tações de empre­sas de expor­tação de algodão e outros pro­du­tos e casas comer­ciais de varie­da­des, que uti­li­za­vam como ponto de arti­cu­lação impor­tan­te a estação ferro­viá­ria da cidade.

 

Dian­te deste cená­rio acom­pan­ha­mos o sur­gi­men­to de seg­men­tos sociais liga­dos aos serviços e órgãos do esta­do que se fixa­vam na cida­de, que pas­sa­ram à dis­por de uma lógi­ca e socia­bi­li­da­des dife­ren­tes das expe­ri­men­ta­das por aque­les que se encon­tra­vam vin­cu­la­dos ao mundo rural, por mais que mui­tas des­tas novas clas­ses tives­sem refe­ren­cias neste mundo, pro­cu­ran­do então, em algu­ma medi­da aces­sar e reela­bo­rar viven­cias, que se liga­vam dire­ta­men­te à condição de con­vi­ver no espaço urbano entran­do assim em con­ta­to, com tec­no­lo­gias e modos que não eram os mes­mos do mundo rural, por mais que não pos­sa­mos com­preen­der tal socia­bi­li­da­de den­tro de uma ótica de cisão extre­ma pois, é neces­sá­rio compreende-la den­tro de uma ótica na qual mui­tas vezes elas man­tin­ham níveis de circularidade.

 

É neste con­tex­to de expansão e diver­si­fi­cação, aumen­to popu­la­cio­nal e che­ga­da de pes­soas de outras loca­li­da­des, atrás de um supos­to pro­gres­so da cida­de de Rio Bran­co, que nos anos ini­ciais da déca­da de 1930, mais pre­ci­sa­men­te em 18 de março de 1933, foi fun­da­da na cida­de Rio Bran­co, inde­pen­den­te de Pes­quei­ra a menos de cinco anos uma loja maçônica, espaço de socia­bi­li­da­de que em algu­ma medi­da já deno­ta­va uma diver­si­fi­cação social, haja vista que os fun­da­do­res da refe­ri­da loja maçônica em sua maio­ria eram pro­fis­sio­nais libe­rais como médi­cos e engen­hei­ros, comer­cian­tes locais, fun­cio­ná­rios públi­cos liga­dos a órgãos do esta­do que exis­tiam na loca­li­da­de, além de mem­bros de o.

 

NATA DE REFERÊNCIA.

(1) Cavalcanti, Giovanni - Istorie Fiorentine, vol. II, Tipografia All insegne di Dante, Firenze, 1838, p.45, apêndice.

Gamurrini, Pe. Eugenio - Istoria Genealógica delle Famiglie Nobili, Toscane et Umbre, Florença, 1673, pg.57e 58.

Scipione, Ammirato - Delle Famiglie Florentine , Firenze, 1615, na Biblioteca Nacional Central de Florença.

Estes três autores têm seus textos principais fotografados e expostos in Cavalcanti, Marcelo Bezerra - “La Famiglia Cavalcanti ‘, blog on line”.

Cavalcanti, Sylvio Umberto - Se Chiavano Cavalcanti, ed. eletrônica on line. O autor faz restrições a essas informações questionando a validade das fontes, apenas baseadas em tradições orais e heráldicas.

Albuquerque, Cássia Cavalcanti de, Cavalcanti, Marcelo Bezerra e Doria, Francisco Antonio: ‘Cavalcantis: na Itália e no Brasil’, ed. Eletrônica on line, segundo os autores, em breve, no prelo.

(2) Maquiavel, Nicolau – História de Florença, ed. Musa, 1998 – o autor omite, certamente por necessidade política de agradar aos Médici, o papel relevante dos Cavalcanti na história de Florença, que são citados apenas quando impossível omitir seus nomes.

(3) Cavalcante de Cavalcanti, cônsul da comuna de Florença em 1176, possivelmente casado com uma Adimari, teria sido dono dos castelos de Lugo, de Ostina e de Stinche. Seu filho Adimaro Cavalcanti, cônsul de Florença em 1202, casado com uma Amidei, teria sido dono do castelo de Montecalvi, herança de sua avó, filha do Conde Guido de Modigliani. Cavalcanti, Marcelo Bezerra e outros –opus cit., pág. 7, citando fontes.

(4) Cavalcanti, Sylvio Uumberto – opus cit ano 1214 citando Vatti, G.- “Montieri, notícias históricas”. A citação freqüente da obra de Sylvio H.Cavalcanti é devida a sua centralização das referências que dizem respeito à família Cavalcanti na Itália, bem como o critério de confiabilidade de suas fontes.

(5) Cavalcanti, Sylvio Umberto - opus cit., anos 1248,50 a 1280.

(6) Cavalcanti, Sylvio Umberto - opus cit., anos 1300 a1302.

(7) Cavalcanti, Sylvio Umberto - opus cit., ano 1304 a 1307.

(8) A mudança de nomes dos Cavalcanti ocorre durante o período de maior poder das guildas menores entre 1379 e 1381. Ver Cavalcanti, Sylvio Humberto - opus cit. Anos referentes.

(9) Cavalcanti, Sylvio Umberto - opus cit., ano 1416 .

(10) Doria, Francisco Antonio – “Tabela Genealógica dos Cavalcanti“, gentilmente cedida pelo autor. Cavalcanti, Marcelo Bezerra - La famiglia Cavalcanti- artigo “La Famiglia Cavalcanti”, blog on line.

(11) Revista Morasha - artigo, março 2004 ed. 44. Projeto Arquivo Medici. Arquivo do Grão Ducado dos Médici, on line.

(12) Cavalcanti, Sylvio Uumberto- opus cit., ano 1478. Recentemente o genealogista Francisco Doria, em seu blog, supôs que este Lorenzo, que ajudou a salvar o Magnífico, poderia ser o do ramo vindo para o Brasil, casado com uma Peruggi, pai de Giovanni, avô portanto de Felippe que vem para o Brasil. Entretanto por Cavalcanti, Sylvio Humberto – TávolaCavlcantiFirenze, on line, a paternidade destes dois Lorenzo não coincidem, ainda que possam ter vivido na mesma década.

(13) Cavalcanti, Sylvio Umberto–opus cit., anos referentes.

(14) Cavalcanti, Sylvio Umberto- opus cit., anos, referentes, citando Luttazzi-Gregori. O autor lembra ainda que Mainardo Cavalcanti seguia as idéias republicanas di Nicolo Capponi, do qual era amigo. Lembramos que Nicolo Capponi, rico comerciante participou em 1527 da administração pública no ultimo período republicano em Florença. Capponi foi apoiado em 1527 por Clarice Medici-Strozzi e seu marido o banqueiro Felipe Strozzi, já então em conflito com o lado prepotente de seus parentes da família Medici.

(15) Cavalcanti, Sylvio Umberto – opus cit., anos referentes.Consultar também Torres, Rosa Sampaio – artigo em blog http://rosasampaiotorres.blogspot.com/ “Conspiração Pucci & Cavalcanti”.

 

 

(16)Livro Pernambuco Templário de

Maxuel Rodrigues de Moraes.

 

(17)AOUN, Geraldo Tenório. A Vila de Mimoso: Pesqueira- PE tradições e costumes. Recife: Gráfica Editora Santa Cruz, 1986.

 

(18)Colombo e Os Templários da América

 

(19)Cronológica Pernambucana volumes 09 e 13. De Nelson Barbalho.

 

(20)Coleção Tempo Municipal

Centro de Estudos da História Município.

Francisco Ricardo Nobre  o Inglês da Volta e Sua Descendência.

Yone Sampaio & Geraldo Tenório Aoun

Maçonaria da América.

 

(21(STRATHALLAN, Visconde de (William Drummond). "The genealogy of the most noble and ancient house of Drummond" (PDF). A. Balfour & Co., Edinburgh, 1831; impressão privada, 1889. Primeira edição em livro: 1681.

 

 (22)Carta dos irmãos Remígo da Assunção Drummond, Antônio de Freitas Corrêa Drummond e Simão de Freitas Corrêa Drummond ao earl de Perth, John, Lord Drummond. In: Strathallan (1831; 1889) , pág. 105.

 

(23)LEME, Pedro Taques de Almeida, "Nobiliarquia Paulistana Histórica e Genealógica", vol. II, título "Toledo Pizas", cap. II, § 2.o, pág. 231. As informações de Pedro Taques sobre Manuel da Luz Escórcio Drummond e seus descendentes estão resumido em LEME, Luiz Gonzaga da Silva, "Genealogia paulistana", vol. V, Título "Toledos Pizas", cap. II, § 2.o, pág. 507, nota (1).

 

 (24)Processo de genere de Fortunato Cândido Drummond Rocha e João Ricardo da Costa (Conceição da Praia, 1806). Arquivo do Laboratório Reitor Eugênio de Andrade Veiga (LEV), Universidade Católica de Salvador (UCSal), Cx. 7; E. 1; 23 Ge-20; no. 24.

Sir) DRUMMOND, Juiz da Escócia; de Cargill & Stobhall, Drummond

Sosa: 1.818.192

Nascido por volta de 1358

Falecido por volta de 1428, com cerca de 70 anos

 

(25)Pais

sosa John (Sir; de That Ilk) DRUMMOND, de STOBALL (Stobhall) Drummond , nascido por volta de 1330 - ca 1330 Escócia, falecido em 1373 com cerca de 43 anos de idade

Casado com

sosa Mary MONTIFEX (MONTIFICHET; MONTFICHET; MONTEFLICHET), ou Mary de MONTEFEX, De Montfichet , nascida por volta de 1320 Cônjuges, filhos , netos e bisnetos

 

(26)Casado com Elizabeth SINCLAIR, De Saint-Clair , nascida por volta de 1366 (Pais: Henry (de Roslin) ST. CLAIR (SINCLAIR) Earl d' ORKNEY; Lord/Prince de SHETLAND De Saint-Clair ca 1345-ca 1404  &  Jeann (de Castelo de Dirleton) HALIBURTON, ou Janet HALYBURTON; De Halyburton ca 1349- ) com sosa M sosa F sosa

M sosa Walter (Sir) DRUMMOND, de Cargill & Stobhall, Drummond ca 1383-ca 1455  Casado com Margaret RUTHVEN, De Ruthven ca 1385  tiveram sosa

M sosa Malcolm (Sir) DRUMMOND, de Cargill & Stobhall, Drummond ca 1415-ca 1470  Casado com Mariot (Marion) MURRAY, Murray ca 1423  tiveram : sosa

M sosa John (Lord de) DRUMMOND, Chamberlain da Escócia, Drummond ca 1439-ca 1519 F sosa Margaret DRUMMOND, Drummond †1482/

M sosa James (de Coldich e Ballochard) DRUMMOND, Drummond Irmãos

F sosa Ne, (Senhorita) DRUMMOND Drummond ca 1350 Casada com Allan MacOCHTERY (Chefe de CAMERON), de Cambrun, De Cameronsosa

F sosa Annabella (de Stoball) DRUMMOND, Drummond ca 1352-1401 Casada com Robert III (John) STEWART (King) des SCOTS, (batizado John, ele mudou seu nome na adesão; `o Rei Manco') Stewart ca 1344-1406.. 1420sosa

F sosa Margaret DRUMMOND, Drummond ca 1353 Casada com Colin `Extraordinário' (Senhor) CAMPBELL, `Iongantach'; de Luchow (LOCHOW) Campbell ca 1344-ca

1413sosa

M sosa John (Sir) DRUMMOND, Juiz da Escócia; de Cargill & Stobhall, Drummond ca 1358-ca 1428 Casado com Elizabeth SINCLAIR, De Saint-Clair ca 1366sosa

M sosa Malcolm (de Stobal) DRUMMOND, Drummond †ca 1403 Casado com Isobel DOUGLAS, De Douglas ca 1372-ca 1408sosa Como vimos ELIZABETH SINCLAIR era filha de HENRY SANTCLAIR ; ELIZABETH SINCLAIR , e seu filho JOHN  DRUMMOND SANCLAIR eram descendentes do Princepe escocês Henry SinClair , que em 1398 quase 100 anos antes da chegada de Colombo ao Novo Mundo , aportou onde hoje é a Nova Escócia. Com aproximadamente quinhentos Cavaleiros Templários de sua confiança ele fundou a Green Oaks  , Nova Escócia , uma colônia do “ Graal”  secreta para os Templários nas terras da Merica , pois os irmãos Templários ainda estavam fugindo das perseguições movidas pela Igreja Católica Romana e pela Monarquia Francesa descendentes de Felipe o Belo.







Comentários

  1. Chegamos a última publicação , publicação IV, do Estudo IV da Nova Ordem de Cristo no Blog Arte e Cultura por John Wesley.
    Uma publicação que estuda as famílias Britt e Brito de Arcoverde em Pernambuco, e da Loja Maçônica Barão do Rio Branco.
    Aos Cavaleiros e Amazonas da Nova Ordem de Cristo se faz nescessário a leitura das partes I , II , III , IV deste estudo , e os certificados só saíram aos Cavaleiros e Amazonas ou pessoas de outros ordens Iniciáticas que fizerem o estudo das IV partes , fizerem os comentários nas 04 postagens e se identificarem se for pessoas que entraram no Facebook da Nova Ordem de Cristo tem que enviar o print da conversa nos comentários do Facebook.
    Os membros da Nova Ordem de Cristo tem que colocar o nome e enviar o print dos 04 comentários. Estou enviando agora os. Certificado do estudo da II foram entregues e os do estudo III estão sendo entregues conforme os comentários no estudo postagem .
    O estudo III da Nova Ordem de Cristo é sobre a cidade de Bonito.

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  2. Pela graça de Deus Samuel Alexander De Gouveia Robalino, irmão da Nova Ordem De Cristo N.O.D.C.
    Agradeço a invitaçãom para participar neste prestigioso Blog,
    É muito interesante e é de muito proveito o fato de conhece a história do Barão do Rio Blanco, instituições Templarias a Maçonaria e a diplomacia brasileira, testificar com a investigação de John Wesley e os aportes e contribuição de pessoas muito especiais que fizeram que tenha mais amor pela historia e mais celo por cultivar nossa identidade, muito obrigado pelo ensino que alimenta nossa mente e identidade.
    Tenho uma madre ecuatoriana, um pai portugues e eu nasci na venezuela, por tanto tenho ideia da historia lusa e sud americana do lado occidental, mais não tinha o conhecimento profundo e com detalhes da valiosa historia pernambucana, mais uma vez muito obrigado.

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  3. Parabéns irmão Dom
    PSamuel Alexander De Gouveia Robalino, estudar, pesquisar é uma meta de um pesquisador de um buscador espiritual. Se faz nescessário a busca constante, a pesquisa por várias fontes para chegar ao real conhecimento. Sucesso em seus trabalhos nas Preceptorias Nacionais da Nova Ordem de Cristo na Venezuela e no Equador. Um Grande abraço.
    Maxuel Rodrigues de Moraes
    Nautonnier Grão Mestre da Nova Ordem de Cristo.

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 No último dia 6 de novembro, tive o prazer de comparecer à abertura da exposição 'Trama', da artista Nailde Alves, com curadoria de Humberto Botão. A mostra, que está em exibição na Galeria de Artes Mestre Galdino, localizada no Sesc Caruaru-PE, promete encantar os visitantes com suas obras. A atmosfera criativa e inspiradora no espaço expositivo criada pelas obras de Nailde Alves. Utilizando diversos materiais e técnicas, a artista conseguiu expressar de forma única o seu olhar sobre o cotidiano e a sociedade para formar composições únicas. Uma abordagem sensível e poética, 'Trama' convida o espectador a mergulhar nas texturas e significados por trás de cada obra, revelando um universo rico em simbolismo e emoção. É impressionante ver como Nailde conseguiu transmitir tantas sensações através de suas composições, fazendo com que cada peça conte uma história única e tocante.   Aqui estão alguns registros do evento de abertura da exposição. A exposição 'Trama' es...

Reflexões sobre o I Encontro Interreligioso em Lajedo-PE

Participei do I Encontro Interreligioso realizado em Lajedo-PE, uma iniciativa do Museu do Homem do Campo e do Museu Jacques Borgonha de Molay. O evento ocorreu no emblemático prédio do Rotary Clube Internacional, distrito 4500, um local que sempre me recebeu de braços abertos, tanto como convidado quanto como Produtor Cultural, Fotógrafo e Designer e dessa vez como imprensa. É sempre gratificante voltar a um espaço que tem tanta história e significado para mim. A organização, liderada por Maxuel Rodrigues de Moraes, artista plástico, pintor e produtor cultural. Maxuel, além de ser o presidente dos museus mencionados, é um agente cultural comprometido com a promoção da arte e da cultura em nossa região. Ele compartilhou um pouco sobre o projeto Excursão das Artes 2025, que promete ser um marco na promoção da diversidade cultural, com exposições de artes plásticas, rodas de leitura e palestras educativas, especialmente voltadas para as comunidades quilombolas, nações indígenas e povos d...